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QUANDO VIER
ME VISITAR

Quando vier me visitar
Traga flores,
Muitas delas...
Porém,
não me traga
apenas flores:
Não se esqueça
de juntar a elas
A beleza do seu sorriso,
A ternura do seu olhar,
A força do seu abraço.
O calor dos seus beijos...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Mas não esqueça
de tirar-lhes
Os espinhos
que machucam,
As folhas envelhecidas,
Os galhos secos,
As dores embutidas...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Perfumadas, coloridas,
alegres:
Todas parecidas
com você!
Quando vier me visitar,
Traga você por inteiro...
As flores?
Nem sei se vai precisar!

Autora: Débora Bellentani

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"A vida é isso:
sonhar até que
um dia a realidade
aconteça."

"Cruel não é amar:
cruel é descobrir-se amado
quando se é tarde demais."

"Perdoar é olhar
para a cicatriz
e não se lembrar da dor."

"O que me impede
de ser livre?
Talvez as minhas
próprias correntes."


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Flores e espinhos

 

 

Em um belo dia ensolador, a flor de pétalas macias e cor deslumbrante apalpou o corpo e descobriu que tinha espinhos.

Assustada exclamou um "ai" e foi logo olhando sua aparência para conferir se não lhe faltava nada.

Encontrou, no cantinho de uma pétala um pequeno rasgo e histericamente começou a gritar.

Uma doce borboleta que passava pelas redondezas, ao ouvir o grito aproximou-se assutada e perguntu o que havia acontecido.

Ouviu silenciosamente as reclações da flor e as lamentações sobre o pequeno rasgo e, aproveitando uma brecha no choro copioso, disse:

- Ah, flor, como és supérflua! Como podes transformar a tua própria natureza em desgraça?
Como podes não aceitar o fato de que a tua beleza tem um preço?
Como podes reclamar dos espinhos se eles fazem parte de ti e, sem eles, serias arrebata do teu caule ainda em botão?
Como pode queixar-te de um pequeno corte, sem pensar que ele te deixará uma cicatriz para a qual olharás e lembrarás de não cometer o mesmo erro,
esfregando o corpo cujos espinhos serão parte de ti até o cair de tuas pétalas?
Pois eu vou dou duas escolhas: ou deixas a cicatriz para lembrar o passado e corrigi-lo no presente;
ou arrancas a pétala, sentes a dor horripilante da perda e convives com a mutilação do que achas mais belo e precioso em ti.

A flor não respondeu. Apenas olhou a borboleta e curvou-se para ela em sinal de respeito.

Alguns dias depois, uma criança passou perto dela, olhou atentamente para as suas pétalas, chamou a mãe e disse:

- Mamãe, mamãe, a flor está doente. O que podemos fazer por ela?

No que a mãe docemente respondeu:

- Vamos deixá-la viver o tempo que lhe for devido. E quando ela despetalar, você pode pegar a pétala machucada e guardar como lembrança.

- Lembrança de quê, mamãe?

- De como às vezes, apesar de todas as dores, precisamos ser fortes e cumprir o nosso destino.

A flor, emocionada, derramou uma lágrima em silêncio.

 

(Débora Bellentani - 01h29, do dia 21/02/2012.)



Escrito por Débora Bellentani às 01h35
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SEGREDOS DO MEU JARDIM.

Verde, gostaria de ser verde e emaranhar-me por entre as folhas dos jardins e dentro dele, poder conversar com as rosas e seus espinhos; com os cravos e toda a sua pompa; com as orquídeas, sempre em estado de fotografia.
Gostaria de conhecer os seus segredos, de perguntar ao bem-me-quer se ele tem quem lhe queira bem.
Perguntar ao cacto como ele suporta uma vida de espinhos.
Perguntar às primaveras porque florecem tanto no verão.
Instigar aos girassóis para que me contassem o segredo do seu dourado e às dálias os das suas cores tão fortes e arrebatodoras.
Aos monsenhores, perguntaria se eles têm fé. Às violetas porque nem sempre são violetas.
Finalmente eu subiria no grande carvalho e perguntaria se ele gostava de ficar ali, fazendo sombra no quintal.
Sei que ele me responderia:
- Claro que sim! Daqui aprecio o jardim e a paisagem além dele, concluindo, à cada dia, a importância da mistura de tantos tons diferentes na natureza: Deus está ensinando aos homens que quanto mais se misturam cores diferentes, melhor fica o quadro que se pinta. E quanto à você, não precisa ser verde para estar aqui. Sua presença é parte dessa imensa obra-de-arte e sua cor, um complemento.



Escrito por Débora Bellentani às 23h06
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"Dá licença medo, minha felicidade quer passar!"


Dá licença medo, este lugar está ocupado!
Aqui dentro do meu peito não cabe mais dor
Agora sou parceira da felicidade.

Da licença medo, não há vagas
Todos os espaços do meu coração bateram asas
E o amor superou todas as vaidades.

Dá licença medo, chegou atrasado,
A alegria já expulsou a saudade
E a beleza veio fazer festa.

Dá licença medo.
Vou desfilar meu sorriso na avenida
Estou cansada do seu carvanal.

Dá licença medo, sai daqui.
Sou eu que mando na minha vida.
Sou eu que faço o meu final.

Débora Bellentani - 12/02/2012 - 23h07



Escrito por Débora Bellentani às 23h07
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