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QUANDO VIER
ME VISITAR

Quando vier me visitar
Traga flores,
Muitas delas...
Porém,
não me traga
apenas flores:
Não se esqueça
de juntar a elas
A beleza do seu sorriso,
A ternura do seu olhar,
A força do seu abraço.
O calor dos seus beijos...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Mas não esqueça
de tirar-lhes
Os espinhos
que machucam,
As folhas envelhecidas,
Os galhos secos,
As dores embutidas...

Quando vier me visitar,
Traga flores,
Muitas delas...
Perfumadas, coloridas,
alegres:
Todas parecidas
com você!
Quando vier me visitar,
Traga você por inteiro...
As flores?
Nem sei se vai precisar!

Autora: Débora Bellentani

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"A vida é isso:
sonhar até que
um dia a realidade
aconteça."

"Cruel não é amar:
cruel é descobrir-se amado
quando se é tarde demais."

"Perdoar é olhar
para a cicatriz
e não se lembrar da dor."

"O que me impede
de ser livre?
Talvez as minhas
próprias correntes."


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Escritora Caipira - Um dedo de prosa!



E EU SONHEI COM A MINHA MÃE

Neste ano, em especial, tenho sonhado muito com a minha mãe.
Na noite que passou, quarta feira de dezembro, em 2013, literalmente viajei com ela.
Interessante que, todas as vezes nas quais sonho com viagens, o caminho de saída da cidade e as estradas, são sempre as mesmas e, no mundo real, jamais passei por elas.
O sonho começou conosco no meu antigo carro, um Uno verde modelo 93.
Pela segunda vez em sonho, estávamos indo à um lugar que tinha água.
Chegamos a uma casa e eu não parava de descer malas. Dentro da sala havia muitas coisas antigas que já foram minhas, muitos livros e, claro, decidi que os levaria, embora minha mãe insistisse que já havia muitas malas e não caberia no carro. Argumentei que estávamos em duas e eu usaria os bancos traseiros.
De repente, ela sumiu e tornei-me o centro da história.
Comecei a pegar malas e livros, brinquedos e levar para embaixo de uma árvore que ficava na parte de baixo de uma pequena depressão, à margem de um grande rio.
Levei tanta coisa, empilhei e fui buscar mais para, posteriormente, carregar o carro.
Então me dirigi para a casa. E, no meu sonho, entrou a imagem do rio transbordando e levando tudo: malas, livros, brinquedos e mais um monte de coisas. Eu os via afundando e flutuando. Foi quando cheguei no lugar e mergulhei desesperadamente tentando pegar tudo. Eu não conseguia e me desesperava. Sem que eu percebesse, o rio foi baixando e muita coisa ficou espalhada. Fiquei frustada, quis gritar, chorar, e não conseguia.
Sem malas, sem roupas, sem nada... Como eu iria explicar para a minha mãe?
Foi então que eu apareci na casa, com minha mãe consolando-me pela perda.
Acordei e o pensamento insistiu em trazer o sonho. Eu queria respostas.
E as tive.
Minha mãe veio para me ensinar o desapego. Mesmo que fosse de uma forma difícil, seria necessário aceitar as perdas.
Seria necessário deixar que o rio seguisse o seu curso e que a correnteza levasse tudo embora, na marra!
Só algumas coisas se salvaram. As mais importantes, ou seja: exatamente aquelas que eu poderia carregar.
É, por fim, acabou sendo um bom sonho.



Escrito por Débora Bellentani às 02h58
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UM DIA NUBLADO

 

Gosto de dias como hoje, aonde a penumbra esconde momentos de intimidade entre as paredes.
Talvez dias nublados sejam reflexos dos momentos em que Deus descansa sob uma árvore para meditar e então, o Sol e a Lua aproveitam a brecha para namorar às escondidas.
E tudo fica assim, morno, para nós.
Vez em quando uma nuvem tenta fugir e desmascarar o Sol, mas Deus pigarreia em uma cumplicidade mágica e lá volta a invejosa a encobrir os enamorados.
Deus é complacente com os que verdadeiramente se amam!
Mesmo porque, nem sempre a vida permite certos encontros.
E não se pode desperdiçar amor.
Ah! Como sou feliz em dias assim!

 



Escrito por Débora Bellentani às 12h04
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Há muito tempo não venho até aqui.
No entanto, este é o meu lugar!
Sou de muitas palavras.
De textos longos, nem sempre arrebatadores.
Gosto de ouvir os pássaros, de melodias tênues, de canções de amor.
Minha beleza está na minha alma e isso é muito bom,
porque enquanto o meu corpo envelhece com o tempo,
o meu espírito se liberta das amarras para ser feliz.
Há um sonho em algum lugar.
Só preciso despertar do sono do passado
e perceber o quanto há por realizar.
Nunca é tarde.
Apenas tem a hora certa.
Apenas tem o tempo de Deus.



Escrito por Débora Bellentani às 14h31
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