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Escritora Caipira - Um dedo de prosa! O ÚLTIMO CAPÍTULO
Ele nunca me deu uma chance para digerir o adeus. Tomou e comunicou a decisão e pronto! Unilateralmente. Não me deu a oportunidade de uma despedida. Eu só teria que me conformar, sem discussão. Teria que me acostumar sem os abraços, os beijos, os sorrisos, os elogios, as promessas de estarmos juntos sempre que possível. Mesmo que o possível levasse muito tempo. Sei que haveria muitas lágrimas, a dor da saudade antecipada, muitos abraços apertados, aquela sensação horrível da partida sem volta... No entanto, tudo o que começa precisa de um fim. Senão vira filme inacabado e isso é muito ruim. Fica aquela sensação de retorno, de possibilidade; aquela esperança da volta que sabemos, nunca acontecerá. Mas que teima em ficar. Foi egoísta: curtiu, gostou e marcou hora para acabar, se esquecendo de que havia outra pessoa, humana, sensível e apaixonada do outro lado da linha. Sim: deu um basta pelo telefone! Eu fiquei perdida, pasma, sem saber o que falar... Devo ter dito uma porção de palavras e frases desconexas, porque não conseguia pensar... Tantos anos já se passaram e aquela sensação ainda está aqui... Aquela sensação de abandono, de ser deixada à deriva, de não significar absolutamente nada, onde antes parecia ser tudo. Se a dor foi forte? Imensa. Tanto que ainda persiste. Tem cura? Não sei. Sei que tem remédio. A cura é uma questão de tempo. Estou tomando em pequenas doses algumas cápsulas de orgulho próprio, várias gotas de dignidade e uma dose maciça de auto-estima. Parei de engolir o que possa me machucar. E mudei as regras do jogo: a partir de agora, quem volta a dar as cartas da minha vida sou eu! Não quero ninguém controlando o que faço, o que sou ou o que pretendo fazer. Não quero ninguém me humilhando ou duvidando da minha idoneidade. Estou realizando o meu último ato de amor nessa relação. O maior deles, talvez: estou dizendo adeus. E faço isso depois de muito tempo, mas não tarde demais. Pessoas são como pássaros: precisam de liberdade para voar. Pessoas amadas são pássaros que precisam de espaço e liberdade para voar. Pode ser que migrem e retornem. Pode ser que encontrem seu lugar. E se encontrarem, não era amor de verdade o que deixaram para trás. Ele levantou vôo para nunca mais voltar, deixando-me presa e solitária na gaiola da ilusão. Um dia, percebi que a porta estava aberta e mesmo assim, não tive coragem de fugir. Todo o tempo olhava para a portinhola aberta. Até que, para minha surpresa ele voltou, como se nada tivesse acontecido e fôssemos apenas velhos e bons amigos. Bem que eu tentei. Juro que tentei! Mas quanto mais o tempo passava, mais eu notava o quanto ele era indiferente. Eu não conseguia sair da gaiola: as grades nos separavam apesar da portinhola aberta. Ele pousava do lado de fora, mantendo distância e de lá, falava comigo. Sempre havia um braço de distância entre nós, como se a mão dele se encostasse ao meu peito, impedindo-me de me aproximar e eu patinasse, patinasse, patinasse no nada. Certa tarde, ele não apareceu. Olhei para a portinhola aberta, respirei fundo e parti, ganhando o mundo. No caminho, cruzei com ele indo no sentido contrário. Ele acenou. Eu fingi que não vi. Continuei a minha jornada sem nunca mais olhar para traz. Se me arrependo? Não. Mas ainda choro. Escrito por Débora Bellentani às 22h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A NOTÍCIA DO DIA É: ELE É LINDO. PERFEITAMENTE LINDO. Escrito por Débora Bellentani às 00h11 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Caipira amanheceu acabrunhada, pensano nas coisa que dexô pra traiz. O que eu acabava de falá... Cinco ano se passaram e consegui me formá, Nu dumingo toda arrumada, fui pra igreja rezá, Escrito por Débora Bellentani às 21h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 51: UMA BOA IDÉIA.
Fazer 51 anos significa que meio século já era! A parte boa é que, se essa é a atual fase da meia idade, tenho muito que planejar até os 102. Aproveitando o ensejo – e ensejo é bem uma palavra de quem tem mais de 50 anos! – nada melhor do que dar uma virada na vida. Hora de experimentar o novo, encarar os desafios, fazer coisas que antes pareciam apenas um sonho distante. Comecei com pequenas delas: a primeira foi comprar uma cadeira descente para poder trabalhar. Uma daquelas que passei a vida toda vendo apenas meus chefes usarem e que, se soubesse sua real importância, teria, eu mesma, pago uma para mim, descontadas as parcelas dos meus rendimentos mensais – vulgo holerite. Este pequeno detalhe me pouparia das dores que hoje sinto com tanta intensidade... Mas, falar delas é outra coisa que quero eliminar. Outra mudança legal é a minha nova forma de arte. Inicialmente, pinto panos de copa utilizando riscos pré-existente, mas, logo, estarei criando com eles. Precisam conhecer minhas rosinhas de conchinhas, coletadas nas praias de Ubatuba! E outras tantas “artesitas más” (desculpem-me o portunhol. É apenas uma gracinha sem graça)... Vou fazer uma exposição de tudo em casa. Convidar os amigos velhos e os novos amigos, os vizinhos e os interessados em produtos “made by hands” (sei, sei, também preciso aprender Inglês!)... Livros? Poesia? Muitos na memória. Tantos que chegarei aos 102 sem ter terminado nenhuma das histórias e sem espaço para armazenar tantas prosas e versos. Prosas poéticas também! O publicitário Mauro Sales, ao prefaciar meu romance MAX, disse que sou poetisa até quando escrevo prosa. Ele estava certo: uma aura poética está sempre ao meu redor, iluminando os meus dias. Há poesia em tudo o que vivo. Eu respiro poesia. Sou uma romântica incurável. Adapto-me as mudanças, mas, não gosto delas. A vida seria mais simples se não vivessem mudando tanto as regras. Inclusive as da escrita! 51 anos é o primeiro passo para o resto das nossas vidas. Quem já passou sabe bem disso. Com certeza tornou-se uma pessoa diferente do que sempre foi. Confesso que ando um tanto quanto intolerante para o meu gosto, mas, para quem passou metade da vida fazendo absolutamente tudo o que os outros esperavam de si, acho que tenho o direito de contestar alguma coisa agora. Nunca é tarde para se começar! Bem, vou ficando por aqui. Logo colocarei minhas artes lá no meu fotoblog... Ainda faltam cinco panos para pintar e algumas artes para criar. Depois, vou à luta. Espero por vocês quando minha exposição acontecer! Um beijo a todos, com muito carinho. E obrigado por passarem por aqui. Escrito por Débora Bellentani às 01h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Meus 15 anos
