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Escritora Caipira - Um dedo de prosa! VAI FUUUUUNNNNDOO NEYMAR! MERGULHA NO GOL QUE ESSA É A SUA PRAIA!
Acho esporte, qualquer um deles, sensacional! Escrito por Débora Bellentani às 12h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] FELIZ ANO VELHO. Vou falar sobre Pedro Leonardo. Escrito por Débora Bellentani às 12h08 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] VIAJANDO NO TEMPO
Fechei os olhos por um instante e de repente, me vi no pátio do colégio aonde estuva - o CEONC, em Sorocaba - com o meu uniforme ajustado ao corpo, mostrando curvas que eu não tinha. A calça cinza, o jaleco branco, os sapatos de amarrar... Como eu era magrinha e aparentemente frágil! Por um instante, desejei estar lá - se é que não estive! Visualizei a cantina acesa, os tijolos à vista e o concreto da construção, o jardim próximo às escadas que desciam para os andares inferiores e, para as escadas que davam acesso ao andar superior. A escola ainda era jovem naquele tempo. Tinha apenas três anos. Exatamente os três anos que eu estava ali. Fiz parte da primeira turma do colegial do prédio novo! Interessante ver-e ali, de pé, comendo a minha coxinha e tomando a coca-cola de garrafa que pedia quase que diariamente. A tia e a atendente da cantina até já sabiam quando eu chegava, o que pediria. Do lado direito estavam as escadas, que eu chamava de arquibancada... Todas as noites, no intervalo, sentávamos ali para jogar conversa fora com os amigos, trocar olhares, paquerar e até, namorar um pouquinho - o que significava apenas ficar de mãos dadas ou, no máximo, com a cabeça encostada no ombro, ouvindo atentamente o papo da turma. Estranho me "sentir ali" e viver exatamente aquele momento, daquele dia. Um dia no qual desci depois do intervalo - claro que com o consentimento da professora - para o lanche e para poder "respirar". Puro dejavu... Transportei-me ao passado de fato. E desejei realmente voltar no tempo e estar ali, tendo a oportunidade consciente de corrigir tudo o que viria dali para a frente. Eram meus últimos dias na escola. O ano: 1975. Havia perdido alguns colegas em um pavoroso acidente de carro. Não tivemos formatura em razão disso. Todo dinheiro arrecadado foi para as famílias das vítimas. Aquela garota triste e sozinha, "curtindo uma fossa" danada pelo namoro recém-terminado estava imensamente perdida. Aquela garota que não sabia fazer outra coisa a não ser abedecer o que a família instituia, agir de forma correta, amar romanticamente, trabalhar para ajudar em casa e estudar muito, não entendia nada do mundo. De repente, eu saia do colégio e alguém dizia que eu tinha que fazer uma tal de Faculdade. Eu não estava nem aí para isso! Eu não sabia o que queria. Eu tinha apenas 17 anos, não tinha pai, minha mãe era uma pessoa difícil, sofrida e cuja preocupação maior eram duas coisas: que eu casasse bem e virgem e, que eu não me tornasse mãe solteira porque isso mancharia a reputação dela e da família. Reputação. Nome. Honra. Honestidade. Palavras que permearam a minha infância e a minha juventude. Palavras fortes. Fiz o que pude. Posso dizer que passei em 99% das provas aonde essas palavras se encaixavam durante quase toda a minha vida. E ainda venho resistindo com elas, mesmo quando parte da sociedade atual faz piada com os que conservam a dignidade. Estamos vivendo uma inversão de valores muito séria. O que essa mesma sociedade não entende é que todas essas idéias são cíclicas. Que toda geração pressionada, como foi a nossa, gera uma geração libertina, que, por sua vez, gera uma geração conservadora. O mundo é feito de revoluções e não de evolução. Não evoluímos. Aprendemos e corrigimos, mas não evoluímos. A evolução é coisa da alma, está além do mundo dos homens. Desde que comecei a perceber o valor do tempo, desde que comecei a perceber que amadurecia, comecei a achar que não estava nesse mundo à toa. Que estava aqui para fazer a diferença. Só que nunca fui capaz de entender quando, como e onde. Nunca compreendi a minha facilidade de escrever, de falar e de me comunicar por intermédio da escrita. Apenas acreditava ser um dom divino. Mas para que? Talvez seja para falar sobre mudanças. Talvez seja para falar de amor, de paz... Talvez seja para repetir o que milhares já dizem mas poucos escutam: que tudo precisa mudar. Que está na hora de mais uma revolução, só que, desta vez, uma revulução interior, aonde cada pessoa deva meditar sobre em qual momento da sua vida ela faz a diferença; em qual momento ela deixa de comentar, de apenas falar, de apenas postar, para realmente contribuir na grande mudança que o mundo precisa. Quanto de gentileza uma pessoa pratica? Quanto de bondade ela doa no dia-adia e não apenas com o talão de cheque ou comendo um lanche no McDia Feliz? Acho que estou aqui para fazer as pessoas pensarem menos nas teorias dos MBAs e mais na prática da sobrevivência. Porque haverá um momento no qual precisaremos ceder um lugar, pedir um favor, obedecer uma fila, respeitar uma criança, um idoso, uma senhora, uma mãe, um deficiente, não porque somos excessão, mas porque faremos parte de um todo implorando por algo para comer e água para beber caso não mudemos nossa maneira de encarar o hoje. Se não mudarmos o hoje não teremos futuro. E de nada adiantará os investimentos milionários em teorias nihilistas. Boas reflexões a todos. Vou fazer mais uma viagem no tempo e já volto! Escrito por Débora Bellentani às 22h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] VOAR, VOAR, SUBIR, SUBIR. Quem não gosta de voar? Uns voam de fato, outros voam de desejo, outros voam em e nos pensamentos. Talvez Deus não nos tenha dado asas porque gostamos tanto de voar que congestionaríamos o céu! Quando fechamos os olhos, voamos. A sensação de ver tudo do alto, de poder mergulhar como as gaivotas, de poder dar um rasante na vegetação orvalhada, são coisas que invejamos dos pássaros. Voar nos leva além de nós mesmos. Pena quem nem todos possam fazê-lo. Alguns por medo, outros por insegurança, outros por problemas alheios as suas vontades... Como é bom ter um Pai repleto de sabedoria! Ele nos deu o poder da imaginação e teve a humildade de nos ensinar a criar - prerrogativa que um ser humano nem sempre abre mão! E com essaa criatividade tiramos o pé do chão. As asas? Ah! As asas ficaram com os anjos. Escrito por Débora Bellentani às 11h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] SUAVE EQUAÇÃO.
Nós mulheres somos mesmo uma equação. Embora eu acredite que sejamos mais um teorema, cuja estrutura precisa ser cuidadosamente estudada. Somos introdução, hipótese e tese! E como é difícil chegar a conclusão de quem somos, como pensamos ou qual a minúscula vírgula que atrapalhará toda a demonstração, provocando um resultado nem sempre agradável e muitas vezes confuso. A matemática da mulher foi, durante muitos anos, ele + eu = nós, até que ela descobriu que poderia ser ao contrário: eu + ele = nós. Com as mudanças de valores, onde as somas de 2 + 2 passaram a resultar 3 ou 5, deendendo da situação, essa matemática ficou muito atrapalhada - para não dizer bem difícil! Três é quando alguém se divide na relação. Cinco é quando ninguém mais se entende nela. Nessa complexibilidade, a mulher torna-se exímia em criar mais problemas do que solucioná-los. Cabe a mulher dar o rumo a situação. Cabe a ela explicar que não sabe dividir o que é seu quando se trata do seu homem, mas que, pode dividir tudo o que tem quando se trata dos filhos ou de ajudar a quem precise de uma palavra amiga, de força, de afeto, de "mão na massa". Contrapondo a tudo isso, as mulheres são mais frágeis (eu disse frágeis e não fracas), delicadas, românticas, suscetíveis. As lágrimas são nossas amigas, nossas companheiras e, muitas vêzes, nossas aliadas. Parecemos com os gatinhos que gostam de se aconchegar em quem amam, gostam de se esfregar levemente, de encaixar-se entre o peito e o pescoço esperando ser aquecidas pelo sentimento, ouvindo apenas o som do coração que bate acelerado: tum,tum...Tum-tum...Tum-tum... Maestria. Nascemos para reger uma orquestra de sons perfeitos e o mundo nos obrigou a deixar de se comer para alimentar um filho; deixar de dormir para ninar uma criança; deixar de se divertir para ensinar outras matemáticas menos complexas ao que vivem sobre o nosso teto. Encaramos tudo isso muitas vezes cansadas, esgotadas, às vezes vindas de duas ou três jornadas de trabalho e mesmo assim, encontramos tempo para brincar de cabaninha, contar histórias, cantar histórias. Cansadas, muitas vezes fizemos sexo sem perceber que tudo acontecia, sem sentir prazer mas preocupadas em dar prazer... Dar, doar-se, estar e tão pouco ser. Assim fomos seguindo nossos dias, sempre no salto alto, unhas feitas, pernas depiladas, cabelos impecáveis, prontas para o trabalho, prontas para ser esposas, amantes, namoradas. Um dia podemos acordar achando que tudo isso precisa mudar e se fincamos pé na idéia, mudamos tudo! Ficamos sozinhas, criamos os filhos, buscamos novos amores, quebramos a cara e aprendemos que a felicidade é feita de momentos. Mas principalmente, ela é feita de nós mesmas. E essa é a tese final: nehuma mulher será feliz se não sentir-se amada, se não aprender a levantar, olhar no espelho e dizer: "hei, você aí do outro lado: EU TE AMO!" Uma equação, um teorema, um tratado... Chamem do que quiser. Desde que nos respeitem e nos amem pelo que somos. Feliz 8 de Março. Escrito por Débora Bellentani às 19h55 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Flores e espinhos
Em um belo dia ensolador, a flor de pétalas macias e cor deslumbrante apalpou o corpo e descobriu que tinha espinhos. Assustada exclamou um "ai" e foi logo olhando sua aparência para conferir se não lhe faltava nada. Encontrou, no cantinho de uma pétala um pequeno rasgo e histericamente começou a gritar. Uma doce borboleta que passava pelas redondezas, ao ouvir o grito aproximou-se assutada e perguntu o que havia acontecido. Ouviu silenciosamente as reclações da flor e as lamentações sobre o pequeno rasgo e, aproveitando uma brecha no choro copioso, disse: - Ah, flor, como és supérflua! Como podes transformar a tua própria natureza em desgraça? A flor não respondeu. Apenas olhou a borboleta e curvou-se para ela em sinal de respeito. Alguns dias depois, uma criança passou perto dela, olhou atentamente para as suas pétalas, chamou a mãe e disse: - Mamãe, mamãe, a flor está doente. O que podemos fazer por ela? No que a mãe docemente respondeu: - Vamos deixá-la viver o tempo que lhe for devido. E quando ela despetalar, você pode pegar a pétala machucada e guardar como lembrança. - Lembrança de quê, mamãe? - De como às vezes, apesar de todas as dores, precisamos ser fortes e cumprir o nosso destino. A flor, emocionada, derramou uma lágrima em silêncio.
