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QUANDO VIER
ME VISITAR

Quando vier me visitar
Traga flores,
Muitas delas...
Porém,
não me traga
apenas flores:
Não se esqueça
de juntar a elas
A beleza do seu sorriso,
A ternura do seu olhar,
A força do seu abraço.
O calor dos seus beijos...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Mas não esqueça
de tirar-lhes
Os espinhos
que machucam,
As folhas envelhecidas,
Os galhos secos,
As dores embutidas...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Perfumadas, coloridas,
alegres:
Todas parecidas
com você!
Quando vier me visitar,
Traga você por inteiro...
As flores?
Nem sei se vai precisar!

Autora: Débora Bellentani

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"A vida é isso:
sonhar até que
um dia a realidade
aconteça."

"Cruel não é amar:
cruel é descobrir-se amado
quando se é tarde demais."

"Perdoar é olhar
para a cicatriz
e não se lembrar da dor."

"O que me impede
de ser livre?
Talvez as minhas
próprias correntes."


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Escritora Caipira - Um dedo de prosa!



VOAR, VOAR, SUBIR, SUBIR.

Quem não gosta de voar?

Uns voam de fato, outros voam de desejo, outros voam em e nos pensamentos.

Talvez Deus não nos tenha dado asas porque gostamos tanto de voar que congestionaríamos o céu!

Quando fechamos os olhos, voamos.

A sensação de ver tudo do alto, de poder mergulhar como as gaivotas, de poder dar um rasante na vegetação orvalhada, são coisas que invejamos dos pássaros.

Voar nos leva além de nós mesmos.

Pena quem nem todos possam fazê-lo.

Alguns por medo, outros por insegurança, outros por problemas alheios as suas vontades...

Como é bom ter um Pai repleto de sabedoria! Ele nos deu o poder da imaginação e teve a humildade de nos ensinar a criar - prerrogativa que um ser humano nem sempre abre mão!

E com essaa criatividade tiramos o pé do chão.

As asas? Ah! As asas ficaram com os anjos.



Escrito por Débora Bellentani às 11h07
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SUAVE EQUAÇÃO.


Nós mulheres somos mesmo uma equação. Embora eu acredite que sejamos mais um teorema, cuja estrutura precisa ser cuidadosamente estudada.

Somos introdução, hipótese e tese!

E como é difícil chegar a conclusão de quem somos, como pensamos ou qual a minúscula vírgula que atrapalhará toda a demonstração, provocando um resultado nem sempre agradável e muitas vezes confuso.

A matemática da mulher foi, durante muitos anos, ele + eu = nós, até que ela descobriu que poderia ser ao contrário: eu + ele = nós.

Com as mudanças de valores, onde as somas de 2 + 2 passaram a resultar 3 ou 5, deendendo da situação, essa matemática ficou muito atrapalhada - para não dizer bem difícil!

Três é quando alguém se divide na relação. Cinco é quando ninguém mais se entende nela.

Nessa complexibilidade, a mulher torna-se exímia em criar mais problemas do que solucioná-los.

Cabe a mulher dar o rumo a situação. Cabe a ela explicar que não sabe dividir o que é seu quando se trata do seu homem, mas que, pode dividir tudo o que tem quando se trata dos filhos ou de ajudar a quem precise de uma palavra amiga, de força, de afeto, de "mão na massa".

Contrapondo a tudo isso, as mulheres são mais frágeis (eu disse frágeis e não fracas), delicadas, românticas, suscetíveis.

As lágrimas são nossas amigas, nossas companheiras e, muitas vêzes, nossas aliadas.

Parecemos com os gatinhos que gostam de se aconchegar em quem amam, gostam de se esfregar levemente, de encaixar-se entre o peito e o pescoço esperando ser aquecidas pelo sentimento, ouvindo apenas o som do coração que bate acelerado: tum,tum...Tum-tum...Tum-tum...

Maestria.

Nascemos para reger uma orquestra de sons perfeitos e o mundo nos obrigou a deixar de se comer para alimentar um filho; deixar de dormir para ninar uma criança; deixar de se divertir para ensinar outras matemáticas menos complexas ao que vivem sobre o nosso teto. Encaramos tudo isso muitas vezes cansadas, esgotadas, às vezes vindas de duas ou três jornadas de trabalho e mesmo assim, encontramos tempo para brincar de cabaninha, contar histórias, cantar histórias.

Cansadas, muitas vezes fizemos sexo sem perceber que tudo acontecia, sem sentir prazer mas preocupadas em dar prazer... Dar, doar-se, estar e tão pouco ser.

Assim fomos seguindo nossos dias, sempre no salto alto, unhas feitas, pernas depiladas, cabelos impecáveis, prontas para o trabalho, prontas para ser esposas, amantes, namoradas.

Um dia podemos acordar achando que tudo isso precisa mudar e se fincamos pé na idéia, mudamos tudo!

Ficamos sozinhas, criamos os filhos, buscamos novos amores, quebramos a cara e aprendemos que a felicidade é feita de momentos. Mas principalmente, ela é feita de nós mesmas.

E essa é a tese final: nehuma mulher será feliz se não sentir-se amada, se não aprender a levantar, olhar no espelho e dizer: "hei, você aí do outro lado: EU TE AMO!"

Uma equação, um teorema, um tratado...

Chamem do que quiser. Desde que nos respeitem e nos amem pelo que somos.

Feliz 8 de Março.



Escrito por Débora Bellentani às 19h55
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