Os meus amigos me acompanharam numa matinê no clube da Estrada de Ferro Sorocabana. Era um daqueles bailinhos pró-formatura da época, onde pagávamos uma mixaria para entrar e curtíamos as músicas da época ao som de conjuntos locais – alguns deles muitos bons, por sinal. O meu primeiro amor não estava lá. Claro que, naquela época, eu já tinha uma queda por amores não correspondidos... O que de certa forma me faz pensar que, meu marido foi o único homem que me amou... Do jeito dele, mas amou... Na verdade, o primeiro amor veio mesmo muito tempo depois e quase – eu disse QUASE – transformou-se no único. No entanto, uma beleza morena madura e sensual o tirou de mim... Por ironia, eu confirmei a realidade na festa de 15 anos da irmã dele! Lembro-me ter me sentido tão ultrajada! Eu achava que, em respeito aos meus sentimentos e pelo rompimento ser recente, ela não deveria estar lá. Mas estava. E todo o meu complexo de inferioridade também! Eu era magrinha, seca, raquítica, uma tábua para a época... Ela, um mulherão! Estranho como, de repente, os amigos dele nem sequer notavam a minha presença. Também pudera: estava difícil competir com aquela mulher - enquanto eu era apenas uma menina! - vestindo branco mini e frente-única que fazia transparecer todos os seus dotes... Competição injusta. Fui embora chorando. Sabia que não dava para ganhar. Depois disso, jurei não amar mais ninguém. Na verdade eu nunca soubera bem a diferença entre amor e paixão. Continuo achando que o amor tudo perdoa, tudo suporta... Mas confesso que adoro a emoção que traz uma paixão. Só que nunca estamos preparados para a sua morte... Aliás, não estamos preparados para morte alguma. Para perda alguma! Tudo isso agora faz parte do passado. E confesso que, se consigo rir do acontecido, já é um bom sinal. Na verdade, eu deveria odiar! Deveria xingar, achar mesmo que fui sacaneada... Afinal, eu era a virgem que acreditava na pureza dos sentimentos humanos, nas pessoas e que via esperança no mundo. Eu tinha 17 anos nessa época. Um dia acordei e descobri que não haveria um único homem capaz de respeitar tudo isso. Não mais: os anos 70 trouxeram uma liberdade misturada com libertinagem que confundia as melhores cabeças, os filhos das melhores famílias. Comecei a namorar meu marido um mês depois de fazer 18 anos. Ele foi meu primeiro homem. Casamos em 1979 e estamos aqui, no mesmo teto, há 30 anos, com todos os altos e baixos que uma vida inteira a dois nos traz. Dia 20, volto a fazer 15 anos. Sim, porque, já que faço 51, inverter os números não é má idéia... Não haverá festa, nem valsa, nem os amigos para me levarem dançar. E a banda, depois de 36 anos, provavelmente não exista mais!rs. Mas, falarei sobre fazer 51 em outra hora. Agora, estou assistindo Eleven Hour. Escrito por Débora Bellentani às 11h17 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O PAÍS DAS DESIGUALDADES Minha filha queria me dar um ingresso para o show do Roberto Carlos no Teatro Municipal, que acontece no dia 26, já que este é um mês de dupla comemoração para mim - Dia das Mães e aniversário. A surpresa veio quando acessou o site para fazer a compra... É óbvio que ela não pode comprar ingressos de R$ 1.200,00 mas, sabe que eu me contentaria com algo bem mais em conta... O Banco Itaú patrocina o evento de 50 anos de carreira do "rei" e fechou questão: abre amanhã a venda de ingressos apenas para clientes do Personalitè e deixa as sobras para o público em geral... O ingresso médio, em lugar descente, custa em torno de R$ 400,00! A partir daí, fica mais fácil - e beeemmmm mais barato! - assistir ao show em casa, em um DVD! O país das desigualdades, que prega ser crime a discriminação, permite que ela seja vergonhosamente praticada sob o disfarce do patrocínio. Assim, empresas ganham dinheiro, conseguem descontos no IR e se escondem atrás de instituições beneficentes, doando a renda ou parte dela para a "caridade". Uma caridade que não temos nenhuma certeza se acontece de fato. Da mesma forma que as empresas sentem-se no direito de duvidar da nossa idoneidade reputação ao conceder-nos benefícios, exigindo tanta documentação que assusta - às vezes dão-nos a impressão que querem que desistamos do negócio! - temos o direito de duvidar o quanto elas realmente fazem pelo bem público. Sem dúvida este seria um presente que me deixaria feliz... Mas, a felicidade, às vezes, custa muito caro e, nem vale tanto quanto aparenta... Aliás, estou cansada de ver essa falsa ideologia de empresas, em todas as áreas! Primeiro, elas poluiram o planeta e agora, entram em campanha para tentar salvá-lo... Todo mundo prega a reciclagem mas não conseguimos que retirem o lixo que separamos porque está "barato" demais vender! Hipocrisia do povo! Afinal, se ia para o lixo e não valia nada, o pouco que se paga é lucro! E além do mais, quem recicla quer tudo limpinho e devidamente separada, transferindo para nós as despesas com água para lavar, recipientes para ensacar... Todos querem ficar apenas com o que o dinheiro proporciona! Não existem "bonzinhos" nessa história toda. Sempre alguém quer ganhar alguma coisa! Tudo funciona em cima de estratégias de marketing escancaradas, que deixaram a sutileza de lado há muito tempo, mostrando que SEMPRE existe um ganho atrás de cada ação beneficente. E pensar que trabalhei tanto para isso! A quantidade exagerada de apelação "marketeira" e publicitária tem prejudicado o nosso senso de certo ou errado. Sim, porque é errado matar o planeta, mas também é errado usar falso subterfúgios para salvá-lo. É na educação que se resolve a maioria dos problemas brasileiros. A conscientização começa no lar. Como uma criança pode salvar o mundo se ela nem tem mais tempo de ter contato com ele? Se a maioria dos pais fazem com que passem a maior parte do seu tempo se preparando para serem um "adulto de sucesso"? (o que nem sempre acontece e o ser humano acaba por perder a melhor, verdadeira - e talvez única - fase da sua vida. Caramba! E tudo começo com o show do Roberto Carlos! Pois, é, mas são tanta emoções que não dá pra ficar calada. Um lindo dia! Escrito por Débora Bellentani às 09h35 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Palavras escondidas de mim.