(Débora Bellentani - 01h29, do dia 21/02/2012.) Escrito por Débora Bellentani às 01h35 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] SEGREDOS DO MEU JARDIM. Verde, gostaria de ser verde e emaranhar-me por entre as folhas dos jardins e dentro dele, poder conversar com as rosas e seus espinhos; com os cravos e toda a sua pompa; com as orquídeas, sempre em estado de fotografia. Escrito por Débora Bellentani às 23h06 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "Dá licença medo, minha felicidade quer passar!" Débora Bellentani - 12/02/2012 - 23h07 Escrito por Débora Bellentani às 23h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] I tried to translate through Google Translator. I hope to give to friends around the world understand.
MONA LISA'S SMILE Escrito por Débora Bellentani às 02h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O SORRISO DE MONA LISA Tanto se questiona sobre Mona Lisa e seu sorriso. Tanto se questiona sobr uma obra que, se analisarmos friamente é apenas um retrato...
Talvez seja o mito por trás da imagem o motivo de tanta fama, de tanta admiração.
Uns dizem ser o próprio Da Vinci; outros, ser um homem, amante dele; alguns, o grande amor do artista; outros ainda, mulheres de nobres da época... É o mistério que provoca tanta sucesso: todos querem saber o que há por trás do sorriso de Mona Lisa.
Para mim, Da Vinci era um homem inteligente demais e muito espirituoso, além do seu tempo. Tão além do seu tempo que deixou, propositalmente uma obra intrigante. Quem garante que na cabeça dele não passasse a idéia de "vou me divertir muito com as pessoas tentando adivinhar o que significa este sorriso enigmático e de quem é este retrato"?
Se prestarmos atenção, há na Mona Lisa um sorriso ora zombeteiro, ora malicioso, ora provocador, ora cínico, ora despretencioso, ora dispersivo. Dependendo do estado de espírito de quem vê o quadro, pode-se chegar a uma dedução diferente. Os cientistas e pesquisadores já estudaram tanto a obra e deram tantas explicações lógicas que, se o intuito do artista era divertir-se, ele conseguiu. Escrito por Débora Bellentani às 17h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Às vezes precisamos afastar algumas pessoas para que elas não sofram conosco. Parece loucura, mas, isso é amizade. Escrito por Débora Bellentani às 11h25 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Um dia o tempo conjugou o verbo amar e eu, primeira pessoa, encontrei você, segunda pessoa. (Débora Bellentani -12/05/2011 - 20h36). Escrito por Débora Bellentani às 20h36 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Escrito por Débora Bellentani às 14h46 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A VIDA FORA DE MIM "Estranho como, às vezes, tenho a sensação de estar vivendo o avesso de mim mesma" Perdi a conta de quantas vezes agi contra tudo o que acredito, tomei decisões que não aprovo, disse palavras que não entendo, preguei conceitos que não defendo, ensinei coisas que não me convencem. Escrito por Débora Bellentani às 22h06 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Já. Escrito por Débora Bellentani às 19h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] DIGNIDADE X ORGULHO A dignidade faz parte da saúde do ser humano. Escrito por Débora Bellentani às 11h16 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Meu Brasil atrapalhado (poema de Djalma de Andrade) A gente fala, protesta: - Nesta terra nada presta, O povo é lerdo , indolente... É a farra, ninguém trabalha A peste a pátria amortalha Sob o sol rude, inclemente... A lei é mito, pilhéria... Ninguém liga a coisa séria, Não há remédio , é da raça... A vida se desbarata: O pinho, a cuíca, a mulata, O amarelão, a cachaça... A gente murmura, fala, Velhos defeitos, propala Em língua rude e vil: É a terra pior do mundo! Mas no fundo, bem no fundo Quanto amor pelo Brasil! Tudo da boca pra fora! Porque cá dentro ele mora, Cá dentro a gente o sente... Meu Brasil atrapalhado, Meu Brasil confuso e errado, Você vê que o povo mente. Você vê que a gente grita, Mas vê também que é infinita Esta paixão por você... Se a bandeira se levanta, Lá vem o nó na garganta , E você sabe porquê... Você sabe e não se importa, A nossa injúria suporta, E o nosso labéu também... Deixe que xingue, que bata, A gente fere e maltrata, Quase sempre a quem quer bem. Meu Brasil, aqui baixinho, Ouça, sou todo carinho, E a minha alma você vê... Qualquer perigo que corra, Se for preciso que eu morra Eu morrerei por você. Escrito por Débora Bellentani às 12h31 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] SUGESTÃO DE FILME! Se você ainda não assistiu, esta é a hora: PONTE PARA TERABÍTIA.Um filme cuja profundidade da mensagem emociona e nos ensina a acreditar no poder da imaginação. Bom para quem deseja conhecer o mundo dos escritores, inclusive, dos poetas. Filme de 2007, dos criadoers de As crônicas de Nárnia. Aventure-se! Escrito por Débora Bellentani às 11h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] E AGORA BELLENTANI?
