BRASIL, Sudeste, SOROCABA, Mulher, de 46 a 55 anos, Arte e cultura, Informática e Internet
Outro -

 

 
QUANDO VIER
ME VISITAR

Quando vier me visitar
Traga flores,
Muitas delas...
Porém,
não me traga
apenas flores:
Não se esqueça
de juntar a elas
A beleza do seu sorriso,
A ternura do seu olhar,
A força do seu abraço.
O calor dos seus beijos...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Mas não esqueça
de tirar-lhes
Os espinhos
que machucam,
As folhas envelhecidas,
Os galhos secos,
As dores embutidas...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Perfumadas, coloridas,
alegres:
Todas parecidas
com você!
Quando vier me visitar,
Traga você por inteiro...
As flores?
Nem sei se vai precisar!

Autora: Débora Bellentani

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"A vida é isso:
sonhar até que
um dia a realidade
aconteça."

"Cruel não é amar:
cruel é descobrir-se amado
quando se é tarde demais."

"Perdoar é olhar
para a cicatriz
e não se lembrar da dor."

"O que me impede
de ser livre?
Talvez as minhas
próprias correntes."


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Escritora Caipira - Um dedo de prosa!



Adoro escrever.
Falo sobre tudo.
Conheço tanta coisa, tanta gente...
Quando penso que estou com 56 anos, quase não acredito!
Só preciso acabar com esta horrível sensação de que o tempo parou.
Na verdade, não tenho mais sonhos e nem planos.
Estou um pouco perdida nesta terra de Deus!
O que será que me faz feliz?
Preciso encontrar essa resposta para não enlouquecer.

 



Escrito por Débora Bellentani às 15h37
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E EU SONHEI COM A MINHA MÃE

Neste ano, em especial, tenho sonhado muito com a minha mãe.
Na noite que passou, quarta feira de dezembro, em 2013, literalmente viajei com ela.
Interessante que, todas as vezes nas quais sonho com viagens, o caminho de saída da cidade e as estradas, são sempre as mesmas e, no mundo real, jamais passei por elas.
O sonho começou conosco no meu antigo carro, um Uno verde modelo 93.
Pela segunda vez em sonho, estávamos indo à um lugar que tinha água.
Chegamos a uma casa e eu não parava de descer malas. Dentro da sala havia muitas coisas antigas que já foram minhas, muitos livros e, claro, decidi que os levaria, embora minha mãe insistisse que já havia muitas malas e não caberia no carro. Argumentei que estávamos em duas e eu usaria os bancos traseiros.
De repente, ela sumiu e tornei-me o centro da história.
Comecei a pegar malas e livros, brinquedos e levar para embaixo de uma árvore que ficava na parte de baixo de uma pequena depressão, à margem de um grande rio.
Levei tanta coisa, empilhei e fui buscar mais para, posteriormente, carregar o carro.
Então me dirigi para a casa. E, no meu sonho, entrou a imagem do rio transbordando e levando tudo: malas, livros, brinquedos e mais um monte de coisas. Eu os via afundando e flutuando. Foi quando cheguei no lugar e mergulhei desesperadamente tentando pegar tudo. Eu não conseguia e me desesperava. Sem que eu percebesse, o rio foi baixando e muita coisa ficou espalhada. Fiquei frustada, quis gritar, chorar, e não conseguia.
Sem malas, sem roupas, sem nada... Como eu iria explicar para a minha mãe?
Foi então que eu apareci na casa, com minha mãe consolando-me pela perda.
Acordei e o pensamento insistiu em trazer o sonho. Eu queria respostas.
E as tive.
Minha mãe veio para me ensinar o desapego. Mesmo que fosse de uma forma difícil, seria necessário aceitar as perdas.
Seria necessário deixar que o rio seguisse o seu curso e que a correnteza levasse tudo embora, na marra!
Só algumas coisas se salvaram. As mais importantes, ou seja: exatamente aquelas que eu poderia carregar.
É, por fim, acabou sendo um bom sonho.



Escrito por Débora Bellentani às 02h58
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UM DIA NUBLADO

 

Gosto de dias como hoje, aonde a penumbra esconde momentos de intimidade entre as paredes.
Talvez dias nublados sejam reflexos dos momentos em que Deus descansa sob uma árvore para meditar e então, o Sol e a Lua aproveitam a brecha para namorar às escondidas.
E tudo fica assim, morno, para nós.
Vez em quando uma nuvem tenta fugir e desmascarar o Sol, mas Deus pigarreia em uma cumplicidade mágica e lá volta a invejosa a encobrir os enamorados.
Deus é complacente com os que verdadeiramente se amam!
Mesmo porque, nem sempre a vida permite certos encontros.
E não se pode desperdiçar amor.
Ah! Como sou feliz em dias assim!

 



Escrito por Débora Bellentani às 12h04
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Há muito tempo não venho até aqui.
No entanto, este é o meu lugar!
Sou de muitas palavras.
De textos longos, nem sempre arrebatadores.
Gosto de ouvir os pássaros, de melodias tênues, de canções de amor.
Minha beleza está na minha alma e isso é muito bom,
porque enquanto o meu corpo envelhece com o tempo,
o meu espírito se liberta das amarras para ser feliz.
Há um sonho em algum lugar.
Só preciso despertar do sono do passado
e perceber o quanto há por realizar.
Nunca é tarde.
Apenas tem a hora certa.
Apenas tem o tempo de Deus.



Escrito por Débora Bellentani às 14h31
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O dia em que o meu coração parou.

É preciso olhar para trás.
Mesmo que a paisagem não tenha sido das mais belas, elas estavam lá.
Ainda bem que, quando olho pelo retrovisor da vida só enxergo as coisas do meu coração. Coisas que eu, quando adolescente, achava ser o cúmulo da dor, do sofrimento.
Ah, como eu era ingênua!
A vida, em todo o seu percurso, foi me mostrando situações bem piores, com as quais e sobe surpeendentemente lidar e, hoje, não as enxergo com o mesmo olhar pesaroso de então.
Estou em busca dos meus dons, que se perderam em algum lugar entre os meus medos e as minhas lamentações.
Enquanto eu me queixava, envelhecia e, enquanto envelhecia, perdia a visão, a firmeza nas mãos, a habilidade dos dedos.. Agora fica mais difícil fazer coisas tão perfeitas como antigamente. O que muda é o amor e o carinho que coloco em cada peça.
Mas o que mudou em mim? Eu não sei!
Meu coração ainda acelera quando meu cérebro teima e me trai, trazendo aquela imagem dele indo embora para nunca mais voltar.
Toda vez que penso ter esquecido, a lembrança do cabelo raspado, da blusa branca maior que ele e do sorriso aberto enchem meus olhos de lágrima.
Era tudo o que eu imaginava sobre o amor! E foi tudo o que eu guardei durante toda uma vida, deixando para trás a oportunidade de enxergar o mundo como me apresentava e ser, simplesmente, feliz com o que tinha.
Dia após dia eu sentia aquela presença. Anos após anos eu acreditava que ele voltaria, mesmo quando todas as expectativas eram contra os meus sonhos e a realidade, um castigo.
Lá no fundo do meu coração eu acreditava piamente que ele pensava em mim, que se lembrava de nós e que um dia, viria me dizer o "eu te amo" que nunca disse.
À medida que fui envelhecendo, acreditei que tudo passaria. Que o sonho ora transformado em pesadelo me daria uma trégua e me permitiria seguir adiante.
Tantas coisas aconteceram, tantos dias se passaram, até que o destino nos colocou frente à frente, em uma dessas situações tristes que não gostamos de compartilhar. Daí para a frente, com espaço de anos, fomos nos esbarrando na estrada sinuosa do sobreviver.
Até que um dia meu coração parou de sentir.
Simplesmente passou a negar qualquer coisa que simbolizasse um gesto de amor. E mesmo tendo a chance e a oportunidade de ser feliz, eu continuei paralisada pelo medo de sentir dor, de sofrer outra vez, de voltar a me lamentar pelas coisas que não tive ao invés de aproveitar cada minuto do que se apresentasse em minha existência.
Vez em quando, as imagens da adolescência me vêm à mente e eu o vejo perfeitamente, como se o tempo tivesse parado ali. Ficou aquela sensação de que nada aconteceu depois daqueles dias, quando na verdade, nada mais é como antes.

Luto contra essas imagens e esses sentimentos porque não sei mais o que são. Fantasmas, talvez? É como se o passado nunca tivesse deixado de ser presente.
Assim, perturbada pelas lembranças, vou seguindo o meu destino.
Apesar de tudo, fica esta sensação de que sou feliz. Sim, porque a vida presenteou-me com filhos maravilhosos, com o gosto de realizar todas as coisas que sonhei para mim, com a grandeza de um teto e alimentos abençoados para sobreviver. Sou feliz quando olho o meu jardim, minhas plantas; quando colho alguma coisa da minha pequena horta; quando respiro fundo e uma sensação boa de dever cumprido me preenche a alma.
Só não consigo vencer esta melancolia. Esta falta de alguma coisa que não sei o que seja.
Um dia, talvez eu aprenda a amar novamente. Amar com a graça adolescente e a visão de mulher.
Por hoje, fico com a deliciosa sensação da liberdade de escolha.

 



Escrito por Débora Bellentani às 16h55
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Brilho poético

O céu é a tela dos poetas,

Aonde as estrelas brincam de Natal todas as noites

E a lua empresta encanto a essa festa

Mesmo em meio a tantos pisca-piscas.


Os pincéis dão ao sono mais profundo ,

Contornos de nuvens de algodão

Trazendo efeitos a este mundo

Só vistos por quem arrisca estar no chão


A chuva é água que mistura,

As cores que a vida nos destina

E palavras são enigmas decifrados

Que se transformam em milagres na retina.


Entre as obras mais bonitas que já fiz.

Muitas delas tem seu nome escondido

E falam em metáforas perfeitas

De um amor que jamais foi esquecido.


O céu é minha tela preferida

E as estrelas já conhecem meu segredo

Você é a pintura adormecida

E o escudo que afasta os meus medos.



Escrito por Débora Bellentani às 03h08
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NONSENSE: O SER QUE NUNCA É.

 

Você passou por mim tão rapidamente e achei que alguma emergência tinha acontecido. Eu o vi descer as escadas e fiquei ali, parada, sem saber muito bem o que fazer. Era tarde e o carro estava longe.

Esperei um pouco, respirei fundo e só então segui lentamente para o andar de baixo.
Detive-me ao quadro na parede, em homenagem a alguém especial. Li calmamente a mensagem abaixo dele e perdi-me em pensamentos.

Olhei lá fora e o vi conversando. Estranhamente não consegui sair do lugar. Você se foi, saiu a passos rápidos. E eu não sabia bem o que fazer.

As dores estavam me incomodando desde aquela manhã. Meu salto estava me incomodando naquele momento. Meu pescoço parecia uma engrenagem enferrujada. Lembro-me que sorri ao pensar sobre isso.

Vagarosamente comecei a subir a rua e via você ficando cada vez mais distante, distante, até sumir. Eu não conseguia andar mais rápido, por mais que desejasse. E, sinceramente, eu não desejava.

De repente eu me senti uma estranha na minha própria cidade. Os cenários que visualizava eram comuns durante o dia, mas, à noite, eles se transformavam em bucólicos. Olhar de poeta, eu sei!

O que percebi foi o quanto estava fazendo tudo errado. O quanto estava cometendo velhos erros. O quanto não havia aprendido nada com as lições da vida.

Somos seres humanos, repletos de sentimentos. É assim que enxergo as pessoas. É assim que eu quero que as pessoas me enxerguem, especialmente, as que me conhecem.

O que mais me deixa triste é o fato de eu não me importar... É o fato de eu simplesmente desejar ir para casa.E como é bom ter uma casa para ir. Por mais difícil que seja subir aquelas escadas.

Nonsense. Surreal. Eu no filme de mim mesma. Vendo uma história a qual já conheço o final. Eu, invisível, tentando participar de vidas às quais não me incluo.
 

Sim, eu me jogo diante da vida. Provoco. Incito. Quero ver reações. E por meio delas traço o caminho que percorro e projeto o futuro que me espera. Hoje, consigo ver claramente a luz no final do túnel. Muitas vezes, insisto só para ver no que dá. Mesmo sabendo o que me espera. E me machuco. Mesmo porque machucar faz parte do aprendizado, pois, cada vez que conseguimos curar uma ferida, mais especialistas nos tornamos em não deixarmos cicatrizes. E por incrível que pareça, são as cicatrizes que provocam as maiores dores, porque nos lembramos de como nos ferimos cada vez que olhamos para elas.

A noite estava especial. A lua entre as nuvens me fez contemplá-la e ela entendeu que senti inveja por não poder me esconder daquele jeito, por não poder ficar ofuscada e silenciosa diante do momento.

Eu queria ter palavras. Mas não as tinha. Eu queria dizer o que sentia. Mas não conseguia. Então, pedi ao meu coração que se calasse e deixasse o tempo fluir.