Não sei onde ENCONTRAREI forças para continuar essa busca por VOCÊ. Quem sabe poderei UM DIA revisitar as pequenas coisas de nós dois. Sentimentos, não podemos mais trocar, ou mesmo as doces lembranças... Não sei se ao vê-lo novamente, EU LHE DAREI uma chance de dizer uma única palavra. Desta vez não poderá me calar com O BEIJO roubado. Nem poderá falar do quanto está APAIXONADO... Tanta coisa foi esquecida, abandonada, QUE SE PERDEU no caos do destino. Não posso imaginar onde estão as marcas daquele amor, nascido NO TEMPO em que a única coisa que sabíamos era sonhar! SERÁ O FIM de uma história? Será que depois DE UMA LONGA e interminável contagem dos dias, das horas, dos minutos, dos segundos, não restou mais nada? Será que você não ESPERA mais nada de mim? Eu acreditei que ter você fosse o início de uma época de paz... No entanto, acabei em guerra comigo mesma. E O COMEÇO chegou ao fim antes do que se esperava. Tive chance DE UMA NOVA VIDA. No entanto, amar você foi sempre mais do que eu pudesse dar conta. Então, fingi esquecer! Escrito por Débora Bellentani às 00h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pássaro-poeta Dizem que os pássaros cantam de tristeza porque estão enjaulados. Escrito por Débora Bellentani às 21h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Amor pra cachorro
Meu pequeno poodle está namorando. Tenho duas cachorras aqui. E ambas estão na fase do namoro explícito – desses que hoje é tão comuma gente ver os jovens praticando, sem nenhum escrúpulo, pelas ruas, sequer se importando com a hora do dia. Vendo o quanto ele batalha para chegar ao quintal, foi inevitável não fazer uma analogia. Claro que escolhi o lado masculino, mas, poderia muito bem aqui falar de fêmeas no cio! (Rindo muito). Não há obstáculos que o segure! Assim, pensei nos homens que miram uma presa e fazem absolutamente qualquer coisa para conquistá-la. Dizem até “eu te amo” se preciso for – mulheres adoram ouvir “eu te amo”... Derretem-se todas! Claro que há aquelas que se fazem de duronas, que discutem o relacionamento, que fogem do assunto, que encaram o sexo oposto e dizem “não estou pronta para isso”... Mas cá entre nós, só tenho visto isso nas séries de TV americanas! É mais fácil falar essas coisas em um roteiro ou em texto como este, porque há todo tempo do mundo para a consciência agir. Voltando aos homens: o instinto animal nunca esteve tão presente. O que me preocupa são os relacionamentos sem consequência, os encontros sem quaisquer cuidados, o número cada vez maior de gravidez indesejada (em um país onde aborto é considerado crime!)... Já pararam para pensar na infinidade de irmãos que estão se relacionando com irmãs sem o saberem? Já passou pelas suas cabeças o número imenso de mulheres que têm filhos e os abandonam à deriva no mundo? Alguns têm a sorte de encontrar uma família, mas, e aqueles que não têm? As mulheres, por sua vez, relacionam-se com vários homens, trocando de namorado como se troca de roupa. Hoje estão casadas ou amasiadas com um, algum tempo depois com outro e, não raro, têm filhos dessas relações. Os homens, por sua vez, continuam suas vidas e constituem novas uniões... Assim forma-se um perigoso círculo vicioso, com grandes possibilidades de que os filhos se encontrem na estrada do mundo e acabem por apaixonar-se. O que falar, então, daquelas mães que se negam a revelar os pais dos seus filhos? A Natureza é sábia. Nela, espécies descendentes que se cruzam, vão ficando cada vez mais debilitadas e deficientes. A regra é válida para os seres humanos, afinal, embora racionais, somos animais! Deus nos deu a racionalidade para que não cometêssemos essa barbaridade (entre tantas outras que conhecemos)... Acho que essa loucura toda acaba explicando porque, antigamente, nossos pais tinham - aquilo que achávamos uma neurose – a necessidade de conhecer as pessoas com quem convivíamos e a família de quem namorávamos... Não era apenas uma questão social, mas sim, uma proteção contra os sustos que viver nos acarreta. Meu cérebro tem passado muito tempo livre e, com essa liberdade, consigo ver além das janelas de um escritório ou dos noticiários da TV. Consigo PENSAR. Sei que pensamentos são idéias ao vento. No entanto, pensadores mudaram o mundo. Não que essa seja a minha pretensão, porque sou apenas um grão de areia na imensidão do Planeta. Mas estou aqui para fazer com que você também pense. Assim, da próxima vez que for sair atrás da fêmea no cio, da fêmea carente, ou da fêmea desejada, pare para pensar nas consequências. Afinal, somos responsáveis por tudo aquilo que cativamos (obrigada Exupéry) e pelos frutos bons ou ruins que o mundo colher. Escrito por Débora Bellentani às 14h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Guerra da Alma
Como faço para me libertar de um amor que não faz sentido? Como faço para soltar as algemas de um sentimento que apenas me destrói a cada dia, causando dores que não posso suportar? Como faço para não desejar mais olhar nos olhos, sentir um abraço, um beijo ou apenas ouvir a voz? Como posso saber tudo isso e, simplesmente, não conseguir dizer adeus? Hoje, não se trata mais de coisas de poeta. A poetisa em mim está tão triste e desiludida que não vê graça em seus versos. Para quê ficar juntando letras, sons e ternura no papel se não há um sentido para tudo isso? Sim, a vida perdeu o sentido. E essa é uma expressão típica dos românticos insensatos. As pessoas normais logo rebatem isso com frases feitas como aquelas que se referem às conquistas que se teve na vida: um lar, uma casa, filhos, família, saúde... Elas não entendem que é o coração de um poeta quem pensa, fazendo com que ele aja de forma diferente, transformando seu corpo inteiro em um emaranhado de sensações que vão do euforismo à depressão em tempo recorde. Os médicos chamam isso de atitude bipolar. Mas médicos e cientistas vivem procurando nomes para os fatos que não conhecem ou para os que não conseguem explicar. Sou uma pessoa inteligente e tenho todas as respostas para as perguntas que fiz aqui. Assim como sei que o melhor remédio é a distância, pois ela traz o esquecimento. No entanto, é uma cura dolorosa. Menotti Del Picchia já dizia em seu famoso poema “JUCA MULATO”, quando o personagem procura um curandeiro para tratar da sua doença: “A peçonha da cobra eu curo... Quem souber E, quando se estrangula, aos seus gemidos loucos, - Que me resta fazer ? - Juca Mulato: esquece!” Um beijo a todos e excelente dia. Escritora Caipira. Escrito por Débora Bellentani às 08h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Um teste de vida ou morte Após minha demissão tive um período terrível onde fiquei absorvendo as perdas. Um bom dia a todos. Escrito por Débora Bellentani às 16h58 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tempo de mudanças