Faz tempo que estou aqui, parada na frente do computador, tomando a decisão de escrever. Hoje, particularmente, estou extremamente triste e angustiada... Parece que me falta alguma coisa que eu sei o que é, mas não quero admitir... Alguns pensamentos me atormentam e tenho que me conformar com o que eles representam. Tenho alguns exames para fazer e talvez, precise tirar um pequeno nódulo da cabeça... Vai ver que é esse nódulo que me deixa assim, tão maluquinha! Quem sabe não estava lá no fundo, escondido por muitos anos e agora, resolver sair e assim, me devolver o juízo? Um amigo me diz que minha maquiagem emocional é forte... Mas sabe, acredito mais que eu sou forte. Sempre fui... E orgulhosa também... Na verdade essa mania de não querer atrapalhar a felicidade dos outros levou a minha embora... Mas que se dane! Felicidade é algo que se conquista todos os dias: não dura para sempre. A paz e tranqüilidade, sim, acabam entrando na nossa rotina e achamos, dessa forma, que somos felizes... Muitas vezes, felicidade é assumir riscos, perder, viver momentos intensos... É ter lembranças boas, muitas delas e, compartilhar a alegria... Se felicidade for alegria, essa eu tenho de sobra!... Felicidade está em nós mesmos, nunca em outra pessoa... Assim como a tristeza... É apenas uma questão de escolha. Gosto da citação de Stephen King: Monstros existem e fantasmas também. Vivem dentro de nós e, às vezes, eles vencem. Quando escrevi Max, descobri que eu tinha um lado vingativo e perigoso. Também descobri que, adormecida dentro de mim existia alguém capaz de matar - a diferença entre fazer isso e escrever, estava no fato de que eu resolvi escrever. Passei tantos sentimentos naquele livro que muitos acham ser uma história real. Em parte é, porque usei algumas situações que ouvi ou vivi para colocar meus personagens nelas. Sabiam que, sou pioneira no cinema 3D em Sorocaba? – rindo aqui. Meu livro foi escrito em 1990, publicado em 2000 e eu já dizia nele, que a cidade tinha um cinema com exibição em 3D e que era o Pedutti (quem é antigo da cidade vai lembrar!). Bem, o cinema já não existe, mas a tecnologia... Quanta diferença! (também quem é antigo na propaganda vai entender este plágio!) Onde será que foi parar a minha imensa capacidade de escrever, de dizer coisas bonitas sobre o amor? Será mesmo que as minhas palavras tiveram sempre um nome ou endereço? Eu sou do tipo de poeta que precisa estar apaixonada para escrever coisas de amor... Às vezes busco velhos amores para me inspirar... Só que o tempo é cruel e vai apagando lembranças... E poeta sem lembranças é um poeta morto. Quem sabe um dia, depois que eu partir, fique famosa e vocês possam mostrar às pessoas escritos como este, que desvendam o outro lado da Débora sempre sorrindo, sempre amável, incapaz de discutir ou de participar de uma baixaria (não que eu não tenha tido vontade de "rodar a baiana” algumas vezes!)... Um lado reflexivo, responsável e muito consciente de quem sou, do que faço, e do que deixei de fazer. Está difícil me adaptar à nova vida... Eu troquei a pressa de chegar em casa para aproveitar o sol e pegar uma cor, pela pressa por recolher as roupas do varal. Troquei o ato de produzir, de criar, de fazer trabalhos free lancers pelas louças, roupas para passar, lavar, casa por limpar, horários de alimentação que nunca cumpro porque estou perdida em um mundo a que nunca pertenci de fato. E por mais que eu tente não me acostumo com ele! Meus varias lotam de roupas que mostram os anos: as fraldas e peças tão pequeninas deram lugar a imensas jaquetas, camisetas, calças jeans, crescendo proporcionalmente à medida que o tempo passa. Só as minhas roupas permaneceram iguais até que a maturidade chegou e o corpo cobrou o preço pelos anos que se vão adiantando. Sempre, quando recolho as roupas, penso no que me transformei: agora, colho prendedores no varal da vida. Amontoo sonhos e junto planos em um canto qualquer, alguns pendurados em cadeiras, outros dobrados sobre o sofá. Minha casa está uma bagunça: ambas as casas. A que me acolhe e a que está dentro de mim. E o pior de tudo: se eu não colocar ambas em ordem, acabarei na mais completa solidão! Escrito por Débora Bellentani às 08h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] (Text in Portuguese an English) E O BRASIL VOLTA PARA CASA. PARA CASA? Uma seleção formada, basicamente e tecnicamente, por jogadores estrangeiros. Uma seleção repleta de craques sem muita gana para vencer, acostumados a tantos títulos que se acham imbatíveis! Se assim não fosse, lá estariam os "Meninos da Vila"! (Versão IN ENGLISH, pelo Google translation, abaixo) BRAZIL AND BACK HOME. HOME? Escrito por Débora Bellentani às 13h55 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] PERFECT
Perfect is looking into the eyes and discover that, deep down, there is a feeling that will be eternal; Perfect is hearing an old song and dance in time, embracing the void, and still feel full; Perfect is to feel young next to someone, forgetting that the years have traveled away for so long! Perfect is a night of love, wine, lap, cuddle and sleep in peace before the start.
Escrito por Débora Bellentani às 17h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Perfeito Perfeito, é deitar no chão e olhar as estrelas ao lado de quem se ama, sem compromisso; (Débora Bellentani - 17 de maio de 2010 - 19h41 - Direto da Sala de Estar) Escrito por Débora Bellentani às 19h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Primaveras de vida Cá estou eu prestes a comemorar mais uma primavera, embora a minha seja tão próxima do inverno! Escrito por Débora Bellentani às 00h08 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Preste muita atenção nos detalhes.
Quantas vezes você parou para lembrar as imagens marcantes da sua vida? Sim, marcantes. Aquelas que aparecem em “estado de fotografia”... Melhor ainda: que desfilam como um slide delicioso, repleto de gestos e poses. Quem sabe até exibidas em um filme fantástico, com direito a concorrer ao Oscar da sua existência? Cenas que movimentam os dias, iluminam a alma, tiram-nos aquele sorriso aberto ou, nos enrubescem de saudade... Que trazem aquele “frisson”, aquele frio na espinha o qual sabemos e ao mesmo tempo não sabemos o que possa ser... Pois é, felizes aqueles que podem rodar a fita, voltar o DVD e, ao invés das lembranças, terem a chance de mudar alguma coisa: o beijo que não foi dado; o sexo que não foi feito; o abraço apertado de conforto que ficou só na vontade; o silêncio ao invés do grito; o desabafo ao invés do silêncio; o eu te amo escondido na garganta, guardado no peito; o encontro abandonado por medo do resultado; o encontro acontecido por conveniência que deveria ter sido abandonado; a música que poderia ser a sua música; a dança que poderia ser a sua dança; o sim que deveria ser um não; o não que sempre fora um sim; a dor que poderia ser evitada; a lágrima que poderia ser consolada; o sorriso que poderia ser escancarado; o olhar que nunca deveria ter se desviado; o perfume que nunca deveria ser esquecido; as marcas que poderiam ser apagadas antes de serem deixadas; as pegadas que deveriam ser seguidas; o elogio que não poderia ser esquecido; a palavra que deveria ser dita; a verdade que não poderia ser escondida; a voz que não deveria ter se calado; o presente que deveria ser devolvido; as flores que deveriam ter sido mandadas; o pedido de desculpas que ficou naquele bilhete da gaveta sem nunca sair dela; a carta de despedida que não foi para o papel; a separação inevitável que se transformou em um futuro de pesadelos; o encontro final que não poderia ser abandonado; o cheiro que deveria fazer companhia ao invés de estar apenas impregnado na memória. Acredite: se você vivenciou algum item dessa lista e tem forçar para mudar, corrija! Porque se não o fizer, ou pelo menos tentar, um dia acordará com os cabelos brancos, o corpo frágil, as idéias embaraçadas, completamente absorto na lembrança da cor de olhos apaixonados que não teve, de uma mão que não afagou e que, naquele exato momento, gostaria de enxergar bem de perto, deitado com a cabeça no colo que nunca o aconchegou, sentindo os dedos delicados a afagar-lhe a cabeça, se perguntando se está acordado ou se sonhou! Escrito por Débora Bellentani às 00h19 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] URGENTE: UMA QUESTÃO DE SAÚDE!Tenho perambulado por hospitais e clínicas desde dezembro de 2009, quer particulares ou SUS e estou supresa com o que vejo. Santa Casa: superlotada nos dois atendimentos. Hospital Regional: hiperlotado nas clínicas ambulatoriais e PS. Clínicas de fisioterapia: lotadas. Policlínica Municipal: lotada. A questão aqui não é a falta de atendimento. A pergunta é: por que os brasileiros estão adoecendo tanto?Escrito por Débora Bellentani às 09h13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] APOCALIPSE NOW!