Fui para casa. Subi as escadas com dificuldade. Nada estava diferente. Absolutamente nada!

A mesma bagunça, a mesma sujeira, os mesmos móveis fora do lugar e a mesma parede pintada de branco esperando pela minha arte. Minha casa parece não seguir sem mim!

É bom saber que, mesmo dentro da tempestade, ficamos imunes no olho do furacão. É bom saber que, mesmo no caos, a ordem se estabelece. É bom saber que minha arte me conforta e que as palavras me preenchem.

Agora não resta mais nada. Meu coração está só. E ainda não sei como preencher este enorme vazio.

 



Escrito por Débora Bellentani às 16h49
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Às vezes a gente olha para o céu e pensa: que imensidão é essa! Que mistérios se escondem além do nosso entendimento? Como podemos acreditar que há um Deus e Seu Reino se não o vimos? Como podemos acreditar que há um lar entre a Terra e o Pai se nem mesmo somos capazes de identificar qualquer resquício Dele? Como podemos acreditar que os mortos voltam para fazer o bem e outros são incapazes de partir só para fazer o mal?

Com é possível alguém desejar para outra pessoa coisas tão ruins e com tanta força, que elas acabam acontecendo? Como se pode crer que se é capaz de tudo se o outro também acredita e os interesses de ambos são diferentes? Como isso não virar um tremendo e desgastante cabo de guerra?

Acredito na religião. Mas na religião cujo Deus é único e que nos orienta para o melhor caminho. Cujo Deus quer que amemos e respeitemos aqueles que conosco convivem. Um Deus que não precisa de orações decoradas ou qualquer tipo de oferenda, perfume ou luz. Mesmo porque Deus já é Luz.

E como pode alguém que acredita tanto nesse Deus, na vinda do Seu filho, no Espírito Santo que os unifica na Trindade, não conseguir sentir plena alegria no seu coração? Minha alma se alegra com o bem. Quando vejo uma pessoa sorrir para mim, ganho o dia. Quando vejo alguém praticar um gesto simples de gentileza, sinto orgulho de ser humana.

A força da minha fé me conduz e, não raras vezes Deus me mostra o melhor caminho de formas que me deixam enternecida. Ele é um Pai que conhece tão bem esta filha a ponto de amenizar ao máximo o meu sofrimento, para que eu resista, levante a cabeça e continue em frente. Ele não evita a minha tristeza. Mesmo porque sentimentos são inerentes ao ser humano. Sorrir e chorar representam dois lados de uma mesma moeda. Quantas vezes não sorrimos chorando e choramos sorrindo? Quantas vezes esboçamos um sorriso para não atrapalhar a felicidade do outro, mesmo desejando chorar por não ser quem faz parte dela? Quantas vezes deixamos as lágrimas falarem antes de abri um sorriso?

Ah, viver é mágico. Mesmo quando a batalha é árdua. Ou talvez porque ela assim o seja.
Quando olho para trás e revejo a história da minha vida, quando penso nos lugares pelos quais passei e onde estou hoje, sinto vontade de ajoelhar-me diante do Pai e dizer: obrigada Senhor.

Principalmente obrigada por não me fazer desistir dos meus sonhos.

E de repente, descubro que meus sonhos são sonhados sozinhos e assim o serão realizados. Ninguém sonha por nós. E nem realiza nada por nós. É preciso sair do casulo e ir à luta. É preciso mostrar e dizer sentimentos. É preciso acreditar na possibilidade. E se não der certo, tentar de novo e de novo e de novo.

Na verdade, Deus nos guia a seguirmos nossos instintos. E também nos mostra o momento de parar. E se não pararmos, ele nos breca! E nem sempre o freio de Deus é agradável. Mas é preciso aceitar.

Quando penso em Jesus, sempre me vem aquela imagem maravilhosa do livro Operação Cavalo de Tróia 1, ratificada com força total no livro A Cabana. Jesus ensina que não precisamos de palavras difíceis, nem textos complexos. Nem de atitudes complicadas ou sacrifícios desmedidos. Tudo o que precisamos é de amor.

Já notou como, quando duas pessoas se amam tudo fala por elas, inclusive o silêncio. Dizem que o amor está no coração. Outros, que está na alma. No entanto, ele está nos olhos. E o que são os olhos senão as janelas da alma?

Estou tentando resignar-me ao destino a mim traçado. Porque essa é a única maneira de descobrir que destino é esse.



Escrito por Débora Bellentani às 15h09
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Nasci Barcelona, longe do rio. Cresci com medo da represa de Itupararanga estourasse e inundasse tudo, cobrindo a cidade até a ponta da Matriz! Sou Sorocaba com sotaque italiano no sobrenome do meu pai. Escritora, misturo letrinhas de onde saem frases feitas e textos improváveis. Débora vem da minha bisavó. Quase fui Maria. Hoje sou do mundo. A vida me ensinou a sorrir! 



Escrito por Débora Bellentani às 22h09
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FEITO BAILARINA

Feito bailarina,
rodopio em mim mesma e salto para o infinito.
Voo.
O céu me pertence até que eu toque o chão,
leve como pluma.
Feito bailarina danço conforme a vida
e flutuo em mim.
De repente tenho asas.
Sou anjo. Sou fada.
Feito bailarina acordo com os pés doendo
e o coração nas nuvens.



Escrito por Débora Bellentani às 00h41
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A Arte de amar

A arte de amar consiste em juntar retalhos.
Uma metáfora que pode ajudar a entender nossos sentimentos, que, vez em quando, ficam um pouco confusos ou ofuscados pelas tantas oportunidades que a vida moderna nos proporciona.
Imagine se você fosse fazer uma colcha ou um tapete de retalhos.
Primeiramente, teria que desenhar um esquema para poder sequie e, com certeza, procuraria desenhar o mais bonito deles.
Depois, teria que escolher os retalhos que combinassem entre si e que pudessem dar à peça escolhida uma aparência, além de bonita, harmoniosa.
Então, entraria no primeiro processo de confecção, onde cortaria os pedaços conforme o tamanho dimensionado e os separaria de acordo com cada aplicação. Em seguida, seria o momento de cada um deles ser delicadamente alinhavado, e depois costurados um a um.
Tudo pronto, chegara a hora de se colorar um forro, costurando direito sobre direito e virar tudo para só então observar o resultado final.
Fio a fio, ponto a ponto, o conjunto seria a arte mais bela de se admirar.



Escrito por Débora Bellentani às 22h12
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VIRANDO O VERSO

Antagônica.
É isso que sou.
Nasci sob o signo de Touro.
Sou teimosa, sou forte.
Pés fincados no chão. 
Gosto da terra. 
De raízes. 
De relações duradouras. 
Do até que a morte os separe. 
No entanto, nasci poeta. 
E agora José? 
Desculpe-me Drummond, 
Mas tive novamente que plagiar você!

(Eu, Débora Bellentani, às 23h50, 13/08/2012).



Escrito por Débora Bellentani às 23h51
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Bem-te-ver

Ah! Eu vim te ver!
Vim te ver porque a vida vai e vai depressa.
Vim matar a saudade.
Deixar o perfume,
Levar o abraço.
Vim porque há flores no teu sorriso
Sabor nos teus beijos
E bondade no teu olhar.
Vim porque não importam os tropeços
O que importa é a mão que ampara.
Vim porque às vezes a gente comete erros
Mas capricha nos acertos.
Ah! Eu vim te ver!
Vim deixar a luz do meu sorriso iluminar o seu dia
E o silêncio da minha voz murmurar alegrias.
Ah! Eu vim buscar o teu semblante
E deixar o meu.
Porque nada é mais divino do que o amor
Bumerang que parte porque sabe que volta.

Criação: 29/-7/2012 - 21h44




Escrito por Débora Bellentani às 21h46
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Quando Deus me criou, antes de me mandar para cá, entregou em minhas mãos uma caixinha de letrinhas, sentou-me junto Dele e foi me ensinando a juntar palavras, as quais eu não entendia o significado. À medida que fui crescendo, já aqui na Terra, Ele deu um jeitinho de me mostrar cada uma delas e o que representavam na minha vida. Amor, fé, alegria, momentos, felicidade, lembranças, saudade, carinho, dons, filhos e obrigada foram as que mais vezes devo ter escrito.



Escrito por Débora Bellentani às 13h37
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POEMA DE UM DESEJO SÓ.

Fica o gosto.
Fica o cheiro.
Fica você em mim.
Tudo é sempre tão real.
Parece que é sempre assim.
Por isso me sinto tão eu
Mesmo que sejam lembranças.
É como ver a alma através dos olhos...
Todos os sentidos se entregam. 
E se parte com a gostosa sensação
De que não se foi.
Porque fica.
Porque está.
Porque é.



Escrito por Débora Bellentani às 00h04
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VAI FUUUUUNNNNDOO NEYMAR! MERGULHA NO GOL QUE ESSA É A SUA PRAIA!

 

Acho esporte, qualquer um deles, sensacional!
Admiro quem os pratique.
Mas, por favor, povo! As regras são claras: PRIMEIRO A GENTE COMPETE, DEPOIS A GENTE GANHA e DEPOIS A GENTE COMEMORA.
Meu time perdeu? Ótimo! Espero que ganhe na próxima, porque ele NÃO PAGA O MEU SALÁRIO!
Agora, não me ofende!
Não tripudeia o sucesso do outro!
Sou palmeirense com muito orgulho, desde que nem sabia o que significava Palmeiras - além de achar que eram os coqueiro que via nos parques.
Agora MEUS IRMÃO, meus BROTHER: não dá pra negar o talento do MENINO NEYMAR.
Um talento sem máscaras. Porque o cara é autêntico!

Tem mais é que driblar mesmo! Tem mais é que fazer firula! Tem o direito de fazer gracinha! Porque quando precisa, faz a diferença. E diferença, em campo, se chama GOL!
Vc gosta do Messi? Gosta do Cristiano Ronaldo? Eles SÃO FERA MANO?

Então vai morar na Europa e passar fome lá!
Porque Neymar é craque de todos os times, é brasileiro do Brasil! Tá rico pra car... Aqui dentro!
Não faz frescura pra jogar na Seleção! Não faz sucesso lá fora e cagada na Seleção.
Não é jogador de basquete nos EUA que se nega a defender o país!
Quer comprar uma camisa?
Compre a 11 do Santos, vista e saia por aí dizendo que você é o NEYMAR QUE FAZ A DIFERENÇA NESTE PAÍS.
Saco.
Acordei com a MACACA!
Putz, deculpa aí, povo!



Escrito por Débora Bellentani às 12h22
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FELIZ ANO VELHO.

Vou falar sobre Pedro Leonardo.
O Brasil é um país com mais ignorantes do que eu imaginei.
E não se trata só neste caso não!
A cada notícia postada, tem uma porção de imbecis confundindo as coisas e aproveitando para criticar a diferença no antendimento a RICOS e POBRES.
ACORDA Ô POVO IGNORANTE!
Sempre existiu a plebe e a realeaza. Uns nasceram para ser pobres e outros para serem ricos.
Quer mudar de classe? Vá à luta. E não pense que é fácil conseguir não!
Quase sempre custa extremamete caro: custa a saúde, a vida, a família, a solidão.
Quem tem oportunidade tem mais é que usar do melhor.
POVO INVEJOSO!
E todo esse melhor nem sempre significa FELICIDADE ou IMORTALIDADE.
O que se tem à fazer é deixar de ser IDIOTA e se politizar.
Eu disse POLITIZAR e não sair gritando o nome de partidos e políticos na porta daS EMPRESAS, porque da mesma forma que alguns têm DIREITOS outros têm, DEVERES.
Não é vergonhoso ver um filho de plantador de tomates que ralou para fazer sucesso ser tratado por um dos melhores hospitais do país. Acho até que seria muito mais caro ir para o Albert Einsten!
Vergonhoso é ver esse BANDO de ignorantes criticar a riqueza e o sucesso dos outros quando deveriam ESTAR DE OLHO na bandalheira política deste país, o qual não proporciona ao pobre um tratamento digno.
EU DISSE TRATAMENTO DIGNO!
Sim, porque essas bolsas-auxílio por aí são ESMOLAS GOVERNAMENTAIS vergonhosas.
Elas deveriam ter prazo de validade: até que as pessoas arrumassem um emprego. Aposto que mesmo assim haveria os esperitinhos que diblariam as regras para continua MAMANDO NA TETA DO GOVERNO!
CHEGA DE HIPOCRISIA.QUER MUDAR O PAÍS?
MUDE A SI MESMO.
VOTE DIREITO, NÃO ACEITE O EMPREGO PÚBLICO EM TROCA DE AJUDA EM CAMPANHAS. VOTE EM QUEM CONHECE COMO PESSOA, CIDADÃO E TRABALHADOR. EXAMINE OS COMPONENTES DAS CÚPULAS DOS PARTIDOS.
E tome cuidado para não ser tornar um número a favor deles no momento de candidatar-se a um cargo eleitoral.
SINTO MUITO, não dá mais para ficar passando a mão na cabeça das pessoas.
Infelizmente, elas só acordam quando houvem xingamentos. E SABE PARA QUÊ? Para procurar uma brecha, abrir um processo e ganhar dinheiro fácil.
FELIZ ANO NOVO.