Realmente entrei 2009 de forma completamente diferente... As festas de final de ano trouxeram novamente a alegria à minha casa, recebi amigos, reaproximei-me da minha irmã de leite... Foi fantástico. No entanto, o que realmente mudou a minha vida foi um pequeno gesto, praticado no primeiro dia que cheguei em Ubatuba. O entardecer, embora tivesse chovido, escondia alguns raios de sol, desenhando um fundo perfeito para o mar agitado, pulsando vida. Havia muitas conchinhas na areia, centenas de milhares delas. Quem me conhece bem sabe o quanto sou apaixonada por conchinhas. Talvez seja porque elas resgatem a criança que não tive chance de ser à beira da praia: só fui conhecer o mar aos 18 anos (embora isso não significasse muito, porque demorei a deixar a criança em mim se esconder um pouco – sim, um pouco, porque ela persiste aqui dentro e me deixa muito feliz!). Os jovens caminhavam à frente e eu, seguia atrás, apreciando cada detalhe. Minha visão de ir à praia tem um ângulo diferente do das outras pessoas. Eu aprecio cada detalhe, aproveito para meditar, torno a reconhecer a minha insignificância diante de Deus, observo o horizonte, os pássaros. Escuto as ondas, sinto a brisa. Gosto de respirar fundo nessas horas e pensar em quem amo! Assopro ao vento desejos de paz, alegria, felicidade, sucesso, realizações a todos os que quero bem. Parece que saio do mundo real e entro em um espaço onde tudo é absolutamente perfeito. Talvez seja por isso que sempre o mar me presenteia com alguma coisa especial. Desta vez foi fascinante: eu olhava as ondas se quebrando e, de repente, vi sobre uma delas uma enorme concha! Ela cabia na minha mão! Estava fechada. Eu a peguei e saí correndo para mostrar ao grupo, que não prestou muita atenção e nem deu muita bola, pois, não estava na mesma sintonia que eu. Tudo bem. Fiquei olhando para a concha na minha mão maravilhada... Já havia ganhado outra em Boracéia, há alguns anos, inclusive, um pouco maior do que a de agora. No entanto, surpreendi-me comigo mesma ao chamar um garotinho que estava na beira do mar e dizer: - Você já viu uma conchinha deste tamanho? O pequenino arregalou os olhinhos e sacudiu a cabeça... Aquela reação levou minhas lembranças à infância do meu pequeno Fernando. Viajei quase trinta anos no tempo! Então eu perguntei a ele: - Quer pra você? Óbvio que ele quis. Juntou as mãozinhas e eu coloquei a concha nelas. Ele correu em direção ao guarda-sol dos pais, mostrando alegremente a sua concha gigante! Fiquei uma semana na praia e, todos os dias eu pensava naquela atitude e me questionava se havia feito o certo. Afinal, o mar me dera um presente! Porém, ao mesmo tempo eu me sentia feliz porque o tinha passado adiante e feito uma criança feliz. Então, descobri o quanto de egoísta havia em mim e a pessoa na qual eu havia me transformado até antes daquele momento. Para minha surpresa, enxerguei uma Débora desligada de tudo, cujas únicas coisas que conseguia enxergar, nos últimos quatro anos depois da fusão da empresa eram: manter o emprego, saldar as dívidas, manter a família unida, encaminhar os filhos e, vez em sempre – porque acabou se transformando em rotina – ir á médicos e mais médicos, porque a saúde estava acabada! No ano em que fui demitida, eu só falava ou pensava na aposentadoria – não que quisesse parar! – eu queria ter uma renda segura para poder escolher um caminho mais tranqüilo e ir em busca da pessoa Débora que havia se perdido. Tantos foram os problemas com minha saúde e do meu marido que não tive tempo para pensar em nada... Continuei sobrevivendo. Até que, naquele dia, em janeiro de 2009, um gesto simples me perturbou, me pôs em cheque e me fez como que acordar de um longo pesadelo. Deixar de ser egoísta e reconhecer que o prazer em dividir alegria com o próximo era a parte de mim mais intensa durante toda a minha vida foi um triunfo. Bastou um único gesto para que a minha vida mudasse o seu curso. Ou melhor, voltasse a ele. Muitas coisas aconteceram até hoje, quando escrevo este post. Mas podem acreditar que só coisas boas se somaram aos meus dias. Sempre é tempo de reconhecer onde falhamos. O mais difícil é corrigir as falhas. Tudo o que quero agora é corrigir injustiças. Inclusive as que cometeram comigo. Mil beijos. Escrito por Débora Bellentani às 17h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Festejem. Riam. Orem. Agradeçam mais do que peçam. Não importa como tenham sido os dias: todos tinham uma lição embutida. Todos foram um presente de Deus!
Escrito por Débora Bellentani às 19h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] MEUS NOVOS LIVROS: VENDO! Queridos amigos: Estou vendendo, com exclusividade, apenas doze exemplares dos meus livros - seis de cada gênero: O SOL DA MANHÃ DE ONTEM e TODAS AS HORAS, respectivamente short novel (pequeno romance) e poesias. Cada exemplar custará R$ 25,00. Os interessados em adquirir podem enviar e-mail para debora.bellentani@gmail.com que instruirei como proceder ao pagamento e como enviarei os mesmos. Abaixo, foto dos livros que, fiz em casa, um a um, da impressão ao acabamento final, inclusive a capa. Beijos, Débora Bellentani Escrito por Débora Bellentani às 20h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Tato Minhas mãos percorrerão o teu corpo Identificando cada centímetro do que já conheço: Digitais que estão além das pontas dos dedos... À meia luz quero me entregar por inteiro A esse sentimento que acaba com todos os meus medos E que está comigo há tantos anos que até esqueço. Há tanto por descobrir apesar do tempo Tanto o que desvendar no silêncio Que muito parecerá tão pouco! Não quero que acabe no primeiro instante Tão pouco dure para sempre, Mas que grude em mim como tatuagem Que fique como mensagem encravada na rocha Hieróglifos de saudade, Unidos num verso de uma rima só! Só, mas sem solidão. O meu cheiro e o teu cheiro misturados Em uma viagem sem volta... Realidade de presente para quem não teve medo de esperar. Tato. Toco os seus sonhos e você os meus desejos. Toque. Em nossa homenagem, o tempo fará parar as horas. Na melodia do destino seremos uma canção. Alma e coração. Gestos e ternuras. Não quero acordar agora. Quero deixar que os minutos se esgotem em câmera lenta: Não é mais preciso adormecer para sonhar. Débora Bellentani – 19h57 - 03/11/08 Exatos vinte anos após lançar meu primeiro livro Lua de Papel Escrito por Débora Bellentani às 20h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Senhoras e senhores, preparem-se para mais um espetáculo: Midias: estamos de olho! Escrito por Débora Bellentani às 18h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