Diante dos acontecimentos que se apresentam no país e no mundo, podemos observar que o Brasil não tem preparação alguma para grandes catástrofes. A razão é simples: tudo o que temos foi construído segundo as teorias e processos de engenharia que levavam em conta nosso clima e formação geológica. Com as mudanças ocorridas no planeta todo, chegou o momento de se pensar em como tornar nossas casas, locais de trabalho e lazer, em ambientes seguros, que possam suportar as intempéries e o que vem por aí – que pelo jeito, não será pouca coisa! Assisti um documentário na TV no qual cientistas demonstravam as possibilidades dos fatos do Apocalipse bíblico acontecerem. Não me assustou porque sempre tive conhecimento disso! Só não achava que viveria para ver, pois, acreditava estar tudo muito distante. Por outro lado, me lembro de chuvas como as de agora nos janeiros da minha infância... A diferença era que havia terra para a água infiltrar. Hoje, asfalto e cimento ocupam tudo. As pessoas têm preguiça de limpar e cimentam cada centímetro, depois, cometem o sacrilégio de usar água como vassoura! As ruas deveriam ser de lajotas, com vão para infiltração da água. Dane-se que nasceria grama! Isso até geraria mais empregos! Os terrenos deveriam ter cinco metros de terra obrigatórios, onde as pessoas plantariam árvores, fariam sua horta... Muitos dirão: “ah! Eu lá tenho tempo pra isso?”... Tem sim! Só não quer tirar a bunda gorda do sofá onde assiste desgraça e más notícias na TV, para fazer algo útil, por si mesmo e pela humanidade. Se cada um fizesse uma pequena plantação, um canteiro de ervas medicinais e temperos, plantasse uma árvore preferida que fosse,fizesse um pequeno jardim, imagine o quanto não colaboraria com as cores e a vida do planeta! Mas a ganância e a falsa qualidade de vida têm encaixotado pessoas, enganando-as de que elas são donas de seu próprio espaço. Nasci e cresci em uma casa cujo terreno era 07 x 28 m e eu achava tudo aquilo tão grande! Quando mudei para a casa de minha avó, após a morte de papai e fui viver em 30 mil deles, achei que estava no paraíso! A ex-casa dos meus pais continua lá, na mesma Rua Bolívia, com o mesmo quintal. Já não o enxergo tão imenso, mas, sei tudo o que cabe lá. Ainda dá tempo para repensar o presente... Sim, porque o futuro está cada dia mais incerto! Precisamos fazer do hoje o melhor dia das nossas vidas e nos preparamos para ser, cada vez mais, solidários. Esta não é uma ação política: é uma ação pessoal! Porque os políticos já provaram que não servem absolutamente para nada a não ser nos divertir e irritar com seus escândalos e roubalheira. Os cidadãos precisam descobrir no seio da sociedade, da comunidade, pessoas que realmente trabalhem por elas e, fazer delas, suas representantes. Aquele Zé da esquina que nunca falou com você e que após candidatar-se passa a cumprimentá-lo todos os dias, aparecendo no bairro a cada quatro anos e ainda, só para pedir votos, tem mais é que ser ignorado. Ele quer um cargo público e não trabalho de verdade. Parem e observem em suas comunidades, quantas pessoas abnegadas trabalham sem esperar nada em troca! Elas são o exemplo. Elas são o nosso espelho para um mundo melhor. Fiquem de olho! Somente nós podemos mudar este país, criando uma revolução onde derramemos apenas as gotas de suor do nosso trabalho e inundemos as nossas almas de luz. Escrito por Débora Bellentani às 00h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Perdas e ganhos Meus queridos leitores e amigos: desculpem-me a ausência, mas, êta ano complicado! E como diz meu filho mais velho: difícil de acabar. Espero que o Natal tenha sido maravilhoso, com a finalidade e o espírito a que se propõe: paz, amor, tranquilidade, fé e a certeza de que Cristo não nasceu em vão. Dois mil e dez se aproxima e com ele, novos desafios. Eu encerro este e começo o outro me preparando para dias difíceis, já que minha tia e segunda mãe, com 83 anos, foi diagnosticada com câncer. Não é nada fácil para ninguém essa doença, imagine para ela que, há quatro anos, foi vítima de um AVC. Impossível explicar o que sinto. Mas sei de experiência anterior, que Deus sempre nos dá forças para suportar. Hoje, tive um sonho estranho, no qual me perdia em uma cidade do litoral Norte e não conseguia lembrar nada de mim. Tentava ir para a casa de praia onde estava, sabia onde era e não conseguia chegar. Simplesmente não sabia voltar de qualquer ponto do qual partisse. Então me lembrei de como me sinto atualmente: sei exatamente quem fui, sei exatamente quem sou, mas não tenho a mínima idéia para onde vou. Minha vida mudou um pouco, mas, aqui dentro, a tristeza profunda me castiga, por mais que eu lute contra ela. Estou sozinha nessa luta, porque viver é uma batalha solitária mesmo! Ninguém pode sobreviver pela gente. O que levo comigo e que geralmente me faz muito bem, são as lembranças de tudo o que vivenciei: as boas me fazem feliz, as ruins me lembram de aprender com a lição. Pela manhã, estava me lembrando de quando era pequena e ficava de cócoras embaixo da parreira, fazendo tijolos de barro em caixas de fósforos, para então construir minha casinha, com tudo o que tinha direito: jardins de matinhos e florzinhas nativas ou de laranjeiras, cerquinhas, cavalinhos e boizinhos feitos de pequenas mangas em formação... Ali eu passava horas conversando com meus amigos imaginários e treinando para o futuro - um futuro de muitas memórias, detalhes e acuidade visual. Sempre olhei tudo, observei tudo e ouvi tudo! Por incrível que pareça, só fui falar mesmo, quando estava no colegial. Dizem alguns que eu tirei o atraso durante toda a minha vida (rindo muito aqui). Os meus dias seguem guiados pelas coisas maravilhosas e os momentos incríveis que vivi. Não se trata aqui de viver do passado, mas em me agarrar a tudo o que conquistei para não enlouquecer, para ter certeza de que posso realizar grandes feitos e agradecer a Deus por todos os meus dons. Não penso mais em Anos Novos como recomeço há muito tempo e já falei muito sobre isso aqui. Mesmo porque está difícil recomeçar quando todos os dias são uma repetição de corrupção, violência e pouca vergonha apresentada na TV - fato real e não ficção! - sem que ninguém faça nada contra isso. Um povo inteiro vê, assiste, fica boquiaberto e depois se esquece, como um filme que termina ou uma novela, ou uma série, dando lugar a outra atração. O mundo não é isso. O Brasil não é isso. Juntos, podemos mudar tudo! Mas, aqueles que recebem dinheiro do governo sem trabalhar não mudarão seus votos. E eles são muitos, fazendo a cabeça de tantos outros. A Receita Federal levou cinco anos para me avisar de uma dívida, mesmo eu procurando por eles na época da malha fina, quando não me deram qualquer explicação, com a intenção de resolver o problema... E quando o aviso chegou e o que era cinco mil virou quinze mais as taxas mensais que pago, não tive chance: era pagar ou pagar. E o pior, com um salário um terço menor. Salário esse do qual me tiraram a perspectiva de vida – uma sacanagem, porque quando contribuí mensalmente, o desconto não era proporcional, mas total. Confiei em um sistema podre. Basta observar as notícias e ver os que sonegam, roubam e enriquecem sem punição. Um ou outro serve de exemplo – “boi de piranha”- enquanto a boiada passa para se fartar do outro lado. Nunca me recusaria a pagar, mas pagar o que devia. Cometi um erro por ignorância de preenchimento, distração ou loirisse mesmo, então, tinha que pagar! Mas, o leigo é tratado como qualquer, um ignorante: ele não deveria errar nunca. “Contrate um profissional e ele vai lhe ajudar!” Eu não tinha dinheiro, estava perdida e assustada. E se eles simplesmente tivessem falado comigo em 2005, eu não precisaria pagar ninguém, a não ser a dívida com eles. Durante cinco anos vou ter reduzida a aposentadoria que já é pouca. Como pode? Pode: não pertenço ao mundo dos políticos corruptos e nem dos que fazem conchavos para enriquecer. Trabalhei – como tantos brasileiros em situação parecida – uma vida inteira pagando impostos sem opção. Bem, preparem-se: 2010 pode ser um ano de mudanças. Já tenho meus candidatos para governador do meu Estado e Presidente do meu País. O resto não me interessa. Feliz ANO NOVO. E que ele seja novo mesmo!
Escrito por Débora Bellentani às 20h31 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
O melhor da minha nova vida foi descobrir que não preciso mais fazer de conta que sou feliz para conviver com as pessoas, pois, as pessoas com quem convivo me aceitam e gostam de mim seja qual for o meu estado de espírito. Escrito por Débora Bellentani às 13h40 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Escrito por Débora Bellentani às 13h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
PRECISO VENCER! Escrito por Débora Bellentani às 22h36 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Passei tanto tempo sem escrever que hoje, disparei no teclado. Escrevi sentindo em mim as quatro estações do ano. Fui primavera, verão, outono e inverno. Comecei com um desabafo e citações. Acabei falando de amor! Aproveitem cada palavra e depois, ouçam a canção!
CARNAVAL: ESTAÇÃO SILÊNCIO Lá fora, os blocos cantavam, as crianças e os adolescentes mergulhavam em piscinas, as Escolas de Samba desfilavam, os clubes estremeciam ao som dos tambores, as praias lotadas de trajes de banho e guarda-sóis multicoloridos davam um tom Tropical à folia...
Em silêncio eu arrastava móveis, jogava papéis, arrumava gavetas, pintava portas e paredes, fechada no calor escaldante, ora do meu quarto, ora do banheiro social.
Então, eu via o tamanho da minha solidão!
Inescrupulosamente ousei sentir saudade.
Mesmo sendo Carnaval! Lá fora. Apenas lá fora. Dentro de mim, desfilavam tristezas.
(Não consigo terminar... Não consigo escrever... Não consigo falar...)
Reuni num canto de uma gaveta, na minha cômoda, onde guardo minhas blusas preferidas, um perfume com uma pérola, um navio, jóias, uma guitarra e uma rosa.
Todas reúnem fatores que aguçam os meus sentidos: lembram-me o mar, me enchem a vida de um odor mágico e de uma canção maravilhosa.
Por que as guardei? Bem, quero que elas durem para sempre.
Dizem os analistas, os conselheiros, os médicos, os religiosos, que amar não é precisar do outro. Mas eu sempre precisei dos que amei. E não me arrependo disso. Especialmente porque, nas mais diversas fases do amor, precisei de cada um dos momentos que vivi – a maioria deles platônicos e eternos que não duraram a eternidade que imaginei. Poetas precisam de amor. E não existe amor sem o outro. Essa história de dizer que é possível amar sozinho, que um só pode amar por si mesmo e pelo outro é coisa de quem é obsessivo e não apaixonado. São necessários dois para se fazer um. Sempre. É assim na natureza. É assim até mesmo na ciência. Quando encontramos aquela pessoa especial, que nos completa e, principalmente, é capaz de tirar-nos um sorriso mesmo entre as lágrimas de dor; aquela pessoa que ri das nossas bobeiras; que se encanta com o lado infantil que escondemos do mundo mas escancaramos entre quatro paredes; aquela que, quando o tempo e o espaço não importam e a distância nada mais é do que uma fração de segundos. Aquela que se tatua em nossa alma e precisamos dela e de tudo o que ela representa, mesmo quando o que nos resta sejam apenas as lembranças. Todos nós temos um amor escondido o qual ninguém, absolutamente ninguém conhece ou ouviu falar. Um amor que tem nome, gosto, cheiro e cor. Que faz parte daquele mistério inatingível que cada um de nós tem, por mais aberto que tenha mantido o livro da sua vida. Bem, vou deixar o Rei Roberto Carlos falar sobre isso. E ninguém sabe falar disso mais do que ele: um homem de tantas paixões, tantos romances e um único e verdadeiro amor. Mil beijos a todos.