Escrito por Débora Bellentani às 12h08
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VIAJANDO NO TEMPO


Fechei os olhos por um instante e de repente, me vi no pátio do colégio aonde estuva - o CEONC, em Sorocaba - com o meu uniforme ajustado ao corpo, mostrando curvas que eu não tinha. A calça cinza, o jaleco branco, os sapatos de amarrar...

Como eu era magrinha e aparentemente frágil!

Por um instante, desejei estar lá - se é que não estive!

Visualizei a cantina acesa, os tijolos à vista e o concreto da construção, o jardim próximo às escadas que desciam para os andares inferiores e, para as escadas que davam acesso ao andar superior. A escola ainda era jovem naquele tempo. Tinha apenas três anos. Exatamente os três anos que eu estava ali. Fiz parte da primeira turma do colegial do prédio novo!

Interessante ver-e ali, de pé, comendo a minha coxinha e tomando a coca-cola de garrafa que pedia quase que diariamente. A tia e a atendente da cantina até já sabiam quando eu chegava, o que pediria.

Do lado direito estavam as escadas, que eu chamava de arquibancada... Todas as noites, no intervalo, sentávamos ali para jogar conversa fora com os amigos, trocar olhares, paquerar e até, namorar um pouquinho - o que significava apenas ficar de mãos dadas ou, no máximo, com a cabeça encostada no ombro, ouvindo atentamente o papo da turma.

Estranho me "sentir ali" e viver exatamente aquele momento, daquele dia. Um dia no qual desci depois do intervalo - claro que com o consentimento da professora - para o lanche e para poder "respirar". Puro dejavu... Transportei-me ao passado de fato.

E desejei realmente voltar no tempo e estar ali, tendo a oportunidade consciente de corrigir tudo o que viria dali para a frente.

Eram meus últimos dias na escola. O ano: 1975.

Havia perdido alguns colegas em um pavoroso acidente de carro. Não tivemos formatura em razão disso. Todo dinheiro arrecadado foi para as famílias das vítimas.

Aquela garota triste e sozinha, "curtindo uma fossa" danada pelo namoro recém-terminado estava imensamente perdida.

Aquela garota que não sabia fazer outra coisa a não ser abedecer o que a família instituia, agir de forma correta, amar romanticamente, trabalhar para ajudar em casa e estudar muito, não entendia nada do mundo. De repente, eu saia do colégio e alguém dizia que eu tinha que fazer uma tal de Faculdade.

Eu não estava nem aí para isso!

Eu não sabia o que queria. Eu tinha apenas 17 anos, não tinha pai, minha mãe era uma pessoa difícil, sofrida e cuja preocupação maior eram duas coisas: que eu casasse bem e virgem e, que eu não me tornasse mãe solteira porque isso mancharia a reputação dela e da família.

Reputação. Nome. Honra. Honestidade. Palavras que permearam a minha infância e a minha juventude. Palavras fortes.

Fiz o que pude. Posso dizer que passei em 99% das provas aonde essas palavras se encaixavam durante quase toda a minha vida.

E ainda venho resistindo com elas, mesmo quando parte da sociedade atual faz piada com os que conservam a dignidade.

Estamos vivendo uma inversão de valores muito séria.

O que essa mesma sociedade não entende é que todas essas idéias são cíclicas. Que toda geração pressionada, como foi a nossa, gera uma geração libertina, que, por sua vez, gera uma geração conservadora.

O mundo é feito de revoluções e não de evolução.

Não evoluímos. Aprendemos e corrigimos, mas não evoluímos.

A evolução é coisa da alma, está além do mundo dos homens.

Desde que comecei a perceber o valor do tempo, desde que comecei a perceber que amadurecia, comecei a achar que não estava nesse mundo à toa. Que estava aqui para fazer a diferença. Só que nunca fui capaz de entender quando, como e onde. Nunca compreendi a minha facilidade de escrever, de falar e de me comunicar por intermédio da escrita. Apenas acreditava ser um dom divino. Mas para que?

Talvez seja para falar sobre mudanças. Talvez seja para falar de amor, de paz...

Talvez seja para repetir o que milhares já dizem mas poucos escutam: que tudo precisa mudar.

Que está na hora de mais uma revolução, só que, desta vez, uma revulução interior, aonde cada pessoa deva meditar sobre em qual momento da sua vida ela faz a diferença; em qual momento ela deixa de comentar, de apenas falar, de apenas postar, para realmente contribuir na grande mudança que o mundo precisa.

Quanto de gentileza uma pessoa pratica? Quanto de bondade ela doa no dia-adia e não apenas com o talão de cheque ou comendo um lanche no McDia Feliz?

Acho que estou aqui para fazer as pessoas pensarem menos nas teorias dos MBAs e mais na prática da sobrevivência.

Porque haverá um momento no qual precisaremos ceder um lugar, pedir um favor, obedecer uma fila, respeitar uma criança, um idoso, uma senhora, uma mãe, um deficiente, não porque somos excessão, mas porque faremos parte de um todo implorando por algo para comer e água para beber caso não mudemos nossa maneira de encarar o hoje.

Se não mudarmos o hoje não teremos futuro.

E de nada adiantará os investimentos milionários em teorias nihilistas.

Boas reflexões a todos. Vou fazer mais uma viagem no tempo e já volto!



Escrito por Débora Bellentani às 22h53
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VOAR, VOAR, SUBIR, SUBIR.

Quem não gosta de voar?

Uns voam de fato, outros voam de desejo, outros voam em e nos pensamentos.

Talvez Deus não nos tenha dado asas porque gostamos tanto de voar que congestionaríamos o céu!

Quando fechamos os olhos, voamos.

A sensação de ver tudo do alto, de poder mergulhar como as gaivotas, de poder dar um rasante na vegetação orvalhada, são coisas que invejamos dos pássaros.

Voar nos leva além de nós mesmos.

Pena quem nem todos possam fazê-lo.

Alguns por medo, outros por insegurança, outros por problemas alheios as suas vontades...

Como é bom ter um Pai repleto de sabedoria! Ele nos deu o poder da imaginação e teve a humildade de nos ensinar a criar - prerrogativa que um ser humano nem sempre abre mão!

E com essaa criatividade tiramos o pé do chão.

As asas? Ah! As asas ficaram com os anjos.



Escrito por Débora Bellentani às 11h07
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SUAVE EQUAÇÃO.


Nós mulheres somos mesmo uma equação. Embora eu acredite que sejamos mais um teorema, cuja estrutura precisa ser cuidadosamente estudada.

Somos introdução, hipótese e tese!

E como é difícil chegar a conclusão de quem somos, como pensamos ou qual a minúscula vírgula que atrapalhará toda a demonstração, provocando um resultado nem sempre agradável e muitas vezes confuso.

A matemática da mulher foi, durante muitos anos, ele + eu = nós, até que ela descobriu que poderia ser ao contrário: eu + ele = nós.

Com as mudanças de valores, onde as somas de 2 + 2 passaram a resultar 3 ou 5, deendendo da situação, essa matemática ficou muito atrapalhada - para não dizer bem difícil!

Três é quando alguém se divide na relação. Cinco é quando ninguém mais se entende nela.

Nessa complexibilidade, a mulher torna-se exímia em criar mais problemas do que solucioná-los.

Cabe a mulher dar o rumo a situação. Cabe a ela explicar que não sabe dividir o que é seu quando se trata do seu homem, mas que, pode dividir tudo o que tem quando se trata dos filhos ou de ajudar a quem precise de uma palavra amiga, de força, de afeto, de "mão na massa".

Contrapondo a tudo isso, as mulheres são mais frágeis (eu disse frágeis e não fracas), delicadas, românticas, suscetíveis.

As lágrimas são nossas amigas, nossas companheiras e, muitas vêzes, nossas aliadas.

Parecemos com os gatinhos que gostam de se aconchegar em quem amam, gostam de se esfregar levemente, de encaixar-se entre o peito e o pescoço esperando ser aquecidas pelo sentimento, ouvindo apenas o som do coração que bate acelerado: tum,tum...Tum-tum...Tum-tum...

Maestria.

Nascemos para reger uma orquestra de sons perfeitos e o mundo nos obrigou a deixar de se comer para alimentar um filho; deixar de dormir para ninar uma criança; deixar de se divertir para ensinar outras matemáticas menos complexas ao que vivem sobre o nosso teto. Encaramos tudo isso muitas vezes cansadas, esgotadas, às vezes vindas de duas ou três jornadas de trabalho e mesmo assim, encontramos tempo para brincar de cabaninha, contar histórias, cantar histórias.

Cansadas, muitas vezes fizemos sexo sem perceber que tudo acontecia, sem sentir prazer mas preocupadas em dar prazer... Dar, doar-se, estar e tão pouco ser.

Assim fomos seguindo nossos dias, sempre no salto alto, unhas feitas, pernas depiladas, cabelos impecáveis, prontas para o trabalho, prontas para ser esposas, amantes, namoradas.

Um dia podemos acordar achando que tudo isso precisa mudar e se fincamos pé na idéia, mudamos tudo!

Ficamos sozinhas, criamos os filhos, buscamos novos amores, quebramos a cara e aprendemos que a felicidade é feita de momentos. Mas principalmente, ela é feita de nós mesmas.

E essa é a tese final: nehuma mulher será feliz se não sentir-se amada, se não aprender a levantar, olhar no espelho e dizer: "hei, você aí do outro lado: EU TE AMO!"

Uma equação, um teorema, um tratado...

Chamem do que quiser. Desde que nos respeitem e nos amem pelo que somos.

Feliz 8 de Março.



Escrito por Débora Bellentani às 19h55
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Flores e espinhos

 

 

Em um belo dia ensolador, a flor de pétalas macias e cor deslumbrante apalpou o corpo e descobriu que tinha espinhos.

Assustada exclamou um "ai" e foi logo olhando sua aparência para conferir se não lhe faltava nada.

Encontrou, no cantinho de uma pétala um pequeno rasgo e histericamente começou a gritar.

Uma doce borboleta que passava pelas redondezas, ao ouvir o grito aproximou-se assutada e perguntu o que havia acontecido.

Ouviu silenciosamente as reclações da flor e as lamentações sobre o pequeno rasgo e, aproveitando uma brecha no choro copioso, disse:

- Ah, flor, como és supérflua! Como podes transformar a tua própria natureza em desgraça?
Como podes não aceitar o fato de que a tua beleza tem um preço?
Como podes reclamar dos espinhos se eles fazem parte de ti e, sem eles, serias arrebata do teu caule ainda em botão?
Como pode queixar-te de um pequeno corte, sem pensar que ele te deixará uma cicatriz para a qual olharás e lembrarás de não cometer o mesmo erro,
esfregando o corpo cujos espinhos serão parte de ti até o cair de tuas pétalas?
Pois eu vou dou duas escolhas: ou deixas a cicatriz para lembrar o passado e corrigi-lo no presente;
ou arrancas a pétala, sentes a dor horripilante da perda e convives com a mutilação do que achas mais belo e precioso em ti.

A flor não respondeu. Apenas olhou a borboleta e curvou-se para ela em sinal de respeito.

Alguns dias depois, uma criança passou perto dela, olhou atentamente para as suas pétalas, chamou a mãe e disse:

- Mamãe, mamãe, a flor está doente. O que podemos fazer por ela?

No que a mãe docemente respondeu:

- Vamos deixá-la viver o tempo que lhe for devido. E quando ela despetalar, você pode pegar a pétala machucada e guardar como lembrança.

- Lembrança de quê, mamãe?

- De como às vezes, apesar de todas as dores, precisamos ser fortes e cumprir o nosso destino.

A flor, emocionada, derramou uma lágrima em silêncio.

 

(Débora Bellentani - 01h29, do dia 21/02/2012.)



Escrito por Débora Bellentani às 01h35
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SEGREDOS DO MEU JARDIM.

Verde, gostaria de ser verde e emaranhar-me por entre as folhas dos jardins e dentro dele, poder conversar com as rosas e seus espinhos; com os cravos e toda a sua pompa; com as orquídeas, sempre em estado de fotografia.
Gostaria de conhecer os seus segredos, de perguntar ao bem-me-quer se ele tem quem lhe queira bem.
Perguntar ao cacto como ele suporta uma vida de espinhos.
Perguntar às primaveras porque florecem tanto no verão.
Instigar aos girassóis para que me contassem o segredo do seu dourado e às dálias os das suas cores tão fortes e arrebatodoras.
Aos monsenhores, perguntaria se eles têm fé. Às violetas porque nem sempre são violetas.
Finalmente eu subiria no grande carvalho e perguntaria se ele gostava de ficar ali, fazendo sombra no quintal.
Sei que ele me responderia:
- Claro que sim! Daqui aprecio o jardim e a paisagem além dele, concluindo, à cada dia, a importância da mistura de tantos tons diferentes na natureza: Deus está ensinando aos homens que quanto mais se misturam cores diferentes, melhor fica o quadro que se pinta. E quanto à você, não precisa ser verde para estar aqui. Sua presença é parte dessa imensa obra-de-arte e sua cor, um complemento.