UM DIA, TALVEZ, QUEM SABE. Passei anos da minha vida desejando que ele voltasse. Por algumas vezes o procurei, mas, temerosa da sua reação, agi como sempre faço quando estou tensa: falei, falei, falei sobre mil coisas e vários assuntos, quando eu só queria dizer “Eu te amo. Volta pra mim”... Quando eu partia, pensava: -“Ah! Tudo bem! Não foi desta vez. Mas um dia, talvez, quem sabe...” Esses dias foram se passando e o reencontrei quando as marcas dos anos já nos tinham transformado em outras pessoas. Em novas pessoas! Melhores, talvez... Novamente eu desandei a falar sobre mim enquanto ele me olhava e me ouvia como se o mesmo relógio da vida que nos separou, tivesse parado. E lá fomos nós novamente, cada um para o seu canto enquanto eu pensava: “Um dia, talvez, quem sabe”... Os dias continuaram a voar nas asas do tempo e, numa noite serena, nos encontramos uma vez mais, numa dessas obras do acaso. E novamente eu falei tantas coisas, ele falou muitas coisas e nos despedimos timidamente: eu, com quem esconde um sentimento do ser amado, ele, como se aquele fosse mais um encontro casual entre velhos amigos. Inevitavelmente, pensei: “Deixa pra lá... Um dia, talvez, quem sabe...” Mas a correnteza dos dias não pára e nem sempre o vento sopra a nosso favor. O barco da vida segue seu curso e somos navegantes sem rumo, mesmo quando achamos que controlamos tudo. Por vezes pensei em procurá-lo novamente qualquer dia desses, olhar nos seus olhos expressivos, dar-lhe um abraço forte e suspirar de saudade pelo que passou... E no mais profundo silêncio deixar que coração e corpo falassem todas as palavras de amor que a minha voz abafou. Mas, de novo chacoalho os ombros e numa atitude infantil falo em voz alta: “um dia, talvez, quem sabe”. Sei que não é difícil encontrá-lo, que posso vê-lo a qualquer momento, mas desta vez, faltam-me palavras. A certeza de que deixei passar a chance de ter, pelo menos tentado, me cala a alma. Com ele, aprendi a ser poeta. Não que ele tenha sido a inspiração de todas as minhas poesias, mas, foi a essência de todos os meus sentimentos. Foi com ele que conheci a força do primeiro amor e todas as emoções que ela nos traz, revolucionando nossas idéias, conceitos, valores e ideais. Em nome do amor, às vezes, deixamos de compreender o que se passa em nossa volta, ignoramos os nossos melhores planos, deixamos morrer os melhores sonhos. No entanto, plantamos esperança. Nem sempre a colheita é das melhores, mas, vale a pena todo ritual do plantio. Hoje, nem posso mais dizer “um dia, talvez, quem sabe”. As agruras da vida, os pequenos problemas de saúde sempre me incomodando, a incerteza sobre a realidade dos sentimentos, a falta de energia para dar continuidade aos primeiros passos, tiram-me a vontade de lutar... Já não tenho mais medo de seguir em frente, nem mesmo de dizer o que sinto, no entanto, faltam-me forças. Sinto-me como se estivesse apagando aos poucos. “Um dia, talvez, quem sabe” ficou tarde demais. E eu já não tenho mais tempo para esperar. Escrito por Débora Bellentani às 10h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] CHEGA DE TRISTEZA E DE DOR. Eu nem sei o que falar. Sei que duas imagens não me saem da cabeça. A primeira, daquela jovem de 15 anos, na janela do seu apartamento, pedindo calma. Como mãe, meu peito se aperta. Tanto que me sufoca... E sufoca a tal ponto que nem consigo chorar! Coloco-me no lugar da mãe de Eloá, cuja última imagem da filha é de alguém que tenta apaziguar quando o próprio coraçãozinho dispara de medo. Tudo o que ela queria é que alguém viesse ao seu encontro. Provavelmente, ela não teve tempo de pensar em nada. Até o último minuto, não acreditava que o louco do ex-namorado atirasse... Nem acreditava que ele fosse louco! Tudo parecia um pesadelo. A segunda imagem é a daquele maluco saindo ileso, com cara de retardado, sendo levado para o carro da polícia. Sem um único arranhão! Se eu queria vê-lo machucado? Não. Eu o queria morto! Morto sim, porque a penalidade é branda neste país, apesar das barbáries que acontecem. Enquanto imbecis como esse sobreviverem, a violência estará imperando por aqui. Um país onde bandidos não têm medo da polícia e, muito menos, da pena que irão cumprir. Especialmente porque eles sabem que dentro dos presídios a lei do mais forte predomina e, quem agüentar o tranco, sobrevive. Portanto, não são os “bonzinhos” que voltam às ruas depois de crimes hediondos. E o pior é que eles fazem escola! A mídia colabora muito para que a violência assuma ares de superprodução, dando cobertura às atrocidades que vemos nas telas. Enquanto derem Ibope para os bandidos, eles continuarão agindo, cada vez mais, de forma cinematográfica... O próprio Lindemberg comprova minha teoria: para que colocar aquela camisa do São Paulo Futebol Clube na janela? Exibicionismo puro! O que se passa na cabeça de um assassino só ele mesmo sabe. Os teóricos tentam explicar e enrolam, enrolam, enrolam, mas não conseguem. Talvez seja porque as teorias estejam ultrapassadas. Talvez seja porque o mundo mudou e os livros continuam os mesmos. Ou talvez seja porque o mundo mudou e nós continuamos a achar que ainda somos o país do “Paz e Amor”! O medo sempre foi um grande disciplinador. Nós tínhamos medo de Deus, dos nossos pais, de infringir regras morais e os bandidos, da polícia. Hoje, ninguém teme nada! Poucos têm fé e se têm, não temem a Deus, nem aos seus “castigos” – nem são capazes de enxergar ou entender esses castigos! O que restou da moral está escondido em algumas famílias e instituições que lutam para preservar alguma coisa de bom nas pessoas. As regras foram esquecidas e guardadas nas gavetas de casas, escolas, prédios públicos... Sem a presença da crença em algo Maior, que guie nossas vidas, fica difícil tocar adiante. Sem regras, fica difícil tocar adiante. Sem fé e respeito, resta quase nada à polícia para fazer, sobrando prender o bandido, deixar que o judiciário o julgue e o coloque de volta às ruas. Sem medidas drásticas, não vamos mudar os rumos da violência. Você que lê esta página vai achar que estou incitando à violência contra bandidos? Vai me questionar sobre direitos humanos? Antes de fazer qualquer julgamento, antes de dizer uma única palavra, ponha-se no lugar dos pais de Eloá, assistindo pela televisão a agonia da filha querida de apenas 15 anos, nas mãos de um louco que não vacilou em atirar nela e na amiga. Um bandido que ainda disse que não se matou porque a bala travou no revólver! Um egoísta desumano que não pensou em nada a não ser nele mesmo! Um desequilibrado emocional e social. Temos algumas saídas e, a maioria delas está dentro de cada família. Dentro de cada casa. No equilíbrio das estruturas morais e sociais. Nem vem