Escrito por Débora Bellentani às 00h50 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Depois de tanto tempo, escrevi aqui um texto repleto de força! Escrito por Débora Bellentani às 00h25 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O ÚLTIMO CAPÍTULO
Ele nunca me deu uma chance para digerir o adeus. Tomou e comunicou a decisão e pronto! Unilateralmente. Não me deu a oportunidade de uma despedida. Eu só teria que me conformar, sem discussão. Teria que me acostumar sem os abraços, os beijos, os sorrisos, os elogios, as promessas de estarmos juntos sempre que possível. Mesmo que o possível levasse muito tempo. Sei que haveria muitas lágrimas, a dor da saudade antecipada, muitos abraços apertados, aquela sensação horrível da partida sem volta... No entanto, tudo o que começa precisa de um fim. Senão vira filme inacabado e isso é muito ruim. Fica aquela sensação de retorno, de possibilidade; aquela esperança da volta que sabemos, nunca acontecerá. Mas que teima em ficar. Foi egoísta: curtiu, gostou e marcou hora para acabar, se esquecendo de que havia outra pessoa, humana, sensível e apaixonada do outro lado da linha. Sim: deu um basta pelo telefone! Eu fiquei perdida, pasma, sem saber o que falar... Devo ter dito uma porção de palavras e frases desconexas, porque não conseguia pensar... Tantos anos já se passaram e aquela sensação ainda está aqui... Aquela sensação de abandono, de ser deixada à deriva, de não significar absolutamente nada, onde antes parecia ser tudo. Se a dor foi forte? Imensa. Tanto que ainda persiste. Tem cura? Não sei. Sei que tem remédio. A cura é uma questão de tempo. Estou tomando em pequenas doses algumas cápsulas de orgulho próprio, várias gotas de dignidade e uma dose maciça de auto-estima. Parei de engolir o que possa me machucar. E mudei as regras do jogo: a partir de agora, quem volta a dar as cartas da minha vida sou eu! Não quero ninguém controlando o que faço, o que sou ou o que pretendo fazer. Não quero ninguém me humilhando ou duvidando da minha idoneidade. Estou realizando o meu último ato de amor nessa relação. O maior deles, talvez: estou dizendo adeus. E faço isso depois de muito tempo, mas não tarde demais. Pessoas são como pássaros: precisam de liberdade para voar. Pessoas amadas são pássaros que precisam de espaço e liberdade para voar. Pode ser que migrem e retornem. Pode ser que encontrem seu lugar. E se encontrarem, não era amor de verdade o que deixaram para trás. Ele levantou vôo para nunca mais voltar, deixando-me presa e solitária na gaiola da ilusão. Um dia, percebi que a porta estava aberta e mesmo assim, não tive coragem de fugir. Todo o tempo olhava para a portinhola aberta. Até que, para minha surpresa ele voltou, como se nada tivesse acontecido e fôssemos apenas velhos e bons amigos. Bem que eu tentei. Juro que tentei! Mas quanto mais o tempo passava, mais eu notava o quanto ele era indiferente. Eu não conseguia sair da gaiola: as grades nos separavam apesar da portinhola aberta. Ele pousava do lado de fora, mantendo distância e de lá, falava comigo. Sempre havia um braço de distância entre nós, como se a mão dele se encostasse ao meu peito, impedindo-me de me aproximar e eu patinasse, patinasse, patinasse no nada. Certa tarde, ele não apareceu. Olhei para a portinhola aberta, respirei fundo e parti, ganhando o mundo. No caminho, cruzei com ele indo no sentido contrário. Ele acenou. Eu fingi que não vi. Continuei a minha jornada sem nunca mais olhar para traz. Se me arrependo? Não. Mas ainda choro. Escrito por Débora Bellentani às 22h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A NOTÍCIA DO DIA É: ELE É LINDO. PERFEITAMENTE LINDO. Escrito por Débora Bellentani às 00h11 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Caipira amanheceu acabrunhada, pensano nas coisa que dexô pra traiz. O que eu acabava de falá... Cinco ano se passaram e consegui me formá, Nu dumingo toda arrumada, fui pra igreja rezá, Escrito por Débora Bellentani às 21h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 51: UMA BOA IDÉIA.
Fazer 51 anos significa que meio século já era! A parte boa é que, se essa é a atual fase da meia idade, tenho muito que planejar até os 102. Aproveitando o ensejo – e ensejo é bem uma palavra de quem tem mais de 50 anos! – nada melhor do que dar uma virada na vida. Hora de experimentar o novo, encarar os desafios, fazer coisas que antes pareciam apenas um sonho distante. Comecei com pequenas delas: a primeira foi comprar uma cadeira descente para poder trabalhar. Uma daquelas que passei a vida toda vendo apenas meus chefes usarem e que, se soubesse sua real importância, teria, eu mesma, pago uma para mim, descontadas as parcelas dos meus rendimentos mensais – vulgo holerite. Este pequeno detalhe me pouparia das dores que hoje sinto com tanta intensidade... Mas, falar delas é outra coisa que quero eliminar. Outra mudança legal é a minha nova forma de arte. Inicialmente, pinto panos de copa utilizando riscos pré-existente, mas, logo, estarei criando com eles. Precisam conhecer minhas rosinhas de conchinhas, coletadas nas praias de Ubatuba! E outras tantas “artesitas más” (desculpem-me o portunhol. É apenas uma gracinha sem graça)... Vou fazer uma exposição de tudo em casa. Convidar os amigos velhos e os novos amigos, os vizinhos e os interessados em produtos “made by hands” (sei, sei, também preciso aprender Inglês!)... Livros? Poesia? Muitos na memória. Tantos que chegarei aos 102 sem ter terminado nenhuma das histórias e sem espaço para armazenar tantas prosas e versos. Prosas poéticas também! O publicitário Mauro Sales, ao prefaciar meu romance MAX, disse que sou poetisa até quando escrevo prosa. Ele estava certo: uma aura poética está sempre ao meu redor, iluminando os meus dias. Há poesia em tudo o que vivo. Eu respiro poesia. Sou uma romântica incurável. Adapto-me as mudanças, mas, não gosto delas. A vida seria mais simples se não vivessem mudando tanto as regras. Inclusive as da escrita! 51 anos é o primeiro passo para o resto das nossas vidas. Quem já passou sabe bem disso. Com certeza tornou-se uma pessoa diferente do que sempre foi. Confesso que ando um tanto quanto intolerante para o meu gosto, mas, para quem passou metade da vida fazendo absolutamente tudo o que os outros esperavam de si, acho que tenho o direito de contestar alguma coisa agora. Nunca é tarde para se começar! Bem, vou ficando por aqui. Logo colocarei minhas artes lá no meu fotoblog... Ainda faltam cinco panos para pintar e algumas artes para criar. Depois, vou à luta. Espero por vocês quando minha exposição acontecer! Um beijo a todos, com muito carinho. E obrigado por passarem por aqui. Escrito por Débora Bellentani às 01h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Meus 15 anos
Os meus amigos me acompanharam numa matinê no clube da Estrada de Ferro Sorocabana. Era um daqueles bailinhos pró-formatura da época, onde pagávamos uma mixaria para entrar e curtíamos as músicas da época ao som de conjuntos locais – alguns deles muitos bons, por sinal. O meu primeiro amor não estava lá. Claro que, naquela época, eu já tinha uma queda por amores não correspondidos... O que de certa forma me faz pensar que, meu marido foi o único homem que me amou... Do jeito dele, mas amou... Na verdade, o primeiro amor veio mesmo muito tempo depois e quase – eu disse QUASE – transformou-se no único. No entanto, uma beleza morena madura e sensual o tirou de mim... Por ironia, eu confirmei a realidade na festa de 15 anos da irmã dele! Lembro-me ter me sentido tão ultrajada! Eu achava que, em respeito aos meus sentimentos e pelo rompimento ser recente, ela não deveria estar lá. Mas estava. E todo o meu complexo de inferioridade também! Eu era magrinha, seca, raquítica, uma tábua para a época... Ela, um mulherão! Estranho como, de repente, os amigos dele nem sequer notavam a minha presença. Também pudera: estava difícil competir com aquela mulher - enquanto eu era apenas uma menina! - vestindo branco mini e frente-única que fazia transparecer todos os seus dotes... Competição injusta. Fui embora chorando. Sabia que não dava para ganhar. Depois disso, jurei não amar mais ninguém. Na verdade eu nunca soubera bem a diferença entre amor e paixão. Continuo achando que o amor tudo perdoa, tudo suporta... Mas confesso que adoro a emoção que traz uma paixão. Só que nunca estamos preparados para a sua morte... Aliás, não estamos preparados para morte alguma. Para perda alguma! Tudo isso agora faz parte do passado. E confesso que, se consigo rir do acontecido, já é um bom sinal. Na verdade, eu deveria odiar! Deveria xingar, achar mesmo que fui sacaneada... Afinal, eu era a virgem que acreditava na pureza dos sentimentos humanos, nas pessoas e que via esperança no mundo. Eu tinha 17 anos nessa época. Um dia acordei e descobri que não haveria um único homem capaz de respeitar tudo isso. Não mais: os anos 70 trouxeram uma liberdade misturada com libertinagem que confundia as melhores cabeças, os filhos das melhores famílias. Comecei a namorar meu marido um mês depois de fazer 18 anos. Ele foi meu primeiro homem. Casamos