Escrito por Débora Bellentani às 23h06
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"Dá licença medo, minha felicidade quer passar!"


Dá licença medo, este lugar está ocupado!
Aqui dentro do meu peito não cabe mais dor
Agora sou parceira da felicidade.

Da licença medo, não há vagas
Todos os espaços do meu coração bateram asas
E o amor superou todas as vaidades.

Dá licença medo, chegou atrasado,
A alegria já expulsou a saudade
E a beleza veio fazer festa.

Dá licença medo.
Vou desfilar meu sorriso na avenida
Estou cansada do seu carvanal.

Dá licença medo, sai daqui.
Sou eu que mando na minha vida.
Sou eu que faço o meu final.

Débora Bellentani - 12/02/2012 - 23h07



Escrito por Débora Bellentani às 23h07
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I tried to translate through Google Translator. I hope to give to friends around the world understand.

 

MONA LISA'S SMILE

Both take issue with Mona Lisa and her smile. Both are questions about a work that, if we look coldly is just a picture ...

Perhaps the myth behind the image so why fame and admiration.

Some say it's own Da Vinci and others, be a man, his mistress; some, the great love of the artist, still others of noble women of the time ... It is the mystery that causes so much success: everyone wants to know what's behind the smile of Mona Lisa.

For me, Da Vinci was a man too smart and very witty, ahead of its time. So ahead of his time who left purposely an intriguing work. Who knows if his head had not passed the idea of ​​"I'll play a lot with people trying to guess what this means and enigmatic smile who is this picture?"

If we look, there's a smile on the Mona Lisa sometimes mocking, sometimes malicious, sometimes provocative, sometimes cynical, sometimes understated, sometimes distracting. Depending on the mood of one who sees the big picture, you can get a deduction different.

Scientists and researchers have studied both the work and gave many explanations logical that if the intention of the artist was having fun, he succeeded.
Important to know because I do not know who was the model, why the picture ... What matters is how Mona Lisa changed the concept of fine arts, especially painting on canvas - but painting art in general.
But I am not an art critic and not that the reason for my interest to mention Mona Lisa.
It was yes, her smile, which inspired me to write the blog again, raising part of me that wants to run away from what really is: an artist. An artist without a label, because I do a bit of everything.
I have a certain ease of writing and perhaps I will highlight it, but I am an apprentice in the world of letters.
Well, back to the smile, if I were in her place, that would be my smile "look at the world." Notice I said "look" and not "see" different acts deeply: I see the world the way I want, but look, not because they look means to see the stark reality and face the facts it contains.
I can see color or black and white. However, looking at means to accept all colors and all the pain, helpless in the face of what you see.
SEE I believe that we can compare with the passion and look with love, because when we love what we love, but when we truly love, no matter the reality we see. Sounds complex, but it is not.
At work, for example, we sometimes see things from our angle and judge according to our perception. However, if we try to change the LOOK SEE by, we can discover the truth hidden in what we painted a picture as imperfect and make changes to improve that image. That is, where we saw a problem to look and see a solution.
So, before you do anything in his life, before taking any decision or make any judgments, try LOOK FOR MONA LISA - introspective, moderator and conclusive.

Thousand kisses, and I'm back, seeing my life through the eyes of Mona Lisa.



Escrito por Débora Bellentani às 02h39
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O SORRISO DE MONA LISA

Tanto se questiona sobre Mona Lisa e seu sorriso. Tanto se questiona sobr uma obra que, se analisarmos friamente é apenas um retrato...

Talvez seja o mito por trás da imagem o motivo de tanta fama, de tanta admiração.

Uns dizem ser o próprio Da Vinci; outros, ser um homem, amante dele; alguns, o grande amor do artista; outros ainda, mulheres de nobres da época... É o mistério que provoca tanta sucesso: todos querem saber o que há por trás do sorriso de Mona Lisa.

Para mim, Da Vinci era um homem inteligente demais e muito espirituoso, além do seu tempo. Tão além do seu tempo que deixou, propositalmente uma obra intrigante. Quem garante que na cabeça dele não passasse a idéia de "vou me divertir muito com as pessoas tentando adivinhar o que significa este sorriso enigmático e de quem é este retrato"?

Se prestarmos atenção, há na Mona Lisa um sorriso ora zombeteiro, ora malicioso, ora provocador, ora cínico, ora despretencioso, ora dispersivo. Dependendo do estado de espírito de quem vê o quadro, pode-se chegar a uma dedução diferente.

Os cientistas e pesquisadores já estudaram tanto a obra e deram tantas explicações lógicas que, se o intuito do artista era divertir-se, ele conseguiu.
Não sei porque importa saber quem foi a modelo, qual o motivo do quadro... O que importa é o quanto Mona Lisa mudou o conceito das artes plásticas, em especial, da pintura em tela - senão da pintura artística em geral.
Mas, não sou crítica de arte e não esse o motivo do meu interesse por citar Mona Lisa.
Foi sim, o sorriso dela, que inspirou-me a escrever novamente no blog, ressuscitando parte de mim que deseja fugir daquilo que realmente é: uma artista. Uma artista sem rótulos, porque faço de tudo um pouco.
Tenho uma certa facilidade de escrever e talvez me destaque nisso, mas, sou aprendiz no mundo das letras.
Bem, voltando ao sorriso, se eu estivesse no lugar dela, aquele seria o meu sorriso de "olhar o mundo". Notem que eu disse "olhar" e não "ver", atos diferenciados profundamente: posso ver o mundo do jeito que eu quiser, mas olhar, não, porque olhar significa ver a realidade nua e crua e encarar os fatos nela existentes.
Eu posso ver colorido ou em preto e branco. No entanto, olhar implica em aceitar todas as cores e todas as dores, impotente diante do que se vê.
Acredito que podemos comparar VER com a paixão e olhar, com o AMOR, porque quando apaixonados amamos o que vemos, mas quando amamos de verdade, não importa a realidade que enxergamos. Parece complexo, mas não é.
No trabalho, por exemplo: às vezes vemos as coisas pelo nosso ângulo e julgamos conforme nossa percepção. No entanto, se tentarmos trocar o VER pelo OLHAR, podemos descobrir a verdade escondida naquilo que pintávamos como um quadro imperfeito e fazermos mudanças para melhorar aquela imagem. Ou seja: onde víamos um problema passamos a olhar e enxergar, uma solução.
Assim, antes de fazer qualquer coisa na sua vida, antes de tomar qualquer decisão, ou fazer qualquer julgamento, experimente o OLHAR DE MONA LISA - introspectivo, moderador e conclusivo.

Mil beijos e, estou de volta, enxergando a minha vida pelo OLHAR DE MONA LISA.



Escrito por Débora Bellentani às 17h52
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Às vezes precisamos afastar algumas pessoas para que elas não sofram conosco. Parece loucura, mas, isso é amizade.



Escrito por Débora Bellentani às 11h25
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Um dia o tempo conjugou o verbo amar e eu, primeira pessoa, encontrei você, segunda pessoa.
Juntos transformamos o que era singular em primeira pessoa do plural.
Tudo era tão gramaticalmente correto que, mesmo depois de separados,
ainda somos pretérito perfeito.

(Débora Bellentani -12/05/2011 - 20h36).



Escrito por Débora Bellentani às 20h36
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Sabe porque SAUDADE não tem plural? Porque já é difícil o bastante senti-la no singular.


Escrito por Débora Bellentani às 14h46
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A VIDA FORA DE MIM

"Estranho como, às vezes, tenho a sensação de estar vivendo o avesso de mim mesma"

Perdi a conta de quantas vezes agi contra tudo o que acredito, tomei decisões que não aprovo, disse palavras que não entendo, preguei conceitos que não defendo, ensinei coisas que não me convencem.
Vesti roupas que não me faziam sentir bem, usei sapatos que me apertavam os pés só por achar bonitos, escrevi frases as quais achava ridículas, aceitei trabalhos os quais não condiziam com os meus valores
Assim agindo, permiti que o mundo conhecesse o avesso de mim e confesso que não gostei do que vi!

Hoje, mais leve, menos cobradora, mais vibrante, sorriso aberto, energia a toda, sinto-me um pouco mais completa.
A metade de mim mesma, perdida em algum lugar no túnel do tempo, encontrou a parte que faltava e eu preciso aproveitar esse encontro para ser feliz.
Sim, feliz, porque não sabemos o tempo que nos resta e seria um absurdo deixar para amanhã a beleza desenhada de hoje
O meu lado escritora está inquieto, querendo contar histórias, querendo falar de amor, desejando explicar o quanto o coração mexe com a alma do poeta a ponto de determinar onde, como, quando e porque devem iniciar-se os seus versos.
Ah, amar e não amar. Ser ou não ser. Não há diferença!
Porque amar é ser. E ser é amar
Ser amado é consequência.

O estranho bumerangue do amor parte das nossas mãos e volta trazendo mais sentimento.
Quanto mais o jogamos, mais ele devolve essa sensação de leveza, de nuvem sob os pés, de alegria inexplicável, de paixão infinita.
Todo o nosso corpo conspira – assim como o universo – para que a felicidade seja consumada.
Gosto desse novo eu, visto pelo direito. Sem as costuras. Sem as arestas. Sem os arremates.
Fica um certo segredo no ar. E segredo é o tempero de cada um.
O mistério ainda fascina e incita a imaginação.
Que assim seja.



Escrito por Débora Bellentani às 22h06
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Já.

Já sonhei todos os sonhos que queria sonhar em minha vida;
Já realizei quase todas as coisas que queria realizar em minha vida;
Já fiz quase todas as viagens que queria fazer em minha vida;
Já amei tanto quanto podia amar na minha vida;
Já tive tantos amigos quanto queria ter na minha vida;
Já pintei todos os quadros que queria pintar na minha vida;
Já chorei todas as lágrimas que tinha que chorar na minha vida;
Já busquei todas as respostas que queria buscar na minha vida;
Já escrevi quase todas as poesias que queria escrever na minha vida;
Já tive tantos filhos quanto desejei ter na minha vida;
Já fui amada tanto quanto quis ser na minha vida;
Já conheci a efemeridade da fama tanto quanto não desejava em minha vida;
Já perdoei além do que pensava perdoar em minha vida;
Já senti dor mais do que pensava sentir em minha vida;
Já sorri tanto e quanto ainda quero sorrir em minha vida;
Já provoquei sorrisos que nunca pensei provocar em minha vida;
Já falei de amor além do que podia em minha vida;
Já senti saudade muito mais do que queria;
Já sorri, já pedi socorro, já falei dormindo, já troquei nome dos filhos;
Já passei dos 50, já tive medo do escuro, já me encolhi por causa de uma trovoada;
Já tive vontade de voltar no tempo;
Já senti medo da morte.
Já fiz quase tudo de bom nessa minha vida...
Já dei todos os abraços que queria dar em minha vida...
Só ainda me faz falta, aquele beijo de despedida.



Escrito por Débora Bellentani às 19h48
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DIGNIDADE X ORGULHO

A dignidade faz parte da saúde do ser humano.
Sua ausência afeta àqueles que a possuem em sua formação pessoal.
Algumas pessoas confundem dignidade com orgulho, no entanto, eles são sentimentos diferentes.
O orgulho leva pessoas a não fazerem coisas por birra, por fazerem necessárias a manutenção das suas opiniões e, muitas vezes, traz mais prejuízos materiais do que pessoais. Nada que um pedido de desculpas ou um esclarecimento, ou uma conversa, possam mudar o rumo da situação.
A dignidade diz respeito ao caráter, a formação moral, ao aprendizado adquirido sobre certo e errado, à ética, às convicções pessoais, ao que nos é caro e importante para sermos felizes.
Viver de migalhas, de sobras, do que os outros nos reservam a seu tempo e de acordo com as suas necessidades é um ultraje ao conceito pessoal de dignidade.
Implorar por atenção, amor, carinho, afeto, presenças, bons sentimentos faz com que a dignidade seja afetada e, consequentemente, nos sintamos mal, abandonados, desprezados, sozinhos, ao léu... Isso acaba trazendo depressão profunda, dor, e doenças.
Em nome da dignidade, precisamos afastar aos que não nos querem por perto, orar por eles e pedir a Deus que nos ilumine para que compreendamos o nosso lugar, valorizando aos que estão ao nosso redor, aos que realmente fazem-se presentes em nossas vidas no dia-a-dia, sempre prontos a nos ajudar, independentemente de qualquer coisa, de qualquer situação, de qualquer condição. Valorizar os que nos cercam, nos respeitam e nos ajudam nesta longa caminhada onde somos apenas peregrinos em busca de uma espiritualidade cada vez maior, mais intensa, para que possamos ter paz.
Todo aquele que não têm a quem fazer uma oração, não consegue encontrar a tranquilidade necessária para seguir em frente. É preciso agradecer, sempre, pelas coisas boas e pelas ruins: as boas nos trazem a felicidade e as ruins nos trazem uma lição, um aprendizado.
Pequenas mágoas, orgulho ferido, raiva, ódio, manifestações de violência, ferem a nossa alma e abrem, literalmente, buracos em nossos corpos. Basta vermos quantos casos de úlceras, gastrites, problemas respiratórios e cânceres proliferam pelo mundo. Estamos deixando de respirar aliviados, de perdoar e pedir perdão. Cada dia mais "engolimos" situações difíceis e constrangedoras para manter nossos empregos, nossos relacionamentos, nossas pseudas amizades.
Para curar a nossa alma, precisamos respeitar a nós mesmos e não permitir, nunca, que a nossa dignidade seja afetada.
O remédio está em valorizar-se e acreditar nos próprios valores, os quais nos conduzem às boas ações.
A famosa frase "respeito é bom e eu gosto" é um forte argumento para começarmos a prestar atenção em nós mesmos.