não, que falta de dinheiro não é desculpa para ser bandido! Classe média é mal dos tempos modernos: no meu tempo ou se era rico ou se era pobre! Mesmo porque é cada dia maior o número de bandidos nessa tal classe média! Falta fé, religião, diálogo. Falta mãe ensinando os filhos da importância de Deus. Um Deus de amor! Um Deus de esperança! Ensinando respeito! É preciso respeitar para ser respeitado. Mãe não tem tempo para falar de Deus com os filhos, mas tem tempo de ir ao pagode, ao happy hour, ao jantar com os amigos... Faltam escolas pregando que: faculdade, pós-graduação, MBA e sucesso sem bondade, sem humanidade, sem religiosidade, é algo vazio. As pessoas, todas elas, de todas as classes sociais, precisam aprender a diferença entre FAMA e SUCESSO. FAMA, até esse tal de Lindemberg conseguiu. É efêmera. Passa. Apaga-se. SUCESSO dura para sempre. Sucesso faz parte da vida dos que silenciosamente mudam os seus destinos. Dos que trabalham honestamente. Dos que respeitam as pessoas e as leis. Dos que entendem e se adaptam às regras. Dos que dão a volta por cima. E entre esses, estão muitos ex-presidiários e ex-viciados que descobriram em tempo o valor da própria vida, para respeitarem a dos próximos. A correção não pode e nem deve vir das penitenciárias. Quando se entra numa delas, pode ser tarde demais para uma grande maioria. A correção vem de casa. Como dizia a minha avó: é de pequeno que se torce o pepino. Mas como se, hoje, não podemos decidir o que é melhor para os nossos filhos? Se não podemos dar sequer um leve tapa na bunda de uma criança sem correr o risco de que o idiota mais próximo chame a polícia? Espancamento, sim, é caso de polícia. Dizer não a uma criança é nossa obrigação. Porque filhos nos impõem limites. Por deixar que as coisas corram à vontade é que o rio da violência saiu do controle. Vocês já viram como é um rio com forte correnteza? Ele vai passando por cima de tudo. Tem gente presa em presídios por roubar um boné. Enquanto os bandidos de verdade fazem com que a sociedade tire o chapéu para as suas atrocidades – porque apesar de tanta crueldade é quase impossível compreender como conseguem estar livres. Cadeia tem que ser rústica, exigir trabalho de todos os presos. Sem TV ou qualquer outra mordomia. Cama, comida, trabalho, estudo e religião para quem assim o desejar. E só. Bandido não tem que virar notícia! A mídia deveria ser proibida de cobrir eventos violentos. Vai me falar de liberdade de expressão, de imprensa? A liberdade tem que ter dois lados. Se as emissoras não têm a capacidade de discernimento sobre os riscos das suas coberturas, então precisam de um basta. Também precisam de regras. Notícia não é só coisa ruim! Um dia, eu assistia ao noticiário e não ouvi nada além de informações sobre economia, fatos relevantes para se levar o dia numa boa, como trânsito, previsão do tempo, projetos interessantes, dicas de cultura e coisas assim, bem leve. Surpreendi-me com a expressão de uma pessoa ao meu lado: “-Ué, já acabou o jornal? Sem tragédia, sem crime, sem sangue?”... Pois é, a coisa está tão feia que estamos nos acostumando a receber más notícias e não notamos a importância das boas. Escrito por Débora Bellentani às 14h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
S.O.S. Uma lágrima teima em escorregar na minha face, tirando o creme antiidade e borrando a maquiagem. Um lindo dia a todos. Escrito por Débora Bellentani às 10h02 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Rápidos no gatilho Eu estava pensativa, distante e um colega de trabalho me peguntou: - Algum problema, Débora? E eu respondi: - Problemas de relacionamento. - Verdade? O que está havendo? - O meu carro está perdendo potência! E ele: - Ah! É fácil: põe viagra no motor. Escrito por Débora Bellentani às 11h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] BIG BANG Ou seria BIG BANDO? Ou ainda BANG-BANG?
Enquanto milhões morrem de fome pelo mundo afora, cientistas de vários países – inclusive do Brasil - gastam US$ 10 bilhões para tentar ser Deus! Escrito por Débora Bellentani às 10h13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Divagações sobre o mesmo tom
Não faça O que parece um pedido de desculpas ingênuo pode fazer com que reflitamos sobre o quanto podemos ou devemos perdoar. Quantas vezes é possível fazer de conta que não se está magoada ou triste porque, de alguma forma, somos agredidas verbalmente e não temos a coragem de falar. Algumas desabam em lágrimas. Outras gritam mais alto ainda e aí a situação pode ficar caótica. Algumas se resignam ao silêncio e a dor parece que vai fazer implodir tudo: coração aperta, peito aperta, estômago dói e o medo cala... Medo de reagir. Tudo é ruim quando alguém grita com a gente. Mas nada é pior do que quando esse grito vem de quem amamos. Mesmo que seja para "gritar mais forte o seu amor"... E nem sempre é possível abraçar, voltar a fita e ir dormir mais tarde... Não sem antes se dizer o que se sente... Sem antes falar que se está triste... Porque não dá para ir para a cama com um nó na garganta! O prazer do sexo não apaga a dor da alma! Escrito por Débora Bellentani às 19h28 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O QUE EU ESPERO DE VOCÊ Não tem cheiro, não tem gosto, não tem cor. Está nas entrelinhas das palavras, No brilho do olhar, Na força do pensamento. Nem moeda no mundo capaz de representar. Está entre valores esquecidos, Sonhos abandonados, Canções incompletas, Versos por terminar. Só você sabe! Só você conhece. Só você entende. Não termina num ponto final, Não pode respirar numa vírgula, Não dá espaço para interrogações. Sensibilidade de beijo com paixão, Mistura de perfume com suor. É a cumplicidade de um sorriso, A certeza da presença E saber que o para sempre veio para ficar. Escrito por Débora Bellentani às 22h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] EXAME DE RENOVAÇÃO DA CARTEIRA DE HABILITAÇÃO. Sim, eu também faço essas coisas! Escrito por Débora Bellentani às 00h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] SÓ DE PASSAGEM! Fiquei tempo sem vir por aqui. Sem passar ao menos. Também, depois do que disse aí em baixo, precisei de muito fôlego para respirar. Também parei para uma auto-análise... Parei para ver até quando e quanto vale a pena dar amor sem nada em troca. Aí fica óbvio o quanto perdemos tempo com essas coisas enquanto a vida passa - ou "a fila anda" como diz a moçada. E para mim não se trata da fila dos amores, mas sim, da fila dos dias que seguem rápido, da vida que teima em voar baixo... Não dá mais para ficar vivendo do ontem, nem muito menos do amanhã. Hoje é tudo, absolutamente tudo o que importa. Quero e serei feliz agora, com o que tenho e com o que desejo.
