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Ilusões de Vida
(Francisco
Otaviano)
Quem passou pela vida em branca nuvem E em plácido repouso
adormeceu, Quem não sentiu o frio da desgraça, Quem passou pela vida e não
sofreu, Foi espectro de homem - não foi homem, Só passou pela vida - não
viveu.
QUANDO VIER ME
VISITAR
Quando vier me
visitar Traga flores, Muitas delas... Porém, não me traga apenas
flores: Não se esqueça de juntar a elas A beleza do seu sorriso, A
ternura do seu olhar, A força do seu abraço. O calor dos seus
beijos...
Quando vier me visitar, Traga flores, Muitas
delas... Mas não esqueça de tirar-lhes Os espinhos que
machucam, As folhas envelhecidas, Os galhos secos, As dores
embutidas...
Quando vier me visitar, Traga flores, Muitas
delas... Perfumadas, coloridas, alegres: Todas parecidas com
você! Quando vier me visitar, Traga você por inteiro... As
flores? Nem sei se vai precisar!
Autora:
Débora
Bellentani
Visitem meu
FOTOBLOG: http://dbellentani.fotoblog.uol.com.br
"A vida é isso: sonhar até
que um dia a realidade aconteça."
"Cruel não é amar: cruel é
descobrir-se amado quando se é tarde demais."
"Perdoar é olhar para a
cicatriz e não se lembrar da dor."
"O que me
impede de ser livre? Talvez as minhas próprias correntes."
 Entre em
contato:
debora.bellentani@gmail.com




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Escritora Caipira - Um dedo de prosa!

O melhor da minha nova vida foi descobrir que não preciso mais fazer de conta que sou feliz para conviver com as pessoas, pois, as pessoas com quem convivo me aceitam e gostam de mim seja qual for o meu estado de espírito.
Escrito por Débora Bellentani às 13h40
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- AS MENINAS -
- Vovó me falou que, com a Internet, ficou muito difícil mentir para as crianças... Papai Noel, Coelhinho da Páscoa... Agora, sem chance! Eu disse pra ela que, em compensação, ficou muiiito mais fácil mentir para os adultos! - É, mas a TV insiste em dizer que tem Ppai Noel, Coelhinho de Páscoa... Vale tudo pra vender! Eles se dizem donos da verdade! Mas experimenta falar do Aniversariante pra ver? Eles torcem o nariz e distorcem a única verdade em tudo isso!
Olha elas aí de novo: - Meu pai disse para eu estudar muito, assim nunca me farão de boba. Acho que ele não tá bem informado: nós fazemos papel de bobos todos os dias nas mãos dos políticos. - Minha mãe disse para eu fazer qualquer faculdade. Eu disse a ela que, se resolver seguir a carreira política, nem precisarei de faculdade. a não ser que seja presa, só para ter mordomias!
As mesmas meninas, na praia: - perguntei para a minha mãe porque o mar era salgado e ela me disse que tinha a ver com componentes da água e areia. E que isso era tudo que eu precisa saber. Um dia, aprenderia isso na escola. - Pois é, mas eu acho mesmo é que na prai chove salgado. Só isso! E não ria de mim: esse é o meu lado criaça vindo à tona!
Duas meninas, amigas extremamentes inteligentes, estão sentadas na varanda e olhando o céu, quando resolvem trocar idéias: - Minha mãe disse que as estrêlas são brilhantes que Deus encravou no céu para nos dar noites de gala todos os dias. - A minha disse que nunca conseguiu decorar o nome das constelações e que não vê bicho nenhum desenhado lá em cima. Daí eu falei pra ela: o São Jorge no dragão, lá na Lua, a senhora vê, né?
Escrito por Débora Bellentani às 13h29
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PRECISO VENCER!
O tempo mexe comigo E a vida mostra-me sempre o mesmo caminho, Os mesmos gestos, A mesma direção. Vejo o seu rosto, os seus olhos pequenos Os seus cabelos dourados, Seu sorriso apaixonante E sinto a saudade da inocência e o desejo dos amantes! Quero gritar as estrelas: onde estás? Mas o silêncio da noite me cala diante da imensidão. Mesmo gritando, não teria resposta. Quero perguntar se me desejas, se sente o meu cheiro, Se lembra do meu perfume... Mas a voz não sai. O silêncio interior abafa os meus soluços E a razão cala a minha voz. Preciso vencer esse tempo! Preciso mostrar para ele o quanto sou forte. Mas não consigo: as lágrimas desabam no meu rosto e de repente, Percebo que volto a ser poeta. Então, descubro que sou poeta por você E que para você dirigem-se todos os sentimentos verdadeiros Contidos e cantados nos meus versos.
Eu, hoje, às 22h33
Escrito por Débora Bellentani às 22h36
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