Débora Bellentani
Escritora, publicitária e jornalista.



Escrito por Débora Bellentani às 11h16
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Meu Brasil atrapalhado

(poema de Djalma de Andrade)

A gente fala, protesta:
- Nesta terra nada presta,
O povo é lerdo , indolente...
É a farra, ninguém trabalha
A peste a pátria amortalha
Sob o sol rude, inclemente...

A lei é mito, pilhéria...

Ninguém liga a coisa séria,
Não há remédio , é da raça...
A vida se desbarata:
O pinho, a cuíca, a mulata,
O amarelão, a cachaça...

A gente murmura, fala,

Velhos defeitos, propala
Em língua rude e vil:
É a terra pior do mundo!
Mas no fundo, bem no fundo
Quanto amor pelo Brasil!

Tudo da boca pra fora!

Porque cá dentro ele mora,
Cá dentro a gente o sente...
Meu Brasil atrapalhado,
Meu Brasil confuso e errado,
Você vê que o povo mente.

Você vê que a gente grita,

Mas vê também que é infinita
Esta paixão por você...
Se a bandeira se levanta,
Lá vem o nó na garganta ,
E você sabe porquê...

Você sabe e não se importa,

A nossa injúria suporta,
E o nosso labéu também...
Deixe que xingue, que bata,
A gente fere e maltrata,
Quase sempre a quem quer bem.

Meu Brasil, aqui baixinho,

Ouça, sou todo carinho,
E a minha alma você vê...
Qualquer perigo que corra,
Se for preciso que eu morra
Eu morrerei por você.


Escrito por Débora Bellentani às 12h31
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SUGESTÃO DE FILME!

Se você ainda não assistiu, esta é a hora: PONTE PARA TERABÍTIA.Um filme cuja profundidade da mensagem emociona e nos ensina a acreditar no poder da imaginação. Bom para quem deseja conhecer o mundo dos escritores, inclusive, dos poetas. Filme de 2007, dos criadoers de As crônicas de Nárnia. Aventure-se!



Escrito por Débora Bellentani às 11h29
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E AGORA BELLENTANI?

 

Faz tempo que estou aqui, parada na frente do computador, tomando a decisão de escrever.

Hoje, particularmente, estou extremamente triste e angustiada...

Parece que me falta alguma coisa que eu sei o que é, mas não quero admitir...

Alguns pensamentos me atormentam e tenho que me conformar com o que eles representam.

Tenho alguns exames para fazer e talvez, precise tirar um pequeno nódulo da cabeça... Vai ver que é esse nódulo que me deixa assim, tão maluquinha! Quem sabe não estava lá no fundo, escondido por muitos anos e agora, resolver sair e assim, me devolver o juízo?

Um amigo me diz que minha maquiagem emocional é forte... Mas sabe, acredito mais que eu sou forte. Sempre fui... E orgulhosa também... Na verdade essa mania de não querer atrapalhar a felicidade dos outros levou a minha embora...

Mas que se dane! Felicidade é algo que se conquista todos os dias: não dura para sempre. A paz e tranqüilidade, sim, acabam entrando na nossa rotina e achamos, dessa forma, que somos felizes... Muitas vezes, felicidade é assumir riscos, perder, viver momentos intensos... É ter lembranças boas, muitas delas e, compartilhar a alegria... Se felicidade for alegria, essa eu tenho de sobra!...

Felicidade está em nós mesmos, nunca em outra pessoa...

Assim como a tristeza...

É apenas uma questão de escolha.

Gosto da citação de Stephen King:  Monstros existem e fantasmas também. Vivem dentro de nós e, às vezes, eles vencem.

Quando escrevi Max, descobri que eu tinha um lado vingativo e perigoso. Também descobri que, adormecida dentro de mim existia alguém capaz de matar - a diferença entre fazer isso e escrever, estava no fato de que eu resolvi escrever. Passei tantos sentimentos naquele livro que muitos acham ser uma história real. Em parte é, porque usei algumas situações que ouvi ou vivi para colocar meus personagens nelas.

Sabiam que, sou pioneira no cinema 3D em Sorocaba? – rindo aqui.

 Meu livro foi escrito em 1990, publicado em 2000 e eu já dizia nele, que a cidade tinha um cinema com exibição em 3D e que era o Pedutti (quem é antigo da cidade vai lembrar!).

Bem, o cinema já não existe, mas a tecnologia... Quanta diferença! (também quem é antigo na propaganda vai entender este plágio!)

Onde será que foi parar a minha imensa capacidade de escrever, de dizer coisas bonitas sobre o amor?

Será mesmo que as minhas palavras tiveram sempre um nome ou endereço? Eu sou do tipo de poeta que precisa estar apaixonada para escrever coisas de amor... Às vezes busco velhos amores para me inspirar... Só que o tempo é cruel e vai apagando lembranças... E poeta sem lembranças é um poeta morto.

Quem sabe um dia, depois que eu partir, fique famosa e vocês possam mostrar às pessoas escritos como este, que desvendam o outro lado da Débora sempre sorrindo, sempre amável, incapaz de discutir ou de participar de uma baixaria (não que eu não tenha tido vontade de "rodar a baiana” algumas vezes!)... Um lado reflexivo, responsável e muito consciente de quem sou, do que faço, e do que deixei de fazer.

Está difícil me adaptar à nova vida...

Eu troquei a pressa de chegar em casa para aproveitar o sol e pegar uma cor, pela pressa por recolher as roupas do varal. Troquei o ato de produzir, de criar, de fazer trabalhos free lancers pelas louças, roupas para passar, lavar, casa por limpar, horários de alimentação que nunca cumpro porque estou perdida em um mundo a que nunca pertenci de fato. E por mais que eu tente não me acostumo com ele!

Meus varias lotam de roupas que mostram os anos: as fraldas e peças tão pequeninas deram lugar a imensas jaquetas, camisetas, calças jeans, crescendo proporcionalmente à medida que o tempo passa.

Só as minhas roupas permaneceram iguais até que a maturidade chegou e o corpo cobrou o preço pelos anos que se vão adiantando.

Sempre, quando recolho as roupas, penso no que me transformei: agora, colho prendedores no varal da vida. Amontoo sonhos e junto planos em um canto qualquer, alguns pendurados em cadeiras, outros dobrados sobre o sofá. Minha casa está uma bagunça: ambas as casas. A que me acolhe e a que está dentro de mim.

E o pior de tudo: se eu não colocar ambas em ordem, acabarei na mais completa solidão!



Escrito por Débora Bellentani às 08h10
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(Text in Portuguese an English)

E O BRASIL VOLTA PARA CASA. PARA CASA?

Uma seleção formada, basicamente e tecnicamente, por jogadores estrangeiros. Uma seleção repleta de craques sem muita gana para vencer, acostumados a tantos títulos que se acham imbatíveis! Se assim não fosse, lá estariam os "Meninos da Vila"!
Como sempre, uma seleção política e formada conforme o gosto do técnico e não pelos talendo genuinamente brasileiros. Para mim, parecia que somente o Robinho levava a paixão da Taça no peito! Mas, uma andorinha não faz verão. É preciso amar a Pátria, viver e lutar por ela desde o primeiro minuto da primeira partida. Desejar a taça com a alma e depois, fazer arte com os pés.
No entanto, amigos torcedores, não temos porque entristecer, afinal, o Brasil é o PAÍS DO FUTEBOL...
...
E não O futebol.
SOMOS MUITO MAIS QUE ISSO. Somos maiores do que aquele pés em campo! Jogamos todos os dias, partidas decisivas. Driblamos nossas crises externas e internas e emplacamos muitos goles até o final da nossa partida diária.
Lutamos de verdade, a toda hora e olha que não ganhamos milhões por mês! Por mais que soframos pressões psicológicas, continuamos na jogada! E vencemos.
Não temos dinheiro para o analista, sei lá se temos psicanálise no SUS... Mesmo sabendo que o índice de tensão é um dos maiores problemas no país, ninguém dá a mínima para nós! Não temos 500 reais para um consulta, que não tem retorno e funciona bem se for semanal, durante meses... O que isso tem a ver com sair da Copa?
Nada. Afinal, os participantes da disputa saem com, no mínimo, R$ 300 mil no bolso, o que, sem dúvida, daria, também, para encher o bolso de muitos psicanalistas. Mas será que eles precisam disso?
Acho que não: amanhã eles voltam para os SEUS países, para os SEUS clubes e a vida recomeça com um sorriso nos lábios e fortunas mensais.
As lágrimas ficam para nós, reles mortais, que vestimos o corpo, as casas e ruas de verde-amarelo esperança, o coração de paixão, gastando nossos gritos, nossos fôlegos e nosso dinheiro suado para torcer pelo Brasil.
Podem ir para SUAS casas jogadores da seleção.
Porque embora vocês saiam de campo, nós continuamos aqui torcendo pelo Brasil. Um Brasil que é bem mais do que Carnaval, Festa Junina, Futebol e desculpas para beber e comer demais em dia de festa!
SOMOS UM PAÍS DE GARRA.
QUE TAL TORCERMOS POR GANA?
PELO MENOS ELES TÊM, NO NOME, ALGO QUE FALTOU, PARA NÓS, EM CAMPO.

(Versão IN ENGLISH, pelo Google translation, abaixo)

BRAZIL AND BACK HOME. HOME?

A team made up basically and technically, for foreign players. A team full of superstars without much hunger to win, accustomed to so many titles who are unbeatable! Otherwise, there would be "Boys of the Village"!
As always, a selection policy and formed as the taste of the coach and not by talendo genuinely Brazilian. For me, it seemed only Robinho took the passion Cup chest! But one swallow does not make a summer. You must love the motherland and live and fight for it from the first minute of the first game.
Want to bowl with the soul and then make art with their feet.
However, friends, fans, we are not sad because, after all, Brazil is the country of soccer ...
... And not THE football.
WE ARE MUCH MORE THAN THAT. We are bigger than the one foot on the field! We play every day, decisive matches.
Circumvented our internal and external crisis and spawned many drafts until the final day of our departure.
We fight for truth, the whole time and it looks that do not earn millions a month! For us to suffer more psychological pressures, we still move!
And we won.
We can not afford the analyst, who knows if we psychoanalysis in S.U.S ... Even though the rate of strain is a major problem in the country, nobody gives a damn about us! We have R$ 500 for a consultation, which has no return and it works well if weekly, for months ...
What does this have to do with leaving the World Cup?
Nothing. After all, participants of the contest come out with at least R$ 300.000 in his pocket, which undoubtedly would fill the pockets  too of many psychoanalysts.
But do they need it?
I think not: tomorrow they go back to THEIR countries for THEIR clubs and life resumes with a smile and fortunes monthly.
The tears are for us mere mortals who wear the body, the houses and streets of yellow-green hope, the heart of passion, spending our cries, our breaths and our hard earned money to cheer for Brazil.
They can GO HOME team players.
For though you leave the field, we are still here cheering for Brazil.
A Brazil that is more than Carnival, June Festival, Football and excuses for drinking and eating too much on a holiday!
WE ARE A COUNTRY OF GRAB.
TO TAL support Ghana?
AT LEAST THEY HAVE, NO NAME, something missing, TO US IN FIELD.



Escrito por Débora Bellentani às 13h55
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PERFECT


Perfect, is to lie down and gaze at the stars next to who you love, without compromise;

Perfect is looking into the eyes and discover that, deep down, there is a feeling that will be eternal;

Perfect is hearing an old song and dance in time, embracing the void, and still feel full;
Perfect is not having to say almost anything!
Perfect know that there is an "I love you" in the heart beating so hard that muffles the sound of words.
Perfect is to give first and last name to a feeling, even though the distance seems infinite.
Perfect is able to feel the fragrance without the owner's smell around ...
Perfect is coming along. Only together.
Perfect is not the time or forget to care for them because the presence is a link between past and present.