Este é o Frank. Dormindo. Uma raridade!
Esta é a Pink, namorada do Frank. Ambos filhotes da Fabi e do Rica.
Esta é a Emily. Da Samantha e do Fer. Charmosíssima. Escrito por Débora Bellentani às 22h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O primeiro amor. Escrito por Débora Bellentani às 12h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
MEIO SÉCULO DE VIDA Daqui alguns dias faço 50 anos. Escrito por Débora Bellentani às 20h55 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] MÃE TEM QUE SER AGORA! Um dia, você acordará sem o abraço de domingo, Escrito por Débora Bellentani às 20h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Eu e o meu amor por S.Paulo
Eu tenho por São Paulo uma estranha relação de amor e ódio! Ódio pelo que não posso mudar. Amor, pelo que a cidade me representa. Ela é mágica! Seus prédios antigos me fascinam, os modernos me encantam. Como caipira do interior, não resisto olhar para cima e deliciar-me com aquela sensação de vertigem ao apreciar as construções tão próximas do céu! Arranhando o céu! Paquerando as nuvens... Hum... Nuvens... Gosto de paquerar as nuvens também! Sou assim, meio avoada, às vezes... Nas nuvens... Distraída ou apaixonada, sigo com elas. Vôo... Sim, decolo na imaginação e vejo todos os detalhes, mesmo nos trilhos do metrô. São Paulo é uma paixão antiga. Primeiro amor de menina guiada pela mão do pai. Primeiro amor adolescente ao sentir a liberdade de poder viajar sozinha pela primeira vez e encarar o desafio da cidade-grande, de andar por ela, observar suas gentes de todos os tipos, hoje, de todas as tribos. Era uma São Paulo menor, mas não tão diferente. Tinha menos violência... Apesar dos tempos modernos, o encanto continua. Em São Paulo você pode ser você mesmo! Pode fazer suas escolhas. Pode exercer a democracia de ser diferente. Esta caipira, toda vez que desembarca na Barra Funda, ainda se emociona. Nunca se sabe o que virá pela frente: frio, calor, chuva, garoa ou tempestade. Mas de qualquer forma a cidade é intrigante. Há poesia nos vãos das calçadas abandonadas, nas trincas dos prédios desbotados pelo tempo. Dos espaços mais inusitados nascem flores. Nasce verde. Nasce vida. São Paulo é o berço da criatividade! Sinto-me em casa. Só não quero morar lá. Porque a cidade, para mim é como a casa dos pais que se visita depois de algum tempo ausente, onde somos sempre bem-recebidos, paparicados e amados, simplesmente por estar ali. É um lugar para ficar na lembrança, para viver momentos inesquecíveis, para aproveitar os espetáculos da vida, para curtir a cultura e aprender muito. É um lugar ao qual a gente ama mesmo que o tempo passe, passe, passe e passe. E ao qual sempre desejamos retornar. Escrito por Débora Bellentani às 20h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A PROVA
Meu terninho vermelho pendurado na porta do guarda-roupa deixava a marca do meu perfume - NOA, espalhando-se no ar e era a prova concreta da minha solidão. Não, não estava abandonado. Eu apenas não queria guardá-lo, porque se o fizesse, estaria colocando no armário da minha vida mais um momento especial. E eu saberia que, após fechar a porta, não mais o teria de volta. Sei que ficaria a lembrança. Mas eu não quero a lembrança: quero tudo outra vez. Não importa se foram minutos ou segundos. Importa que foram. Havia cumplicidade explícita até no silêncio. Difícil é esta sensação de que ficou tanto o que dizer. Mesmo no silêncio. Escrito por Débora Bellentani às 20h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Saudade é singular. Escrito por Débora Bellentani às 18h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Será que eu sou assim porque sou escritora
Nesta semana, meu amigo Newton Spinardi - que gentilmente está distribuindo meu Max pelo Estado de São Paulo afora - veio em casa buscar mais exemplares. Todo animado, ele entregou-me duas matérias sobre o desfile da Ellus na capital paulistana, realizado nas dependências da antiga Estação Júlio Prestes.
Escrito por Débora Bellentani às 17h42 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Em nome do amor Escrito por Débora Bellentani às 22h31 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A canção que você não fez pra mim Onde o tempo não tinha medida Lá nas nuvens branquinhas em túneis Escrito por Débora Bellentani às 20h12 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Momento Poético. "Alguma coisa apagou aqui dentro: Escrito por Débora Bellentani às 19h46 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] HÔ!HÔ!HÔ! Véspera de Natal... Várias mulheres, muitas cadeiras em volta de uma enorme mesa, Chesters por temperar, pernil no forno, saladas por fazer e uma profusão de assuntos de dar inveja! Escrito por Débora Bellentani às 21h17 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Ontem, 16 de dezembro, a família reuniu-se para a já tradicional confraternização de final de ano. No encerramento, todos enviaram um Feliz Natal ao meu filho Felipe, que está na Irlanda. Foi demais!
Escrito por Débora Bellentani às 11h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "SINTO MUITO MEUS AMIGOS, Em solidariedade a todos os corinthianos, deixo aqui os meus profundos pêsames pelo ocorrido. Escrito por Débora Bellentani às 22h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Receita para enriquecer. -Não precisa ter mais do que o Ensino Médio. Escrito por Débora Bellentani às 22h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Se você declamava a poesia e não entendia,
Escrito por Débora Bellentani às 14h25 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
O que muito me entristeceu ontem foi tomar consciência de que, embora lembre da dicção perfeita do meu pai, não consigo mais ouvir, na memória, a sua voz, Não me lembro mais dela! Trinta e nove anos de ausência é realmente muito tempo! E o tempo é cruel com as lembranças. As imagens ficam para sempre, os pensamentos e as lições também, mas a voz, se não for gravada, desaparece. E pensar que eu tinha um disco de 78 rotações, da Carmem Miranda, onde aparecia a voz dele abrindo a apresentação: fora um presente da gravadora! Onde está? Provalvelmente jogado, quebrado ou virou relógio de parede artesanal: minha mãe doou toda a discoteca dele à uma instituição em Sorocaba, numa tarde na qual eu trabalhava, sem me consultar. Eu amava cada um daqueles discos, porque era a única coisa que achava que ficaria para sempre ao meu lado, marcando a presença do meu pai. Que pena! Escrito por Débora Bellentani às 13h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Eu e a Orquestra Sinfônica Ontem, na solenidade de inauguração da Sala FUNDEC, projeto no qual trabalhei nesses últimos quinze dias, tive a feliciade de assistir um concerto da Orquestra Sinfônica de Sorocaba, entre outras belíssimas apresentações. Orgulho-me muito de todos eles e agradeço a Deus por ter nascido entre tanta gente forte! Viver fica mais fácil quando olhamos para trás! Um beijo a todos e um ótimo final de semana. Escrito por Débora Bellentani às 13h35 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Cintilografia Óssea. Parece palavrão. Mas não é! Trata-se do exame que fiz na quinta feira, dia oito de novembro. Gente! Eu me senti uma própria fotografia dentro de um scanner! Aquele aparelho enorme ia e vinha com um visor enorme piscando “scanning”... Imaginem: um rastreamento de todos os ossos do corpo! Podem acreditar: é uma invasão de privacidade! Hahahahaha... Literalmente você fica sabendo como está se sentindo por dentro! Foi divertido. Passaram-me mil idéias pela cabeça – ainda bem que o tal aparelho não lê pensamentos! Havia momentos em que queria rir sozinha dessa idéia maluca de estar sendo ”scaneada”. Um barato! Escrito por Débora Bellentani às 13h00 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Bem, já que ando sem assunto e até um tanto quanto sem graça, aqui vai um velho anúncio para matar a saudade do tempo em que criar, era uma condição sinequanon para ser publicitário. Ai, ai, tô ficando saudosista e isso não é nada legal. Que venham outras!rs
Escrito por Débora Bellentani às 19h08 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Eita mardade, sô! Mais i num ié qui hoje adescobri qui o tar do ruwindows parace cumigo... Pois é! Ele tamém é ruwin das vista! Escrito por Débora Bellentani às 18h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] TEM IMAGEM QUE "QUASE" NÃO ENVELHECE! HAHAHAHAHA.