em 1979 e estamos aqui, no mesmo teto, há 30 anos, com todos os altos e baixos que uma vida inteira a dois nos traz. Dia 20, volto a fazer 15 anos. Sim, porque, já que faço 51, inverter os números não é má idéia... Não haverá festa, nem valsa, nem os amigos para me levarem dançar. E a banda, depois de 36 anos, provavelmente não exista mais!rs. Mas, falarei sobre fazer 51 em outra hora. Agora, estou assistindo Eleven Hour. Escrito por Débora Bellentani às 11h17 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O PAÍS DAS DESIGUALDADES Minha filha queria me dar um ingresso para o show do Roberto Carlos no Teatro Municipal, que acontece no dia 26, já que este é um mês de dupla comemoração para mim - Dia das Mães e aniversário. A surpresa veio quando acessou o site para fazer a compra... É óbvio que ela não pode comprar ingressos de R$ 1.200,00 mas, sabe que eu me contentaria com algo bem mais em conta... O Banco Itaú patrocina o evento de 50 anos de carreira do "rei" e fechou questão: abre amanhã a venda de ingressos apenas para clientes do Personalitè e deixa as sobras para o público em geral... O ingresso médio, em lugar descente, custa em torno de R$ 400,00! A partir daí, fica mais fácil - e beeemmmm mais barato! - assistir ao show em casa, em um DVD! O país das desigualdades, que prega ser crime a discriminação, permite que ela seja vergonhosamente praticada sob o disfarce do patrocínio. Assim, empresas ganham dinheiro, conseguem descontos no IR e se escondem atrás de instituições beneficentes, doando a renda ou parte dela para a "caridade". Uma caridade que não temos nenhuma certeza se acontece de fato. Da mesma forma que as empresas sentem-se no direito de duvidar da nossa idoneidade reputação ao conceder-nos benefícios, exigindo tanta documentação que assusta - às vezes dão-nos a impressão que querem que desistamos do negócio! - temos o direito de duvidar o quanto elas realmente fazem pelo bem público. Sem dúvida este seria um presente que me deixaria feliz... Mas, a felicidade, às vezes, custa muito caro e, nem vale tanto quanto aparenta... Aliás, estou cansada de ver essa falsa ideologia de empresas, em todas as áreas! Primeiro, elas poluiram o planeta e agora, entram em campanha para tentar salvá-lo... Todo mundo prega a reciclagem mas não conseguimos que retirem o lixo que separamos porque está "barato" demais vender! Hipocrisia do povo! Afinal, se ia para o lixo e não valia nada, o pouco que se paga é lucro! E além do mais, quem recicla quer tudo limpinho e devidamente separada, transferindo para nós as despesas com água para lavar, recipientes para ensacar... Todos querem ficar apenas com o que o dinheiro proporciona! Não existem "bonzinhos" nessa história toda. Sempre alguém quer ganhar alguma coisa! Tudo funciona em cima de estratégias de marketing escancaradas, que deixaram a sutileza de lado há muito tempo, mostrando que SEMPRE existe um ganho atrás de cada ação beneficente. E pensar que trabalhei tanto para isso! A quantidade exagerada de apelação "marketeira" e publicitária tem prejudicado o nosso senso de certo ou errado. Sim, porque é errado matar o planeta, mas também é errado usar falso subterfúgios para salvá-lo. É na educação que se resolve a maioria dos problemas brasileiros. A conscientização começa no lar. Como uma criança pode salvar o mundo se ela nem tem mais tempo de ter contato com ele? Se a maioria dos pais fazem com que passem a maior parte do seu tempo se preparando para serem um "adulto de sucesso"? (o que nem sempre acontece e o ser humano acaba por perder a melhor, verdadeira - e talvez única - fase da sua vida. Caramba! E tudo começo com o show do Roberto Carlos! Pois, é, mas são tanta emoções que não dá pra ficar calada. Um lindo dia! Escrito por Débora Bellentani às 09h35 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Palavras escondidas de mim.
Não sei onde ENCONTRAREI forças para continuar essa busca por VOCÊ. Quem sabe poderei UM DIA revisitar as pequenas coisas de nós dois. Sentimentos, não podemos mais trocar, ou mesmo as doces lembranças... Não sei se ao vê-lo novamente, EU LHE DAREI uma chance de dizer uma única palavra. Desta vez não poderá me calar com O BEIJO roubado. Nem poderá falar do quanto está APAIXONADO... Tanta coisa foi esquecida, abandonada, QUE SE PERDEU no caos do destino. Não posso imaginar onde estão as marcas daquele amor, nascido NO TEMPO em que a única coisa que sabíamos era sonhar! SERÁ O FIM de uma história? Será que depois DE UMA LONGA e interminável contagem dos dias, das horas, dos minutos, dos segundos, não restou mais nada? Será que você não ESPERA mais nada de mim? Eu acreditei que ter você fosse o início de uma época de paz... No entanto, acabei em guerra comigo mesma. E O COMEÇO chegou ao fim antes do que se esperava. Tive chance DE UMA NOVA VIDA. No entanto, amar você foi sempre mais do que eu pudesse dar conta. Então, fingi esquecer! Escrito por Débora Bellentani às 00h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pássaro-poeta Dizem que os pássaros cantam de tristeza porque estão enjaulados. Escrito por Débora Bellentani às 21h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Amor pra cachorro
Meu pequeno poodle está namorando. Tenho duas cachorras aqui. E ambas estão na fase do namoro explícito – desses que hoje é tão comuma gente ver os jovens praticando, sem nenhum escrúpulo, pelas ruas, sequer se importando com a hora do dia. Vendo o quanto ele batalha para chegar ao quintal, foi inevitável não fazer uma analogia. Claro que escolhi o lado masculino, mas, poderia muito bem aqui falar de fêmeas no cio! (Rindo muito). Não há obstáculos que o segure! Assim, pensei nos homens que miram uma presa e fazem absolutamente qualquer coisa para conquistá-la. Dizem até “eu te amo” se preciso for – mulheres adoram ouvir “eu te amo”... Derretem-se todas! Claro que há aquelas que se fazem de duronas, que discutem o relacionamento, que fogem do assunto, que encaram o sexo oposto e dizem “não estou pronta para isso”... Mas cá entre nós, só tenho visto isso nas séries de TV americanas! É mais fácil falar essas coisas em um roteiro ou em texto como este, porque há todo tempo do mundo para a consciência agir. Voltando aos homens: o instinto animal nunca esteve tão presente. O que me preocupa são os relacionamentos sem consequência, os encontros sem quaisquer cuidados, o número cada vez maior de gravidez indesejada (em um país onde aborto é considerado crime!)... Já pararam para pensar na infinidade de irmãos que estão se relacionando com irmãs sem o saberem? Já passou pelas suas cabeças o número imenso de mulheres que têm filhos e os abandonam à deriva no mundo? Alguns têm a sorte de encontrar uma família, mas, e aqueles que não têm? As mulheres, por sua vez, relacionam-se com vários homens, trocando de namorado como se troca de roupa. Hoje estão casadas ou amasiadas com um, algum tempo depois com outro e, não raro, têm filhos dessas relações. Os homens, por sua vez, continuam suas vidas e constituem novas uniões... Assim forma-se um perigoso círculo vicioso, com grandes possibilidades de que os filhos se encontrem na estrada do mundo e acabem por apaixonar-se. O que falar, então, daquelas mães que se negam a revelar os pais dos seus filhos? A Natureza é sábia. Nela, espécies descendentes que se cruzam, vão ficando cada vez mais debilitadas e deficientes. A regra é válida para os seres humanos, afinal, embora racionais, somos animais! Deus nos deu a racionalidade para que não cometêssemos essa barbaridade (entre tantas outras que conhecemos)... Acho que essa loucura toda acaba explicando porque, antigamente, nossos pais tinham - aquilo que achávamos uma neurose – a necessidade de conhecer as pessoas com quem convivíamos e a família de quem namorávamos... Não era apenas uma questão social, mas sim, uma proteção contra os sustos que viver nos acarreta. Meu cérebro tem passado muito tempo livre e, com essa liberdade, consigo ver além das janelas de um escritório ou dos noticiários da TV. Consigo PENSAR. Sei que pensamentos são idéias ao vento. No entanto, pensadores mudaram o mundo. Não que essa seja a minha pretensão, porque sou apenas um grão de areia na imensidão do Planeta. Mas estou aqui para fazer com que você também pense. Assim, da próxima vez que for sair atrás da fêmea no cio, da fêmea carente, ou da fêmea desejada, pare para pensar nas consequências. Afinal, somos responsáveis por tudo aquilo que cativamos (obrigada Exupéry) e pelos frutos bons ou ruins que o mundo colher. Escrito por Débora Bellentani às 14h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Guerra da Alma