Perfect is to feel young next to someone, forgetting that the years have traveled away for so long!
Perfect thing to remember every detail, every expression, noting that nothing has changed.
Perfect is wanting to carry out the wishes and hold on behalf of something stronger than him...

Perfect is a night of love, wine, lap, cuddle and sleep in peace before the start.
Sunrise is perfect cuddling after so many years and noted that the beauty of remains before the beauty of now, even after so long.
Perfect is there in pairs.
Perfect is feeling the love blooming even when all the beautiful things that were faded over the years - but remained flowers!
Perfect is how I can say it all for you, without fear of being happy.


(Debora Bellentani - May 17, 2010 - 19h41 - Straight from the Living Room) - TRANSLATION BY GOOGLE



Escrito por Débora Bellentani às 17h47
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Perfeito

Perfeito, é deitar no chão e olhar as estrelas ao lado de quem se ama, sem compromisso;
Perfeito é olhar nos olhos e descobrir que, lá no fundo, existe um sentimento que será eterno;
Perfeito é ouvir uma música antiga e dançar com o tempo,
abraçando o vazio e, mesmo assim, sentir-se completo;
Perfeito é não precisar dizer quase nada!
Perfeito é saber que há um "eu te amo" batendo tão forte no coração que abafa o som das palavras.
Perfeito é dar nome e sobrenome a um sentimento, mesmo que a distância pareça infinita.
Perfeito é conseguir sentir o perfume sem ter o dono do cheiro por perto...
Perfeito é estar junto. Apenas juntos.
Perfeito é esquecer das horas ou não se importar com elas porque a presença é um elo entre o passado e o presente.
Perfeito é sentir-se jovem ao lado de alguém, esquecendo-se que os anos viajaram para longe há tanto tempo!
Perfeito é lembrar cada detalhe, cada expressão, notando que nada mudou.
Perfeito é querer realizar os desejos e segurar-se em nome de algo mais forte do que ele...
Perfeito é uma noite de amor, vinho, colo, aconchego e um sono de paz antes do recomeçar.
Perfeito é amanhecer abraçadinho depois de tantos anos e notar que a beleza de antes continua sendo a beleza de agora, mesmo depois de tanto tempo.
Perfeito é existir em pares.
Perfeito é sentir o amor florescendo mesmo quando todas as coisas que antes eram belas murcharam com o passar dos anos - mas continuaram sendo flores!
Perfeito é saber que eu posso dizer tudo isso para você, sem medo de ser feliz.

(Débora Bellentani - 17 de maio de 2010 - 19h41 - Direto da Sala de Estar)



Escrito por Débora Bellentani às 19h45
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Primaveras de vida

Cá estou eu prestes a comemorar mais uma primavera, embora a minha seja tão próxima do inverno!
Quando se é poetisa, o foco do mundo torna-se um pouco diferente - para não dizer muito - e nos dispersamos entre o sonho e a realidade, presos a verosimilhança entre os dois mundos.
Sempre me pergunto onde comecei a sonhar e onde percebi a realidade. Ou onde vivi a realidade e passei a sonhar.
De repente, a consciência bate, a maturidade chega e você percebe que o Príncipe Encantado nunca mais irá voltar porque perdeu-se no caminho, encontrou outra Cinderela, casou-se com ela e é feliz. Percebe que sua espera foi inútil porque toma consciência de que até mesmo na floresta da Chapeuzinho Vermelho havia um Lobo Mau e que nem sempre os caçadores chegam a tempo.
Em um lapso de tempo relembra a avó prevenindo de que não existe amizade entre um homem e uma mulher; de que um homem casado nunca abandona a esposa pela outra; de que a virgindade é um tesouro porque é sua escolha mandar no seu corpo, assim como é um desafio à sua personalidade - um risco que você tem o direito de afastar ou correr, mas precisa saber que seja qual for a decisão, tem um preço. Talvez seja a primeira experiência a nos mostrar que tudo tem um preço.
Nessa altura da minha vida, nem sei mais se sou poetisa!
Talvez seja mais uma cronista apaixonada, uma brincalhona com as palavras, sentindo a brisa do balanço das frases a embalar a mente, desejando subir cada vez mais malto: -"Empurra mais!Empurra mais alto"... Quando se é criança não se tem medo de que a corda arrebente, que a tábua solte, que o quadril escorregue... Como o poeta é uma eterna criança, ele não teme o vôo entre as letras ou os riscos das rimas perdidas, dos versos certeiros que irão apaixonar ou destruir corações.
Fecho os olhos e me vejo em uma praia deserta, sentindo a brisa do mar, ouvindo o barulho das ondas quebrando forte e das gaivotas brincando com o vento enquanto mergulham para o nada. Incrível como a praia me traz de volta o sentimento mais nobre da minha vida! Como me faz sentir viva, cheia de esperança... Meus pés descalços na areia, o cabelo esvoaçante, a túnica transparente e o clima ameno das manhãs de outono despertam-me sensações as quais nunca vivi e que , no entanto, parecem tão reais.
Neste aniversário, dou-me o presente de perceber que podemos ter dois amores apenas em nossas vidas: o primeiro, ingênuo e eterno amor da juventude e o amor maduro que conhecemos na hora certa mas no tempo errado e do qual abdicamos por razões as quais não podemos explicar.
Às vezes, até eu me confundo entre os mundos que vivo, misturando tanto as coisas que fico parada, sem ação, diante da vida real.
Muitos não entendem o meu lamento e a maioria não sabe quando sou pessoa ou quando sou poeta. Mas eu não ligo porque nem eu mesma sei quando sou uma ou outra!
No entanto, ultimamente, começo a gostar do lado gente grande que se apresenta nos meus dias, porque eles estão fazendo ressurgir a leoa escondida em pele de cordeiro, a mulher capaz de ir à luta mesmo contra as perspectivas que se apresentam. Estou voltando a ser um pouco mais eu mesma. E como isso é bom, porque "eu mesma" nunca teve medo de nada!



Escrito por Débora Bellentani às 00h08
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Preste muita atenção nos detalhes.

 

Quantas vezes você parou para lembrar as imagens marcantes da sua vida?

Sim, marcantes.

Aquelas que aparecem em “estado de fotografia”...

Melhor ainda: que desfilam como um slide delicioso, repleto de gestos e poses. Quem sabe até exibidas em um filme fantástico, com direito a concorrer ao Oscar da sua existência? Cenas que movimentam os dias, iluminam a alma, tiram-nos aquele sorriso aberto ou, nos enrubescem de saudade... Que trazem aquele “frisson”, aquele frio na espinha o qual sabemos e ao mesmo tempo não sabemos o que possa ser...

Pois é, felizes aqueles que podem rodar a fita, voltar o DVD e, ao invés das lembranças, terem a chance de mudar alguma coisa: o beijo que não foi dado; o sexo que não foi feito; o abraço apertado de conforto que ficou só na vontade; o silêncio ao invés do grito; o desabafo ao invés do silêncio; o eu te amo escondido na garganta, guardado no peito; o encontro abandonado por medo do resultado; o encontro acontecido por conveniência que deveria ter sido abandonado; a música que poderia ser a sua música; a dança que poderia ser a sua dança; o sim que deveria ser um não; o não que sempre fora um sim; a dor que poderia ser evitada; a lágrima que poderia ser consolada; o sorriso que poderia ser escancarado; o olhar que nunca deveria ter se desviado; o perfume que nunca deveria ser esquecido; as marcas que poderiam ser apagadas antes de serem deixadas; as pegadas que deveriam ser seguidas; o elogio que não poderia ser esquecido; a palavra que deveria ser dita; a verdade que não poderia ser escondida; a voz que não deveria ter se calado; o presente que deveria ser devolvido; as flores que deveriam ter sido mandadas; o pedido de desculpas que ficou naquele bilhete da gaveta sem nunca sair dela; a carta de despedida que não foi para o papel; a separação inevitável que se transformou em um futuro de pesadelos; o encontro final que não poderia ser abandonado; o cheiro que deveria fazer companhia ao invés de estar apenas impregnado na memória.

Acredite: se você vivenciou algum item dessa lista e tem forçar para mudar, corrija!

Porque se não o fizer, ou pelo menos tentar, um dia acordará com os cabelos brancos, o corpo frágil, as idéias embaraçadas, completamente absorto na lembrança da cor de olhos apaixonados que não teve, de uma mão que não afagou e que, naquele exato momento, gostaria de enxergar bem de perto, deitado com a cabeça no colo que nunca o aconchegou, sentindo os dedos delicados a afagar-lhe a cabeça, se perguntando se está acordado ou se sonhou!



Escrito por Débora Bellentani às 00h19
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URGENTE: UMA QUESTÃO DE SAÚDE!

Tenho perambulado por hospitais e clínicas desde dezembro de 2009, quer particulares ou SUS e estou supresa com o que vejo. Santa Casa: superlotada nos dois atendimentos. Hospital Regional: hiperlotado nas clínicas ambulatoriais e PS. Clínicas de fisioterapia: lotadas. Policlínica Municipal: lotada. A questão aqui não é a falta de atendimento. A pergunta é: por que os brasileiros estão adoecendo tanto?



Escrito por Débora Bellentani às 09h13
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APOCALIPSE NOW!

 

Diante dos acontecimentos que se apresentam no país e no mundo, podemos observar que o Brasil não tem preparação alguma para grandes catástrofes.

A razão é simples: tudo o que temos foi construído segundo as teorias e processos de engenharia que levavam em conta nosso clima e formação geológica.

Com as mudanças ocorridas no planeta todo, chegou o momento de se pensar em como tornar nossas casas, locais de trabalho e lazer, em ambientes seguros, que possam suportar as intempéries e o que vem por aí – que pelo jeito, não será pouca coisa!

Assisti  um documentário na TV no qual cientistas demonstravam as possibilidades dos fatos do Apocalipse bíblico acontecerem. Não me assustou porque sempre tive conhecimento disso! Só não achava que viveria para ver, pois, acreditava estar tudo muito distante.

Por outro lado, me lembro de chuvas como as de agora nos janeiros da minha infância... A diferença era que havia terra para a água infiltrar. Hoje, asfalto e cimento ocupam tudo. As pessoas têm preguiça de limpar e cimentam cada centímetro, depois, cometem o sacrilégio de usar água como vassoura!

As ruas deveriam ser de lajotas, com vão para infiltração da água. Dane-se que nasceria grama! Isso até geraria mais empregos! Os terrenos deveriam ter cinco metros de terra obrigatórios, onde as pessoas plantariam árvores, fariam sua horta... Muitos dirão: “ah! Eu lá tenho tempo pra isso?”... Tem sim! Só não quer tirar a bunda gorda do sofá onde assiste desgraça e más notícias na TV, para fazer algo útil, por si mesmo e pela humanidade.

Se cada um fizesse uma pequena plantação, um canteiro de ervas medicinais e temperos, plantasse uma árvore preferida que fosse,fizesse um pequeno jardim, imagine o quanto não colaboraria com as cores e a vida do planeta!

Mas a ganância e a falsa qualidade de vida têm encaixotado pessoas, enganando-as de que elas são donas de seu próprio espaço.

Nasci e cresci em uma casa cujo terreno era 07 x 28 m e eu achava tudo aquilo tão grande! Quando mudei para a casa de minha avó, após a morte de papai e fui viver em 30 mil deles, achei que estava no paraíso!

A ex-casa dos meus pais continua lá, na mesma Rua Bolívia, com o mesmo quintal. Já não o enxergo tão imenso, mas, sei tudo o que cabe lá.

Ainda dá tempo para repensar o presente... Sim, porque o futuro está cada dia mais incerto!

Precisamos fazer do hoje o melhor dia das nossas vidas e nos preparamos para ser, cada vez mais, solidários.

Esta não é uma ação política: é uma ação pessoal! Porque os políticos já provaram que não servem absolutamente para nada a não ser nos divertir e irritar com seus escândalos e roubalheira.

Os cidadãos precisam descobrir no seio da sociedade, da comunidade, pessoas que realmente trabalhem por elas e, fazer delas, suas representantes. Aquele Zé da esquina que nunca falou com você e que após candidatar-se passa a cumprimentá-lo todos os dias, aparecendo no bairro a cada quatro anos e ainda, só para pedir votos, tem mais é que ser ignorado. Ele quer um cargo público e não trabalho de verdade.

Parem e observem em suas comunidades, quantas pessoas abnegadas trabalham sem esperar nada em troca! Elas são o exemplo. Elas são o nosso espelho para um mundo melhor.

Fiquem de olho! Somente nós podemos mudar este país, criando uma revolução onde derramemos apenas as gotas de suor do nosso trabalho e inundemos as nossas almas de luz.



Escrito por Débora Bellentani às 00h38
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Perdas e ganhos


Meus queridos leitores e amigos: desculpem-me a ausência, mas, êta ano complicado! E como diz meu filho mais velho: difícil de acabar.