Escrito por Débora Bellentani às 15h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] CONVITE: GIOVANA E ALFREDO Giovana ama Alfredo porque ele é um homem simples. Beijos Escrito por Débora Bellentani às 16h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] NADA COMO TER A PRÓPRIA PRIMAVERA PARA SAUDAR A NOVA ESTAÇÃO! Eu disse que tinha uma primavera maravilhosa próxima a minha janela. Hoje, quero apresentá-la a vocês. É interessante como ela colore de lilás a minha sala e aquece com sua cor o meu coração. Ela me acalma. Aproveitem bem o cenário, simples, porém intenso. Ouçam a voz da minha primavera expressa na beleza das suas flores. Bjs. Escritora Caipira
Escrito por Débora Bellentani às 12h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Coisas da vida. Sempre fui eclética. Músicas, filmes, roupas. "Foi bom eu ficar com você o ano inteiro Deixarei com vocês, EU QUERO! A canção que, na minha adolescência, fazia o meu sonho, ao lado do príncipe encantado, parecer real. Eu me orgulhava de desfilar com ele pelas ruas, mostrando que era só dele e ele só meu! Bem, na verdade não era bem assim... Eu era só dele, mas ele... Acho que era da vizinhança inteira!rs. Apreciem: "Eu quero que você me ame Beijos a todos. E muito amor pra vocês. Escrito por Débora Bellentani às 18h11 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
ESTÃO VOLTANDO AS FLORES Este ano, passei muitos dias sentada no sofá da sala, olhando as flores através da janela. Tenho uma primavera lilás que encanta, mesmo quando não está florida. Em janeiro, enquanto me recuperava da cirurgia, ela serviu como distração, abrigando pássaros de variadas espécies, que vinham comer minúsculos insetos sobre o telhado de zinco onde está apoiada. Minha janela é assim: um retrato da vida. Pelos seus vidros têm passado muitas histórias. Belas e feras, pode-se dizer! Mas 2007, em particular, surpreendeu-me. Enquanto convalescia, observei as chuvas fortes do verão. Também testemunhei a forte tempestade de granizo que deixou montes de Janela e flores observaram cada ponto que eu bordei na lembrancinha que confeccionava para a minha filha, cujo casamento estava marcado para o início de maio. Aliás, este foi um ano de grandes eventos... Com o meu retorno ao trabalho, afastei-me da janela, das folhas, das flores e dos pássaros: egoisticamente eu só pensava na minha carreira, no meu futuro e em me recuperar depressa para voltar a dar tudo de mim, porque sabia que, se assim não fosse, perderia o emprego. Pena que não consegui. Ontem, sentada no mesmo sofá, tornei a deparar-me com a primavera florida. Repleta de botões que estão se abrindo lentamente... Parei por um segundo e o ano voou pela minha mente... Então, lembrei-me das palavras do meu amigo André, sobre a visão de Ignácio de Loyola quando passou por um período difícil em sua vida e dedicou-se a prestar mais atenção às pequenas coisas, aquelas que realmente fazem a diferença na nossa existência. Às vezes, tenho uma sensação estranha de que não há nada mais para eu fazer aqui. É como se tudo o que eu viesse para realizar já estivesse feito. Como se a missão já estivesse cumprida. Terei muitos dias para observar o meu pé de primavera através da janela, enquanto aguardo a minha consulta, a marcação da biópsia e o resultado dela. Os médicos estão otimistas. Então, também tenho que ficar! E estarei, com certeza, por muitas vezes ainda, observando o infinito do outro lado da vidraça. Por enquanto, quero curtir as pequenas e belas coisas que fazem muito pela gente: a família, a casa e todos aqueles detalhes que nem sempre nos preocupamos Fazemos dos nossos dias um acúmulo de horas e, no final das contas, pagamos para trabalhar! Tudo seria muito mais fácil se vivêssemos com simplicidade. Mas não! É preciso ter a TV por assinatura, a Internet mais rápida, telefone sem fio, a maior televisão, o melhor computador, assistir todos os filmes da moda, ler todas as notícias, saber das fofocas dos famosos, discutir política! Discutir política: a mais inútil de todas as conversas. E por falar em política, lembro-me de governo e governo faz-me lembrar do meu pedido de afastamento por motivos de saúde ao INSS: para minha surpresa, não existe código no INSS que identifique a minha profissão. Também fiquei sabendo que, na época da cirurgia, o médico jogou o cargo de “vendedora” para mim. Como pode? Publicitário fica louco com facilidade, tem estresse adoidado, depende da cabeça para criar e não tem como justificar ao INSS se, um dia, precisar parar porque perdeu o equilíbrio! E no nosso caso, equilíbrio é tudo, embora muitos pensem que somos desequilibrados por natureza. Muito pelo contrário! Só quem é equilibrado consegue pensar em soluções que façam o seu cliente obter sucesso com a criatividade. Bem, chega! Eu falava de flores e acabei atirando pedras nos sonhos da minha janela. Agora preciso respirar. Respirar fundo e esperar. Enquanto isso cultivarei algumas flores e continuarei regando o meu jardim. Sem pressa. Porque quanto mais cuidar do que planto, melhor será a minha colheita. Beijos. Escrito por Débora Bellentani às 19h33 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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