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QUANDO VIER
ME VISITAR

Quando vier me visitar
Traga flores,
Muitas delas...
Porém,
não me traga
apenas flores:
Não se esqueça
de juntar a elas
A beleza do seu sorriso,
A ternura do seu olhar,
A força do seu abraço.
O calor dos seus beijos...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Mas não esqueça
de tirar-lhes
Os espinhos
que machucam,
As folhas envelhecidas,
Os galhos secos,
As dores embutidas...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Perfumadas, coloridas,
alegres:
Todas parecidas
com você!
Quando vier me visitar,
Traga você por inteiro...
As flores?
Nem sei se vai precisar!

Autora: Débora Bellentani

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"A vida é isso:
sonhar até que
um dia a realidade
aconteça."

"Cruel não é amar:
cruel é descobrir-se amado
quando se é tarde demais."

"Perdoar é olhar
para a cicatriz
e não se lembrar da dor."

"O que me impede
de ser livre?
Talvez as minhas
próprias correntes."


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Escritora Caipira - Um dedo de prosa!



Brilho poético

O céu é a tela dos poetas,

Aonde as estrelas brincam de Natal todas as noites

E a lua empresta encanto a essa festa

Mesmo em meio a tantos pisca-piscas.


Os pincéis dão ao sono mais profundo ,

Contornos de nuvens de algodão

Trazendo efeitos a este mundo

Só vistos por quem arrisca estar no chão


A chuva é água que mistura,

As cores que a vida nos destina

E palavras são enigmas decifrados

Que se transformam em milagres na retina.


Entre as obras mais bonitas que já fiz.

Muitas delas tem seu nome escondido

E falam em metáforas perfeitas

De um amor que jamais foi esquecido.


O céu é minha tela preferida

E as estrelas já conhecem meu segredo

Você é a pintura adormecida

E o escudo que afasta os meus medos.



Escrito por Débora Bellentani às 03h08
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NONSENSE: O SER QUE NUNCA É.

 

Você passou por mim tão rapidamente e achei que alguma emergência tinha acontecido. Eu o vi descer as escadas e fiquei ali, parada, sem saber muito bem o que fazer. Era tarde e o carro estava longe.

Esperei um pouco, respirei fundo e só então segui lentamente para o andar de baixo.
Detive-me ao quadro na parede, em homenagem a alguém especial. Li calmamente a mensagem abaixo dele e perdi-me em pensamentos.

Olhei lá fora e o vi conversando. Estranhamente não consegui sair do lugar. Você se foi, saiu a passos rápidos. E eu não sabia bem o que fazer.

As dores estavam me incomodando desde aquela manhã. Meu salto estava me incomodando naquele momento. Meu pescoço parecia uma engrenagem enferrujada. Lembro-me que sorri ao pensar sobre isso.

Vagarosamente comecei a subir a rua e via você ficando cada vez mais distante, distante, até sumir. Eu não conseguia andar mais rápido, por mais que desejasse. E, sinceramente, eu não desejava.

De repente eu me senti uma estranha na minha própria cidade. Os cenários que visualizava eram comuns durante o dia, mas, à noite, eles se transformavam em bucólicos. Olhar de poeta, eu sei!

O que percebi foi o quanto estava fazendo tudo errado. O quanto estava cometendo velhos erros. O quanto não havia aprendido nada com as lições da vida.

Somos seres humanos, repletos de sentimentos. É assim que enxergo as pessoas. É assim que eu quero que as pessoas me enxerguem, especialmente, as que me conhecem.

O que mais me deixa triste é o fato de eu não me importar... É o fato de eu simplesmente desejar ir para casa.E como é bom ter uma casa para ir. Por mais difícil que seja subir aquelas escadas.

Nonsense. Surreal. Eu no filme de mim mesma. Vendo uma história a qual já conheço o final. Eu, invisível, tentando participar de vidas às quais não me incluo.
 

Sim, eu me jogo diante da vida. Provoco. Incito. Quero ver reações. E por meio delas traço o caminho que percorro e projeto o futuro que me espera. Hoje, consigo ver claramente a luz no final do túnel. Muitas vezes, insisto só para ver no que dá. Mesmo sabendo o que me espera. E me machuco. Mesmo porque machucar faz parte do aprendizado, pois, cada vez que conseguimos curar uma ferida, mais especialistas nos tornamos em não deixarmos cicatrizes. E por incrível que pareça, são as cicatrizes que provocam as maiores dores, porque nos lembramos de como nos ferimos cada vez que olhamos para elas.

A noite estava especial. A lua entre as nuvens me fez contemplá-la e ela entendeu que senti inveja por não poder me esconder daquele jeito, por não poder ficar ofuscada e silenciosa diante do momento.

Eu queria ter palavras. Mas não as tinha. Eu queria dizer o que sentia. Mas não conseguia. Então, pedi ao meu coração que se calasse e deixasse o tempo fluir.

Fui para casa. Subi as escadas com dificuldade. Nada estava diferente. Absolutamente nada!

A mesma bagunça, a mesma sujeira, os mesmos móveis fora do lugar e a mesma parede pintada de branco esperando pela minha arte. Minha casa parece não seguir sem mim!

É bom saber que, mesmo dentro da tempestade, ficamos imunes no olho do furacão. É bom saber que, mesmo no caos, a ordem se estabelece. É bom saber que minha arte me conforta e que as palavras me preenchem.

Agora não resta mais nada. Meu coração está só. E ainda não sei como preencher este enorme vazio.

 



Escrito por Débora Bellentani às 16h49
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