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Escritora Caipira - Um dedo de prosa! Passei tanto tempo sem escrever que hoje, disparei no teclado. Escrevi sentindo em mim as quatro estações do ano. Fui primavera, verão, outono e inverno. Comecei com um desabafo e citações. Acabei falando de amor! Aproveitem cada palavra e depois, ouçam a canção!
CARNAVAL: ESTAÇÃO SILÊNCIO Lá fora, os blocos cantavam, as crianças e os adolescentes mergulhavam em piscinas, as Escolas de Samba desfilavam, os clubes estremeciam ao som dos tambores, as praias lotadas de trajes de banho e guarda-sóis multicoloridos davam um tom Tropical à folia...
Em silêncio eu arrastava móveis, jogava papéis, arrumava gavetas, pintava portas e paredes, fechada no calor escaldante, ora do meu quarto, ora do banheiro social.
Então, eu via o tamanho da minha solidão!
Inescrupulosamente ousei sentir saudade.
Mesmo sendo Carnaval! Lá fora. Apenas lá fora. Dentro de mim, desfilavam tristezas.
(Não consigo terminar... Não consigo escrever... Não consigo falar...)
Reuni num canto de uma gaveta, na minha cômoda, onde guardo minhas blusas preferidas, um perfume com uma pérola, um navio, jóias, uma guitarra e uma rosa.
Todas reúnem fatores que aguçam os meus sentidos: lembram-me o mar, me enchem a vida de um odor mágico e de uma canção maravilhosa.
Por que as guardei? Bem, quero que elas durem para sempre.
Dizem os analistas, os conselheiros, os médicos, os religiosos, que amar não é precisar do outro. Mas eu sempre precisei dos que amei. E não me arrependo disso. Especialmente porque, nas mais diversas fases do amor, precisei de cada um dos momentos que vivi – a maioria deles platônicos e eternos que não duraram a eternidade que imaginei. Poetas precisam de amor. E não existe amor sem o outro. Essa história de dizer que é possível amar sozinho, que um só pode amar por si mesmo e pelo outro é coisa de quem é obsessivo e não apaixonado. São necessários dois para se fazer um. Sempre. É assim na natureza. É assim até mesmo na ciência. Quando encontramos aquela pessoa especial, que nos completa e, principalmente, é capaz de tirar-nos um sorriso mesmo entre as lágrimas de dor; aquela pessoa que ri das nossas bobeiras; que se encanta com o lado infantil que escondemos do mundo mas escancaramos entre quatro paredes; aquela que, quando o tempo e o espaço não importam e a distância nada mais é do que uma fração de segundos. Aquela que se tatua em nossa alma e precisamos dela e de tudo o que ela representa, mesmo quando o que nos resta sejam apenas as lembranças. Todos nós temos um amor escondido o qual ninguém, absolutamente ninguém conhece ou ouviu falar. Um amor que tem nome, gosto, cheiro e cor. Que faz parte daquele mistério inatingível que cada um de nós tem, por mais aberto que tenha mantido o livro da sua vida. Bem, vou deixar o Rei Roberto Carlos falar sobre isso. E ninguém sabe falar disso mais do que ele: um homem de tantas paixões, tantos romances e um único e verdadeiro amor. Mil beijos a todos.
Escrito por Débora Bellentani às 00h50 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Depois de tanto tempo, escrevi aqui um texto repleto de força! Escrito por Débora Bellentani às 00h25 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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