Como faço para me libertar de um amor que não faz sentido? Como faço para soltar as algemas de um sentimento que apenas me destrói a cada dia, causando dores que não posso suportar? Como faço para não desejar mais olhar nos olhos, sentir um abraço, um beijo ou apenas ouvir a voz? Como posso saber tudo isso e, simplesmente, não conseguir dizer adeus? Hoje, não se trata mais de coisas de poeta. A poetisa em mim está tão triste e desiludida que não vê graça em seus versos. Para quê ficar juntando letras, sons e ternura no papel se não há um sentido para tudo isso? Sim, a vida perdeu o sentido. E essa é uma expressão típica dos românticos insensatos. As pessoas normais logo rebatem isso com frases feitas como aquelas que se referem às conquistas que se teve na vida: um lar, uma casa, filhos, família, saúde... Elas não entendem que é o coração de um poeta quem pensa, fazendo com que ele aja de forma diferente, transformando seu corpo inteiro em um emaranhado de sensações que vão do euforismo à depressão em tempo recorde. Os médicos chamam isso de atitude bipolar. Mas médicos e cientistas vivem procurando nomes para os fatos que não conhecem ou para os que não conseguem explicar. Sou uma pessoa inteligente e tenho todas as respostas para as perguntas que fiz aqui. Assim como sei que o melhor remédio é a distância, pois ela traz o esquecimento. No entanto, é uma cura dolorosa. Menotti Del Picchia já dizia em seu famoso poema “JUCA MULATO”, quando o personagem procura um curandeiro para tratar da sua doença: “A peçonha da cobra eu curo... Quem souber E, quando se estrangula, aos seus gemidos loucos, - Que me resta fazer ? - Juca Mulato: esquece!” Um beijo a todos e excelente dia. Escritora Caipira. Escrito por Débora Bellentani às 08h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Um teste de vida ou morte Após minha demissão tive um período terrível onde fiquei absorvendo as perdas. Um bom dia a todos. Escrito por Débora Bellentani às 16h58 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tempo de mudanças
Realmente entrei 2009 de forma completamente diferente... As festas de final de ano trouxeram novamente a alegria à minha casa, recebi amigos, reaproximei-me da minha irmã de leite... Foi fantástico. No entanto, o que realmente mudou a minha vida foi um pequeno gesto, praticado no primeiro dia que cheguei em Ubatuba. O entardecer, embora tivesse chovido, escondia alguns raios de sol, desenhando um fundo perfeito para o mar agitado, pulsando vida. Havia muitas conchinhas na areia, centenas de milhares delas. Quem me conhece bem sabe o quanto sou apaixonada por conchinhas. Talvez seja porque elas resgatem a criança que não tive chance de ser à beira da praia: só fui conhecer o mar aos 18 anos (embora isso não significasse muito, porque demorei a deixar a criança em mim se esconder um pouco – sim, um pouco, porque ela persiste aqui dentro e me deixa muito feliz!). Os jovens caminhavam à frente e eu, seguia atrás, apreciando cada detalhe. Minha visão de ir à praia tem um ângulo diferente do das outras pessoas. Eu aprecio cada detalhe, aproveito para meditar, torno a reconhecer a minha insignificância diante de Deus, observo o horizonte, os pássaros. Escuto as ondas, sinto a brisa. Gosto de respirar fundo nessas horas e pensar em quem amo! Assopro ao vento desejos de paz, alegria, felicidade, sucesso, realizações a todos os que quero bem. Parece que saio do mundo real e entro em um espaço onde tudo é absolutamente perfeito. Talvez seja por isso que sempre o mar me presenteia com alguma coisa especial. Desta vez foi fascinante: eu olhava as ondas se quebrando e, de repente, vi sobre uma delas uma enorme concha! Ela cabia na minha mão! Estava fechada. Eu a peguei e saí correndo para mostrar ao grupo, que não prestou muita atenção e nem deu muita bola, pois, não estava na mesma sintonia que eu. Tudo bem. Fiquei olhando para a concha na minha mão maravilhada... Já havia ganhado outra em Boracéia, há alguns anos, inclusive, um pouco maior do que a de agora. No entanto, surpreendi-me comigo mesma ao chamar um garotinho que estava na beira do mar e dizer: - Você já viu uma conchinha deste tamanho? O pequenino arregalou os olhinhos e sacudiu a cabeça... Aquela reação levou minhas lembranças à infância do meu pequeno Fernando. Viajei quase trinta anos no tempo! Então eu perguntei a ele: - Quer pra você? Óbvio que ele quis. Juntou as mãozinhas e eu coloquei a concha nelas. Ele correu em direção ao guarda-sol dos pais, mostrando alegremente a sua concha gigante! Fiquei uma semana na praia e, todos os dias eu pensava naquela atitude e me questionava se havia feito o certo. Afinal, o mar me dera um presente! Porém, ao mesmo tempo eu me sentia feliz porque o tinha passado adiante e feito uma criança feliz. Então, descobri o quanto de egoísta havia em mim e a pessoa na qual eu havia me transformado até antes daquele momento. Para minha surpresa, enxerguei uma Débora desligada de tudo, cujas únicas coisas que conseguia enxergar, nos últimos quatro anos depois da fusão da empresa eram: manter o emprego, saldar as dívidas, manter a família unida, encaminhar os filhos e, vez em sempre – porque acabou se transformando em rotina – ir á médicos e mais médicos, porque a saúde estava acabada! No ano em que fui demitida, eu só falava ou pensava na aposentadoria – não que quisesse parar! – eu queria ter uma renda segura para poder escolher um caminho mais tranqüilo e ir em busca da pessoa Débora que havia se perdido. Tantos foram os problemas com minha saúde e do meu marido que não tive tempo para pensar em nada... Continuei sobrevivendo. Até que, naquele dia, em janeiro de 2009, um gesto simples me perturbou, me pôs em cheque e me fez como que acordar de um longo pesadelo. Deixar de ser egoísta e reconhecer que o prazer em dividir alegria com o próximo era a parte de mim mais intensa durante toda a minha vida foi um triunfo. Bastou um único gesto para que a minha vida mudasse o seu curso. Ou melhor, voltasse a ele. Muitas coisas aconteceram até hoje, quando escrevo este post. Mas podem acreditar que só coisas boas se somaram aos meus dias. Sempre é tempo de reconhecer onde falhamos. O mais difícil é corrigir as falhas. Tudo o que quero agora é corrigir injustiças. Inclusive as que cometeram comigo. Mil beijos. Escrito por Débora Bellentani às 17h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Festejem. Riam. Orem. Agradeçam mais do que peçam. Não importa como tenham sido os dias: todos tinham uma lição embutida. Todos foram um presente de Deus!
Escrito por Débora Bellentani às 19h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] MEUS NOVOS LIVROS: VENDO! Queridos amigos: Estou vendendo, com exclusividade, apenas doze exemplares dos meus livros - seis de cada gênero: O SOL DA MANHÃ DE ONTEM e TODAS AS HORAS, respectivamente short novel (pequeno romance) e poesias. Cada exemplar custará R$ 25,00. Os interessados em adquirir podem enviar e-mail para debora.bellentani@gmail.com que instruirei como proceder ao pagamento e como enviarei os mesmos. Abaixo, foto dos livros que, fiz em casa, um a um, da impressão ao acabamento final, inclusive a capa. Beijos, Débora Bellentani Escrito por Débora Bellentani às 20h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tato Minhas mãos percorrerão o teu corpo Identificando cada centímetro do que já conheço: Digitais que estão além das pontas dos dedos... À meia luz quero me entregar por inteiro A esse sentimento que acaba com todos os meus medos E que está comigo há tantos anos que até esqueço. Há tanto por descobrir apesar do tempo Tanto o que desvendar no silêncio Que muito parecerá tão pouco! Não quero que acabe no primeiro instante Tão pouco dure para sempre, Mas que grude em mim como tatuagem Que fique como mensagem encravada na rocha Hieróglifos de saudade, Unidos num verso de uma rima só! Só, mas sem solidão. O meu cheiro e o teu cheiro misturados Em uma viagem sem volta... Realidade de presente para quem não teve medo de esperar. Tato. Toco os seus sonhos e você os meus desejos. Toque. Em nossa homenagem, o tempo fará parar as horas. Na melodia do destino seremos uma canção. Alma e coração. Gestos e ternuras. Não quero acordar agora. Quero deixar que os minutos se esgotem em câmera lenta: Não é mais preciso adormecer para sonhar. Débora Bellentani – 19h57 - 03/11/08 Exatos vinte anos após lançar meu primeiro livro Lua de Papel Escrito por Débora Bellentani às 20h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Senhoras e senhores, preparem-se para mais um espetáculo: Midias: estamos de olho! Escrito por Débora Bellentani às 18h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