Espero que o Natal tenha sido maravilhoso, com a finalidade e o espírito a que se propõe: paz, amor, tranquilidade, fé e a certeza de que Cristo não nasceu em vão.

Dois mil e dez se aproxima e com ele, novos desafios. Eu encerro este e começo o outro me preparando para dias difíceis, já que minha tia e segunda mãe, com 83 anos, foi diagnosticada com câncer. Não é nada fácil para ninguém essa doença, imagine para ela que, há quatro anos, foi vítima de um AVC. Impossível explicar o que sinto. Mas sei de experiência anterior, que Deus sempre nos dá forças para suportar.

Hoje, tive um sonho estranho, no qual me perdia em uma cidade do litoral Norte e não conseguia lembrar nada de mim. Tentava ir para a casa de praia onde estava, sabia onde era e não conseguia chegar. Simplesmente não sabia voltar de qualquer ponto do qual partisse. Então me lembrei de como me sinto atualmente: sei exatamente quem fui, sei exatamente quem sou, mas não tenho a mínima idéia para onde vou.

Minha vida mudou um pouco, mas, aqui dentro, a tristeza profunda me castiga, por mais que eu lute contra ela.

Estou sozinha nessa luta, porque viver é uma batalha solitária mesmo! Ninguém pode sobreviver pela gente.

O que levo comigo e que geralmente me faz muito bem, são as lembranças de tudo o que vivenciei: as boas me fazem feliz, as ruins me lembram de aprender com a lição.

Pela manhã, estava me lembrando de quando era pequena e ficava de cócoras embaixo da parreira, fazendo tijolos de barro em caixas de fósforos, para então construir minha casinha, com tudo o que tinha direito: jardins de matinhos e florzinhas nativas ou de laranjeiras, cerquinhas, cavalinhos e boizinhos feitos de pequenas mangas em formação... Ali eu passava horas conversando com meus amigos imaginários e treinando para o futuro - um futuro de muitas memórias, detalhes e acuidade visual. Sempre olhei tudo, observei tudo e ouvi tudo!

Por incrível que pareça, só fui falar mesmo, quando estava no colegial. Dizem alguns que eu tirei o atraso durante toda a minha vida (rindo muito aqui).

Os meus dias seguem guiados pelas coisas maravilhosas e os momentos incríveis que vivi. Não se trata aqui de viver do passado, mas em me agarrar a tudo o que conquistei para não enlouquecer, para ter certeza de que posso realizar grandes feitos e agradecer a Deus por todos os meus dons.

Não penso mais em Anos Novos como recomeço há muito tempo e já falei  muito sobre isso aqui. Mesmo porque está difícil recomeçar quando todos os dias são uma repetição de corrupção, violência e pouca vergonha apresentada na TV - fato real e não ficção! - sem que ninguém faça nada contra isso. Um povo inteiro vê, assiste, fica boquiaberto e depois se esquece, como um filme que termina ou uma novela, ou uma série, dando lugar a outra atração.

O mundo não é isso. O Brasil não é isso. Juntos, podemos mudar tudo! Mas, aqueles que recebem dinheiro do governo sem trabalhar não mudarão seus votos. E eles são muitos, fazendo a cabeça de tantos outros.

A Receita Federal levou cinco anos para me avisar de uma dívida, mesmo eu procurando por eles na época da malha fina, quando não me deram qualquer explicação, com a intenção de resolver o problema... E quando o aviso chegou e o que era cinco mil virou quinze mais as taxas mensais que pago, não tive chance: era pagar ou pagar. E o pior, com um salário um terço menor. Salário esse do qual me tiraram a perspectiva de vida – uma sacanagem, porque quando contribuí mensalmente, o desconto não era proporcional, mas total. Confiei em um sistema podre. Basta observar as notícias e ver os que sonegam, roubam e enriquecem sem punição. Um ou outro serve de exemplo – “boi de piranha”- enquanto a boiada passa para se fartar do outro lado. Nunca me recusaria a pagar, mas pagar o que devia. Cometi um erro por ignorância de preenchimento, distração ou loirisse mesmo, então, tinha que pagar!

Mas, o leigo é tratado como qualquer, um ignorante: ele não deveria errar nunca. “Contrate um profissional e ele vai lhe ajudar!” Eu não tinha dinheiro, estava perdida e assustada. E se eles simplesmente tivessem falado comigo em 2005, eu não precisaria pagar ninguém, a não ser a dívida com eles. Durante cinco anos vou ter reduzida a aposentadoria que já é pouca. Como pode?

Pode: não pertenço ao mundo dos políticos corruptos e nem dos que fazem conchavos para enriquecer. Trabalhei – como tantos brasileiros em situação parecida – uma vida inteira pagando impostos sem opção.

Bem, preparem-se: 2010 pode ser um ano de mudanças. Já tenho meus candidatos para governador do meu Estado e Presidente do meu País. O resto não me interessa.

Feliz ANO NOVO. E que ele seja novo mesmo!

 



Escrito por Débora Bellentani às 20h31
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O melhor da minha nova vida foi descobrir que não preciso mais fazer de conta que sou feliz para conviver com as pessoas, pois, as pessoas com quem convivo me aceitam e gostam de mim seja qual for o meu estado de espírito.



Escrito por Débora Bellentani às 13h40
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- AS MENINAS -


- Vovó me falou que, com a Internet, ficou muito difícil mentir para as crianças... Papai Noel, Coelhinho da Páscoa... Agora, sem chance! Eu disse pra ela que, em compensação, ficou muiiito mais fácil mentir para os adultos!
- É, mas a TV insiste em dizer que tem Ppai Noel, Coelhinho de Páscoa... Vale tudo pra vender! Eles se dizem donos da verdade! Mas experimenta falar do Aniversariante pra ver? Eles torcem o nariz e distorcem a única verdade em tudo isso!


Olha elas aí de novo:
- Meu pai disse para eu estudar muito, assim nunca me farão de boba. Acho que ele não tá bem informado: nós fazemos papel de bobos todos os dias nas mãos dos políticos.
- Minha mãe disse para eu fazer qualquer faculdade. Eu disse a ela que, se resolver seguir a carreira política, nem precisarei de faculdade. a não ser que seja presa, só para ter mordomias!


As mesmas meninas, na praia:
- perguntei para a minha mãe porque o mar era salgado e ela me disse que tinha a ver com componentes da água e areia. E que isso era tudo que eu precisa saber. Um dia, aprenderia isso na escola.
- Pois é, mas eu acho mesmo é que na prai chove salgado. Só isso! E não ria de mim: esse é o meu lado criaça vindo à tona!


Duas meninas, amigas extremamentes inteligentes, estão sentadas na varanda e olhando o céu, quando resolvem trocar idéias:
- Minha mãe disse que as estrêlas são brilhantes que Deus encravou no céu para nos dar noites de gala todos os dias.
- A minha disse que nunca conseguiu decorar o nome das constelações e que não vê bicho nenhum desenhado lá em cima. Daí eu falei pra ela: o São Jorge no dragão, lá na Lua, a senhora vê, né?

 



Escrito por Débora Bellentani às 13h29
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PRECISO VENCER!

O tempo mexe comigo
E a vida mostra-me sempre o mesmo caminho,
Os mesmos gestos,
A mesma direção.
Vejo o seu rosto, os seus olhos pequenos
Os seus cabelos dourados,
Seu sorriso apaixonante
E sinto a saudade da inocência e o desejo dos amantes!
Quero gritar as estrelas: onde estás?
Mas o silêncio da noite me cala diante da imensidão.
Mesmo gritando, não teria resposta.
Quero perguntar se me desejas, se sente o meu cheiro,
 Se lembra do meu perfume...
Mas a voz não sai.
O silêncio interior abafa os meus soluços
E a razão cala a minha voz.
Preciso vencer esse tempo!
Preciso mostrar para ele o quanto sou forte.
Mas não consigo: as lágrimas desabam no meu rosto e de repente,
Percebo que volto a ser poeta.
Então, descubro que sou poeta por você
E que para você dirigem-se todos os sentimentos verdadeiros
Contidos e cantados nos meus versos.



Eu, hoje, às 22h33



Escrito por Débora Bellentani às 22h36
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Passei tanto tempo sem escrever que hoje, disparei no teclado. Escrevi sentindo em mim as quatro estações do ano. Fui primavera, verão, outono e inverno. Comecei com um desabafo e citações. Acabei falando de amor! Aproveitem cada palavra e depois, ouçam a canção!

CARNAVAL: ESTAÇÃO SILÊNCIO

Lá fora, os blocos cantavam, as crianças e os adolescentes mergulhavam em piscinas, as Escolas de Samba desfilavam, os clubes estremeciam ao som dos tambores, as praias lotadas de trajes de banho e guarda-sóis multicoloridos davam um tom Tropical à folia...

 

Em silêncio eu arrastava móveis, jogava papéis, arrumava gavetas, pintava portas e paredes, fechada no calor escaldante, ora do meu quarto, ora do banheiro social.

Vez em quando, me perdia em lembranças - por que será que lembranças nunca são suficientes?

 

Então, eu via o tamanho da minha solidão!

 

Inescrupulosamente ousei sentir saudade.

 

Mesmo sendo Carnaval! Lá fora. Apenas lá fora.

Dentro de mim, desfilavam tristezas.

 

(Não consigo terminar... Não consigo escrever... Não consigo falar...)




As coisas que ficam. 

 

Reuni num canto de uma gaveta, na minha cômoda, onde guardo minhas blusas preferidas, um perfume com uma pérola, um navio, jóias, uma guitarra e uma rosa.

Notei com isso, como todas essas peças se encaixam e se completam, no grande quebra-cabeças da minha vida.

 

Todas reúnem fatores que aguçam os meus sentidos: lembram-me o mar, me enchem a vida de um odor mágico e de uma canção maravilhosa.

 

Por que as guardei? Bem, quero que elas durem para sempre.



Amar é enxergar o outro antes de nós.


Vesti-me de deusa grega, sem pudor
Por entre o branco dos lençóis
Só para roubar um beijo...
Narcisista, olhei no espelho,
Mas contemplei outra beleza
Um pouco distante de mim.



Eu preciso de você.

 

Dizem os analistas, os conselheiros, os médicos, os religiosos, que amar não é precisar do outro.

Mas eu sempre precisei dos que amei.

E não me arrependo disso.

Especialmente porque, nas mais diversas fases do amor, precisei de cada um dos momentos que vivi – a maioria deles platônicos e eternos que não duraram a eternidade que imaginei.

Poetas precisam de amor.

E não existe amor sem o outro.

Essa história de dizer que é possível amar sozinho, que um só pode amar por si mesmo e pelo outro é coisa de quem é obsessivo e não apaixonado.

São necessários dois para se fazer um.

Sempre.

É assim na natureza.

É assim até mesmo na ciência.

Quando encontramos aquela pessoa especial, que nos completa e, principalmente, é capaz de tirar-nos um sorriso mesmo entre as lágrimas de dor; aquela pessoa que ri das nossas bobeiras; que se encanta com o lado infantil que escondemos do mundo mas escancaramos entre quatro paredes; aquela que, quando o tempo e o espaço não importam e a distância nada mais é do que uma fração de segundos. Aquela que se tatua em nossa alma e precisamos dela e de tudo o que ela representa, mesmo quando o que nos resta sejam apenas as lembranças.

Todos nós temos um amor escondido o qual ninguém, absolutamente ninguém conhece ou ouviu falar. Um amor que tem nome, gosto, cheiro e cor. Que faz parte daquele mistério inatingível que cada um de nós tem, por mais aberto que tenha mantido o livro da sua vida.

Bem, vou deixar o Rei Roberto Carlos falar sobre isso. E ninguém sabe falar disso mais do que ele: um homem de tantas paixões, tantos romances e um único e verdadeiro amor.

Mil beijos a todos.

 



Escrito por Débora Bellentani às 00h50
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Depois de tanto tempo, escrevi aqui um texto repleto de força!
Infelizmente, apagou-se quando fui editar o código de HTML.
Snif.



Escrito por Débora Bellentani às 00h25
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O ÚLTIMO CAPÍTULO

 

Ele nunca me deu uma chance para digerir o adeus.

Tomou e comunicou a decisão e pronto! Unilateralmente. Não me deu a oportunidade de uma despedida.

Eu só teria que me conformar, sem discussão. Teria que me acostumar sem os abraços, os beijos, os sorrisos, os elogios, as promessas de estarmos juntos sempre que possível. Mesmo que o possível levasse muito tempo.

Sei que haveria muitas lágrimas, a dor da saudade antecipada, muitos abraços apertados, aquela sensação horrível da partida sem volta...

No entanto, tudo o que começa precisa de um fim. Senão vira filme inacabado e isso é muito ruim.

Fica aquela sensação de retorno, de possibilidade; aquela esperança da volta que sabemos, nunca acontecerá. Mas que teima em ficar.