UM DIA, TALVEZ, QUEM SABE. Passei anos da minha vida desejando que ele voltasse. Por algumas vezes o procurei, mas, temerosa da sua reação, agi como sempre faço quando estou tensa: falei, falei, falei sobre mil coisas e vários assuntos, quando eu só queria dizer “Eu te amo. Volta pra mim”... Quando eu partia, pensava: -“Ah! Tudo bem! Não foi desta vez. Mas um dia, talvez, quem sabe...” Esses dias foram se passando e o reencontrei quando as marcas dos anos já nos tinham transformado em outras pessoas. Em novas pessoas! Melhores, talvez... Novamente eu desandei a falar sobre mim enquanto ele me olhava e me ouvia como se o mesmo relógio da vida que nos separou, tivesse parado. E lá fomos nós novamente, cada um para o seu canto enquanto eu pensava: “Um dia, talvez, quem sabe”... Os dias continuaram a voar nas asas do tempo e, numa noite serena, nos encontramos uma vez mais, numa dessas obras do acaso. E novamente eu falei tantas coisas, ele falou muitas coisas e nos despedimos timidamente: eu, com quem esconde um sentimento do ser amado, ele, como se aquele fosse mais um encontro casual entre velhos amigos. Inevitavelmente, pensei: “Deixa pra lá... Um dia, talvez, quem sabe...” Mas a correnteza dos dias não pára e nem sempre o vento sopra a nosso favor. O barco da vida segue seu curso e somos navegantes sem rumo, mesmo quando achamos que controlamos tudo. Por vezes pensei em procurá-lo novamente qualquer dia desses, olhar nos seus olhos expressivos, dar-lhe um abraço forte e suspirar de saudade pelo que passou... E no mais profundo silêncio deixar que coração e corpo falassem todas as palavras de amor que a minha voz abafou. Mas, de novo chacoalho os ombros e numa atitude infantil falo em voz alta: “um dia, talvez, quem sabe”. Sei que não é difícil encontrá-lo, que posso vê-lo a qualquer momento, mas desta vez, faltam-me palavras. A certeza de que deixei passar a chance de ter, pelo menos tentado, me cala a alma. Com ele, aprendi a ser poeta. Não que ele tenha sido a inspiração de todas as minhas poesias, mas, foi a essência de todos os meus sentimentos. Foi com ele que conheci a força do primeiro amor e todas as emoções que ela nos traz, revolucionando nossas idéias, conceitos, valores e ideais. Em nome do amor, às vezes, deixamos de compreender o que se passa em nossa volta, ignoramos os nossos melhores planos, deixamos morrer os melhores sonhos. No entanto, plantamos esperança. Nem sempre a colheita é das melhores, mas, vale a pena todo ritual do plantio. Hoje, nem posso mais dizer “um dia, talvez, quem sabe”. As agruras da vida, os pequenos problemas de saúde sempre me incomodando, a incerteza sobre a realidade dos sentimentos, a falta de energia para dar continuidade aos primeiros passos, tiram-me a vontade de lutar... Já não tenho mais medo de seguir em frente, nem mesmo de dizer o que sinto, no entanto, faltam-me forças. Sinto-me como se estivesse apagando aos poucos. “Um dia, talvez, quem sabe” ficou tarde demais. E eu já não tenho mais tempo para esperar. Escrito por Débora Bellentani às 10h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] CHEGA DE TRISTEZA E DE DOR. Eu nem sei o que falar. Sei que duas imagens não me saem da cabeça. A primeira, daquela jovem de 15 anos, na janela do seu apartamento, pedindo calma. Como mãe, meu peito se aperta. Tanto que me sufoca... E sufoca a tal ponto que nem consigo chorar! Coloco-me no lugar da mãe de Eloá, cuja última imagem da filha é de alguém que tenta apaziguar quando o próprio coraçãozinho dispara de medo. Tudo o que ela queria é que alguém viesse ao seu encontro. Provavelmente, ela não teve tempo de pensar em nada. Até o último minuto, não acreditava que o louco do ex-namorado atirasse... Nem acreditava que ele fosse louco! Tudo parecia um pesadelo. A segunda imagem é a daquele maluco saindo ileso, com cara de retardado, sendo levado para o carro da polícia. Sem um único arranhão! Se eu queria vê-lo machucado? Não. Eu o queria morto! Morto sim, porque a penalidade é branda neste país, apesar das barbáries que acontecem. Enquanto imbecis como esse sobreviverem, a violência estará imperando por aqui. Um país onde bandidos não têm medo da polícia e, muito menos, da pena que irão cumprir. Especialmente porque eles sabem que dentro dos presídios a lei do mais forte predomina e, quem agüentar o tranco, sobrevive. Portanto, não são os “bonzinhos” que voltam às ruas depois de crimes hediondos. E o pior é que eles fazem escola! A mídia colabora muito para que a violência assuma ares de superprodução, dando cobertura às atrocidades que vemos nas telas. Enquanto derem Ibope para os bandidos, eles continuarão agindo, cada vez mais, de forma cinematográfica... O próprio Lindemberg comprova minha teoria: para que colocar aquela camisa do São Paulo Futebol Clube na janela? Exibicionismo puro! O que se passa na cabeça de um assassino só ele mesmo sabe. Os teóricos tentam explicar e enrolam, enrolam, enrolam, mas não conseguem. Talvez seja porque as teorias estejam ultrapassadas. Talvez seja porque o mundo mudou e os livros continuam os mesmos. Ou talvez seja porque o mundo mudou e nós continuamos a achar que ainda somos o país do “Paz e Amor”! O medo sempre foi um grande disciplinador. Nós tínhamos medo de Deus, dos nossos pais, de infringir regras morais e os bandidos, da polícia. Hoje, ninguém teme nada! Poucos têm fé e se têm, não temem a Deus, nem aos seus “castigos” – nem são capazes de enxergar ou entender esses castigos! O que restou da moral está escondido em algumas famílias e instituições que lutam para preservar alguma coisa de bom nas pessoas. As regras foram esquecidas e guardadas nas gavetas de casas, escolas, prédios públicos... Sem a presença da crença em algo Maior, que guie nossas vidas, fica difícil tocar adiante. Sem regras, fica difícil tocar adiante. Sem fé e respeito, resta quase nada à polícia para fazer, sobrando prender o bandido, deixar que o judiciário o julgue e o coloque de volta às ruas. Sem medidas drásticas, não vamos mudar os rumos da violência. Você que lê esta página vai achar que estou incitando à violência contra bandidos? Vai me questionar sobre direitos humanos? Antes de fazer qualquer julgamento, antes de dizer uma única palavra, ponha-se no lugar dos pais de Eloá, assistindo pela televisão a agonia da filha querida de apenas 15 anos, nas mãos de um louco que não vacilou em atirar nela e na amiga. Um bandido que ainda disse que não se matou porque a bala travou no revólver! Um egoísta desumano que não pensou em nada a não ser nele mesmo! Um desequilibrado emocional e social. Temos algumas saídas e, a maioria delas está dentro de cada família. Dentro de cada casa. No equilíbrio das estruturas morais e sociais. Nem vem não, que falta de dinheiro não é desculpa para ser bandido! Classe média é mal dos tempos modernos: no meu tempo ou se era rico ou se era pobre! Mesmo porque é cada dia maior o número de bandidos nessa tal classe média! Falta fé, religião, diálogo. Falta mãe ensinando os filhos da importância de Deus. Um Deus de amor! Um Deus de esperança! Ensinando respeito! É preciso respeitar para ser respeitado. Mãe não tem tempo para falar de Deus com os filhos, mas tem tempo de ir ao pagode, ao happy hour, ao jantar com os amigos... Faltam escolas pregando que: faculdade, pós-graduação, MBA e sucesso sem bondade, sem humanidade, sem religiosidade, é algo vazio. As pessoas, todas elas, de todas as classes sociais, precisam aprender a diferença entre FAMA e SUCESSO. FAMA, até esse tal de Lindemberg conseguiu. É efêmera. Passa. Apaga-se. SUCESSO dura para sempre. Sucesso faz parte da vida dos que silenciosamente mudam os seus destinos. Dos que trabalham honestamente. Dos que respeitam as pessoas e as leis. Dos que entendem e se adaptam às regras. Dos que dão a volta por cima. E entre esses, estão muitos ex-presidiários e ex-viciados que descobriram em tempo o valor da própria vida, para respeitarem a dos próximos. A correção não pode e nem deve vir das penitenciárias. Quando se entra numa delas, pode ser tarde demais para uma grande maioria. A correção vem de casa. Como dizia a minha avó: é de pequeno que se torce o pepino. Mas como se, hoje, não podemos decidir o que é melhor para os nossos filhos? Se não podemos dar sequer um leve tapa na bunda de uma criança sem correr o risco de que o idiota mais próximo chame a polícia? Espancamento, sim, é caso de polícia. Dizer não a uma criança é nossa obrigação. Porque filhos nos impõem limites. Por deixar que as coisas corram à vontade é que o rio da violência saiu do controle. Vocês já viram como é um rio com forte correnteza? Ele vai passando por cima de tudo. Tem gente presa em presídios por roubar um boné. Enquanto os bandidos de verdade fazem com que a sociedade tire o chapéu para as suas atrocidades – porque apesar de tanta crueldade é quase impossível compreender como conseguem estar livres. Cadeia tem que ser rústica, exigir trabalho de todos os presos. Sem TV ou qualquer outra mordomia. Cama, comida, trabalho, estudo e religião para quem assim o desejar. E só. Bandido não tem que virar notícia! A mídia deveria ser proibida de cobrir eventos violentos. Vai me falar de liberdade de expressão, de imprensa? A liberdade tem que ter dois lados. Se as emissoras não têm a capacidade de discernimento sobre os riscos das suas coberturas, então precisam de um basta. Também precisam de regras. Notícia não é só coisa ruim! Um dia, eu assistia ao noticiário e não ouvi nada além de informações sobre economia, fatos relevantes para se levar o dia numa boa, como trânsito, previsão do tempo, projetos interessantes, dicas de cultura e coisas assim, bem leve. Surpreendi-me com a expressão de uma pessoa ao meu lado: “-Ué, já acabou o jornal? Sem tragédia, sem crime, sem sangue?”... Pois é, a coisa está tão feia que estamos nos acostumando a receber más notícias e não notamos a importância das boas. Escrito por Débora Bellentani às 14h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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