Foi egoísta: curtiu, gostou e marcou hora para acabar, se esquecendo de que havia outra pessoa, humana, sensível e apaixonada do outro lado da linha.

Sim: deu um basta pelo telefone!

Eu fiquei perdida, pasma, sem saber o que falar...

Devo ter dito uma porção de palavras e frases desconexas, porque não conseguia pensar...

Tantos anos já se passaram e aquela sensação ainda está aqui... Aquela sensação de abandono, de ser deixada à deriva, de não significar absolutamente nada, onde antes parecia ser tudo.

Se a dor foi forte? Imensa. Tanto que ainda persiste.

Tem cura? Não sei. Sei que tem remédio. A cura é uma questão de tempo.

Estou tomando em pequenas doses algumas cápsulas de orgulho próprio, várias gotas de dignidade e uma dose maciça de auto-estima. Parei de engolir o que possa me machucar. E mudei as regras do jogo: a partir de agora, quem volta a dar as cartas da minha vida sou eu!

Não quero ninguém controlando o que faço, o que sou ou o que pretendo fazer.

Não quero ninguém me humilhando ou duvidando da minha idoneidade.

Estou realizando o meu último ato de amor nessa relação. O maior deles, talvez: estou dizendo adeus. E faço isso depois de muito tempo, mas não tarde demais.

Pessoas são como pássaros: precisam de liberdade para voar. Pessoas amadas são pássaros que precisam de espaço e liberdade para voar. Pode ser que migrem e retornem. Pode ser que encontrem seu lugar. E se encontrarem, não era amor de verdade o que deixaram para trás.

Ele levantou vôo para nunca mais voltar, deixando-me presa e solitária na gaiola da ilusão. Um dia, percebi que a porta estava aberta e mesmo assim, não tive coragem de fugir. Todo o tempo olhava para a portinhola aberta. Até que, para minha surpresa ele voltou, como se nada tivesse acontecido e fôssemos apenas velhos e bons amigos. Bem que eu tentei. Juro que tentei! Mas quanto mais o tempo passava, mais eu notava o quanto ele era indiferente. Eu não conseguia sair da gaiola: as grades nos separavam apesar da portinhola aberta. Ele pousava do lado de fora, mantendo distância e de lá, falava comigo.

Sempre havia um braço de distância entre nós, como se a mão dele se encostasse ao meu peito, impedindo-me de me aproximar e eu patinasse, patinasse, patinasse no nada.

Certa tarde, ele não apareceu. Olhei para a portinhola aberta, respirei fundo e parti, ganhando o mundo.

No caminho, cruzei com ele indo no sentido contrário. Ele acenou. Eu fingi que não vi. Continuei a minha jornada sem nunca mais olhar para traz.

Se me arrependo? Não. Mas ainda choro.
Poderia ter sido tão simples: bastava uma despedida.
Quem sabe assim, poderíamos ter sido amigos de verdade.



Escrito por Débora Bellentani às 22h22
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A NOTÍCIA DO DIA É: ELE É LINDO. PERFEITAMENTE LINDO.

Evaristo Costa – Jornal Hoje – TV Globo/SP


Evaristo Costa é um desses homens que, se me parasse numa festa, eu ficaria olhando para ele com cara de “Bete – a feia”, dando um duro danado para não babar... E se ele me perguntasse: "
- Você conhece alguém da festa?", com aquela voz deliciosa, eu responderia (mesmo que não conhecesse): “- Hã, hã!”...
E
varisto poderia fazer qualquer pergunta!
- Você trabalha na área?
Eu certamente responderia sem tirar os olhos dele:
-Hã, hã...
- Gosta de estar entre as pessoas?
-Hã,hã!
- Gosta de conversar com elas?
-Hã, hã?
- E você só fala “hã, hã?”
- Hã, hã...
Ele faz parte dos homens que se dissessem que você é feia, gorda, dissimulada, esquisita... Se mandasse você cair fora, com certeza ainda escutaria:
- Hã, hã.
Mas é claro que Evaristo não deve ser o tipo de homem que faria uma grosseria dessas. Não, não! Com certeza soltaria uma gargalhada gostosa e abriria aquele sorriso divino – sim, di-vi-no, porque só os deuses devem sorrir assim! – e como bom cavalheiro que é arrumaria uma forma polida de sair dessa, quem sabe com um “com licença, tem alguém me chamando. Divirta-se na festa”.
Ao que obviamente eu responderia com um:
- Hã, hã!
E acho que ficaria nesse estado de êxtase até que alguma amiga me desse um chacoalhão e me colocasse no mundo real.
Quando ele aparece no jornal Hoje, preenchendo as 33 polegadas da minha TV eu literalmente paro pra ver.  Ele fecha o rosto naquela expressão séria ao dar a notícia e não dá para segurar um suspiro. E quando ele sorri ou faz um comentário inteligente? Daí da vontade de entrar na tela, pular no pescoço dele e dar um abraço bem apertado, daqueles que só uma mãe sabe dar num filho do qual se orgulha, lascando um beijo de estalar na sua bochecha.
Pensaram bobagem, né?
Aos 51 anos, só dá mesmo para suspirar por um homem assim e ver nele, o filho de sucesso que gostamos de ter – e olhe que eu tenho dois gatões e uma gatinha de arrasar!
É muito bom encarar a vida com bom-humor, ver e apreciar a beleza das coisas e, principalmente, das pessoas.
Evaristo é o inatingível que pode estar presente de repente, não mais que de repente, na vida da gente. Lembro-me que, quando fazia a pós-graduação na ESPM, em São Paulo, havia um repórter esportivo muito bonito que fazia o maior sucesso com a mulherada. Um dia, entro na sala de aula e quem vejo: o próprio. Ele era marido de uma das minhas colegas! Nem preciso dizer que a matéria do dia acabou ficando de lado, tamanha a tietagem geral das garotas e dos garotos! Pena que não consigo lembrar o nome dele... Cesar eu acho...
Outro encontro casual e feliz foi com Carlos Nascimento. Uma vez, em uma recepção aos franqueados McDonald´s em S. Paulo, na outra, quando escrevi o cerimonial da festa de aniversário dos Cem Anos do Jornal Cruzeiro do Sul, apresentado por ele. Claro que somente eu me lembro disso e sei que, na história da vida dele, sou o grão de areia que participou da sua trajetória no anonimato. Para mim, significou um grande momento profissional.
Sou professora. Sou publicitária. Trabalhei como jornalista. Dentro de um contexto bem menor, centenas de pessoas passaram pela minha vida e muitas se lembram de mim. O inverso é quase impossível. Assim como me lembro de quase todos os meus professores, mas seria pedir demais que eles se lembrassem de mim! Apenas nos tornamos mais próximos de alguns.
Bem, vou descansar e deixar vocês, meninas, com essa foto estonteante desse homem maravilhoso.
Perdoem-me os amigos de plantão, eu sei que vocês também são lindos, mas, falem a verdade: é difícil concorrer com ele, não é?
Mil beijos.
Escritora Caipira.



Escrito por Débora Bellentani às 00h11
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Caipira amanheceu acabrunhada, pensano nas coisa que dexô pra traiz.
Foi intão que a arma di poeta ficô sôrta no terrero e se deixô levá pra longe, muito longe e fez uma história criá.

 Arma poeta

Lá atraiz das montanha onde a lua esconde o rosto
Bem longe dessas paradas por onde agora me enrosco
Tem um cabocro bunito iguar nunca vi assim:
É o amô da minha vida que tamém se esconde de mim!

Numa manhã dessa onde o sor parece briante, lá nas terra onde nasci,
Conheci Pedro Bunito e logo me enterneci.
Aqueles zóio faiscante, lindos, da cor do mel,
Parecia estrela cadente, querendo fugi do céu...
No rosto tinha um sorriso, desses de enfeitiçá
Que embora já faça tempo
Não me esqueço de alembrá.

Tinha um cavalo maiado, coisa rara de se vê
E gravado nas espora, um apelidu  de muié.
Embora nóis conhecesse, todo mundo nas parage
Nenhuma Caipirinha estava nas nossa listage!

Nossa primera conversa, foi na praça lá da igreja
Eu vermeia de vergonha, ele tímido com certeza
Ele segurano o chapéu com força
Eu enrolando a barra da ropa...

Falamo das nossa casa, nossa famía, nossa gente,
Nossos gosto, nossos prano,
Nossos sonhos – tão diferente:
Eu queria ir pra cidade, estudá e ser argúem
Ele queria argúem que num deixasse dele
Nem por nada ou por ninguém.

Eu queria trabaiá, ficá rica, ajudá em casa
Ele queria uma muié pra criá a fiarada.
Eu dizia que ele era machista
E ele nem sabia o que era

O que eu acabava de falá...

Fiquemo amigos do peito, desses de trocá segredo
E essa amizade ensinô, que amá não é brinquedo.
Na festa de São João, bem na frente da fogueira,
Pedro Bonito me chamô, logo depois da bebedeira,
Me agarrô pelo braço, me lascô um bejo robado
E disse que num queria mais sê meu amigo:
Queria sê meu namorado!

Num consegui me afastá, sentino aquele abraço forte,
E o calor daquele corpo me tirô o norte.
Cuma lágrima nos zóio, pra Pedro eu disse sim
E ele me levantô pro arto, gritano pra todo mundo ouvi...


Ficamo junto por dois ano e ele falava em casá,
Só que já chegava perto, o dia do meu vestibular
Eu achava que pudia, ir embora e estudá,
Que Pedro Bunito cum certeza, iria me isperá.

Mais pra meu ispanto, no dia de eu imbarcá,
Quando o trem tava chegando ele veio me abraçá
E no meu ouvido baixinho, começou a sussurá:
Sinto muito minha caipira, mais vai tê que iscoiê;
Sê vai imbora pra iscola ou eu mi esqueço de ocê.

Com as lágrima caindo, me afastei sem hesitá
Subi no trem, fui embora, sem pra traiz querê oiá
O coração aos pedaço e a arma a despedaçá...

Cinco ano se passaram e consegui me formá,
Trabaiei lá na cidade, até experiência acumulá
E um dia vortei pra casa, pra fazenda adminstrá...


Meu pai tava na estação, minha mãe emocionada
Meus irmão tudo orgulhoso, as mãozinha acenava
Minha terra me esperava como se não tivesse acontecido nada.
Tudo era igual como antes e eu não parecia mais cabê ali,
Nu entanto percisava, com certeza, cumpri o qui prometi.

Nu dumingo toda arrumada, fui pra igreja rezá,
Quem sabe Pedro Bunito, não se encontrasse por lá?
Dito e feito lá estava, e logo ele me viu
Deu aquele seu sorriso e meu chão quase sumiu...
Era comu si o tempu, não mudasse os sentimentu
E eu pudesse recomeçá.

Terminando a missa, na saída, ele foi me percurá
E me deu aquele abraço, tão gostoso de matá...
Perguntô como eu tava e quantu tempu ia ficá,
Eu disse prele “pra sempre” e ele danô a chorá.

Fiquei meio atordoada, sem sabê o que fazê,
Sem palavras esperei, o que ele tinha por dizê.
Antes ficasse calado, mas num pude impedi:
- Eu vim aqui na igreja, como faço nos dumingo,
Mas desta vez é especiar...
Enquantu ocê estudava, pra sua vida melhorá,
Conheci Maria Rita, que jurou sempre me amá,
Casamu faz nove meis e tudo tá no seu lugá.


Moro lá no pé da serra, por detrais daqueles montes
E ela num podi vir junto porque é muito distante:
A mãe dela ta lá em casa deixano tudo bunito
Porque a quarqué momento, pode nascê nosso fio.

Mais quero que ocê saiba, qui podi mi visitá,
Afinar é minha amiga, cum quem sempre pude contá,
Minhas porta tão aberta, sempre qui percisá.
Vim aqui agradecê, por tudo que Deus me dá
E pedi pra que conserve, minha vida como está.

E falano tudo isso, me abraçô mais uma veiz,
Pois o chapéu na cabeça, montou e desapareceu.
Olhando a poeira na estrada, meu coração apertô,
E uma dor dilacerante, quase, quase me matô.

Peguei o meu cavalo e fui embora num galope,

Entrei na casa depressa, pra ninguém me vê chorano...
Quando o desespero passô, fui minha sela arriá
E tive uma surpresa que minha vida ia marcá:
Preso debaxo dela, um envelope, um biete:
- Fica cum Deus minha amiga, num sabia o que dizê,

Mas acredite Caipirinha, desde muito pequeninha,
eu sempre amei você.

Hoje já não falo mais caipira, viajo pra todo lugar.
Meus pais já estão velhinhos, nunca quis me casar.
Na parede do meu quarto, um quadro a enfeitar:
O bilhete de Pedro Bonito, para sempre eu me lembrar
Que na vida as escolhas, podem até nos fazer mudar,
Mas um amor que é de verdade, nada vai poder matar.



Escrito por Débora Bellentani às 21h12
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